quinta-feira, 12 de novembro de 2009

VIROU BAGUNÇA: PORNO-PAGODE PEGA CARONA NO CASO UNIBAN


Depois do caso da professora que dançou o "pagodão" em Salvador e depois foi demitida e virou dançarina do grupo O Troco (um dos aspirantes a embarcar no mercadão dominado pelo Psirico, Pagodart e Parangolé), agora é a vez de outro grupo de porno-pagode embarcar no sensacionalismo.

O porno-pagode - assim denominado devido às alusões "sensuais" do ritmo - , também conhecido como "pagodão", "quebradeira" e "suingueira", foi lançado em 1995 pelo grupo É O Tchan, seguido por outros grupos como Companhia do Pagode, Terra Samba e Harmonia do Samba (que hoje aderiu ao sambrega da linha do Só Pra Contariar) e cuja geração mais recente é representada sobretudo pelo Psirico.

Pois o cantor Roberto Kuelho, ex-integrante da banda Xêro Mole, fez uma música sobre o caso Uniban que ele autodenomina de "axé de protesto" - mercadologicamente, o porno-pagode faz parte do filão da axé-music, por motivos aqui apresentados - , como se uma mera música de entretenimento pudesse ter o mesmo potencial contestatório de Bob Dylan e Chico Buarque. O que sabemos que não tem. Aliás, protesto de quê, afinal?

Há rumores de um "funk" que também foi feito sobre o caso. Parece que o que o "funk" faz, o porno-pagode imita, ou vice-versa. Houve "pagodão" sampleando as risadas do Pica-Pau. O "funk" idem. O "pagodão" desencontra o ritmo lento com sons rápidos. O "funk" idem. Um é a bunda-music baiana, outro a bunda-music carioca. Por isso é que o porno-pagode baiano ainda não virou sucesso nacional nos últimos dez anos: atrapalharia a tão sonhada (pelos empresários funqueiros) hegemonia do "funk carioca".

GEYSI ARRUDA

A estudante vaiada pelos colegas da Uniban e que, por enquanto, aguarda a resolução de sua situação na universidade (da qual chegou a ser declarada expulsa), virou celebridade. Até a Playboy estuda chamá-la para um ensaio de fotos.

A moça mudou o visual e aparece dando entrevistas para os programas popularescos da TV aberta. Talvez até entre depois num riélite chou. Este é o país do fait sivers, como disse o jornalista gaúcho Juremir Machado da Silva.

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