sábado, 12 de dezembro de 2009

Billboard enche a bola do canastrão Alexandre Pires


ALEXANDRE PIRES em dois tempos: em 1990, quando era descaradamente sambrega nos primeiros anos do Só Pra Contrariar, e hoje, quando tenta vender a imagem de "sofisticado" e entrar no primeiro time da MPB na marra.

Segundo informa a Ilustrada, da Folha de São Paulo, a revista Billboard elegeu o cantor Alexandre Pires como o único brasileiro na lista das músicas latinas mais populares desta década.

Antes de darmos os comentários e as informações adicionais, é bom deixar claro do seguinte.

1. A Folha de São Paulo não é um jornalzinho mimeografado por nerds esquerdistas de uma organização esquerdista-filantrópica de Santo André, ABC paulista.

2. A Billboard não é um zine de cultura alternativa e sofisticada editado por nerds intelectualizados do Rodo de São Gonçalo, Estado do RJ.

Para quem não sabe, a mesma FOLHA DE SÃO PAULO - já apelidada de FALHA DE SÃO PAULO - que apoia a axé-music, o "funk" e canastrões como Alexandre Pires e Chitãozinho & Xororó é a mesma FOLHA DE SÃO PAULO que persegue blogueiros e tenta minimizar a histórica triste imagem da ditadura militar sob o apelido atenuante de "ditabranda".

Consta-se, portanto, que a mesma FOLHA DE SÃO PAULO que apoia a axé-music, o "funk" e canastrões como Alexandre Pires e Chitãozinho & Xororó é a mesma FOLHA DE SÃO PAULO que é símbolo do Partido da Imprensa Golpista, PiG.

Mas o "líder de opinião", que franze o cenho diante da dolorosa verdade dos parágrafos acima - em outros momentos, ele dizia "nada a ver", mas hoje tem vergonha disso - , parece se consolar achando que "pelo menos" a Billboard faz parte da ala paradisíaca da mídia mundial.

Grande engano.

A BILLBOARD, para quem não sabe, é uma revista de hit-parade. Ou seja, de MÚSICA COMERCIAL, que considera o DINHEIRO como uma causa em si própria. Que NÃO tem propósitos artísticos, que NÃO tem compromisso com a cultura.

A Billboard é quase que uma Forbes da música, uma revista que fala de cantores e conjuntos musicais que se enriquecem com o sucesso. Se há algum grande artista de sucesso, é coincidência, mas o que a Billboard exaltar quase sempre tem validade artística discutível.

Além disso, as façanhas de Alexandre Pires não foram tantas assim. Primeiro, porque o critério é tão somente a execução de rádios, o que não garante em si prestígio natural. E também não tem garantia de que tocar em rádios dá em popularidade, muitas vezes não passa de uma questão de mero jabaculê. Afinal, quais são os "grandes clássicos" do Alexandre Pires? Não me lembro de um sequer.

Segundo, diz o texto da FALHA DE SÃO PAULO: "Pires aparece na 51ª posição, com a música "Usted se me Llevó la Vida", do disco 'É Por Amor', de 2001. Internacionalmente, o álbum foi lançado com o nome 'Alexandre Pires'". Ou seja, não é uma posição tão privilegiada assim.

Terceiro, Alexandre Pires é creditado dentro do mercado latino em que se inseriu com a ajuda do casal Gloria Estefan e Emílio Estefan Jr., seus padrinhos na carreira estrangeira e com influência entre os executivos do meio do hit-parade estadunidense que envolve a Billboard. Não se fala aqui em gênios da MPB, até porque não foi encontrado algum.

Se a FALHA DE SÃO PAULO e a PITBULLBOARD queriam elevar o Alexandre Pires a "gênio da MPB", dando sequência a uma campanha marqueteira tendenciosa que incluiu até participações em evento da MPB FM e no tributo a Wilson Simonal, falharam mais uma vez.

Afinal, nada tem de preconceituoso dizer que Alexandre Pires NÃO É MPB. Ele nem é sambista. Tapear um repertório chinfrim, influenciado por Sullivan & Massadas, José Augusto e Wando, gravando covers de MPB não resolve coisa alguma, se o repertório autoral é ruim de doer e o talento vocal de Alexandre Pires, com sua canastrice explícita, é sofrível de tão péssimo.

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