segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

DEM: a UDN continua firme e forte


Quem entende de política, e não é preciso ser cientista político para isso, sabe. Enquanto o histórico Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), mesmo mantendo sua sigla, hoje não passa de uma múmia partidária que hoje abriga Fernando Collor e Roberto Jefferson, a União Democrática Nacional, aparentemente extinta pelo AI-2 da ditadura militar, continua existindo firme e forte na vida política nacional.

É só ver para onde foram as principais lideranças da UDN e seus descendentes para percebermos que, na prática, a velha UDN sempre existiu e até hoje faz parte do cotidiano político brasileiro. O que desapareceu foi o PTB, velho partido de Getúlio Vargas e João Goulart, que hoje é um partido-cadáver totalmente embalsamado e sem alma.

Os udenistas se transferiram com gosto, em 1964, para a Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Com a volta do pluripartidarismo, eles foram para o Partido Democrático Social (PDS), junto com seus filhos. Terminada a ditadura, todos estavam acomodados no Partido da Frente Liberal (PFL), que, para celebrar sua oposição política ao governo Lula, os remanescentes udenistas deram para seus netos o recauchutado DEMOCRATAS, novo nome do PFL, com sua nova sigla, DEM.

É a velha, a mesmíssima UDN (União DEMOCRÁTICA Nacional - compare com DEM, DEMOCRATAS) que sempre existiu sob outros nomes. Foi o princípio de, assim como se trocam os anéis para salvar os dedos, se troca o nome para manter os princípios, que apenas são adaptados no decorrer do tempo.

Portanto, a mesma UDN que lançou Antônio Carlos Magalhães e teve Irineu Bornhausen é a mesma ARENA/PDS/PFL do mesmo ACM e Jorge Bornhausen (filho de Irineu) e a mesma DEM de ACM Neto e Paulo Bornhausen (filho de Jorge e neto de Irineu).

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