sexta-feira, 6 de novembro de 2009

MENSAGENS SUBLIMINARES II - SAMBREGA ("Ingênuo" Raggi Parte 1)


Em 2007, eu participei de um fórum, Samba & Choro, não me lembro de que provedor - o arquivo que gravei transformou todos os links com o endereço da pasta do meu computador pessoal - , e certa vez escrevi uma mensagem contestando o brega-popularesco, sobretudo o sambrega.

Aí, de repente, aparece um sujeito arrogante, já descrito neste blog, que descobri ser um professor de Belo Horizonte, Eugênio Arantes Raggi, ou apenas Eugênio Raggi, ou, melhor ainda, Ingênuo Raggi. O que faz um carinha desses de Belo Horizonte defender o sambrega, é um mistério, pois faz mais sentido um mineiro defender o breganejo.

Em todo caso, Eugênio Raggi é, como o Olavo Bruno, um arrogante que manda mensagens em fóruns da Internet se achando acima do bem e do mal.

Eugênio Raggi tem suas "peculiaridades": diz não gostar de breganejo e "funk", se diz "entendido" de música brasileira, mas sai defendendo ídolos do sambrega, ritmo em processo inicial de perecimento. Ele tentou responder cada trecho de minha humilde mensagem, com toda sua arrogância e pedantismo. Mas vamos colocar um texto subliminar, para mostrar o que ele realmente quis dizer com suas mensagens, e ele aparecerá em negrito.

A mensagem, por ser muito grande, será dividida em várias partes, com o subtítulo de "Ingênuo Raggi". Em tempo: Eugênio Raggi é assumidamente direitista.

AF: Acho muito perigoso esse papo de "verdadeira música popular" como
um recurso apenas para se contrapor ao que a intelectualidade e as
elites nacionalistas apoiam.

EUGÊNIO RAGGI: Quem veio com esse papo aqui?? Só se foi você. Seu discurso é
propositadamente dúbio, camarada? Qual é a sua verdadeira visão a
respeito da "intelectualidade" (de onde?) ou das "elites
nacionalistas" (isso é elogio ou galhofa? Confesso que boiei...)?

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Quem veio com esse senso crítico que me incomoda tanto? Só se foi você. Seu discurso é ameaçador, está ciente, rapaz? Por que não adota uma visão mais submissa à mídia, como eu faço, onde a falsa intelectualidade da qual faço parte se mistura com as elites nacional-entreguistas da Rede Globo, Band e do PMDB (sei que essa visão é bem babaca, porque babaca sou mesmo...)

AF: É verdade que a Música Popular Brasileira, como ela se concebeu a
partir da fusão dos grupos ideológicos da Bossa Nova e dos Centros
Populares de Cultura nos festivais da canção em 1965, se tornou
predominantemente de classe média, universitária etc..

EUGÊNIO RAGGI: O termo MPB contou com a predominância dos setores dito
intelectualizados ou da classe me(r)dia. A música popular, feita pelo
povo, continuou desconhecendo esse rótulo ou sigla. Dori Caymmi faz
música popular, assim como Amilton Lelo, mas só a obra de Dori Caymmi
recebe o rótulo de MPB. O "som" feito por Amilton Lelo ("Eu vou vender
meu coração/ eu vou vender/Eu vou vender pra quem tiver muita coragem
E só assim ninguém irá brigar comigo/Porque vendi pra aquela que me
pagou mais") não pode merecer este rótulo. Curioso? Não acho. Acho
perverso, preconceituoso, apropriativo e canalha.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): O termo MPB veio de subversivos esquerdistas que sempre atrapalham a paz de pessoas burguesas como eu. A música popular, feita pelo povo, não depende desta sigla, mas, infelizmente, escapa ao controle de burgueses como eu, que quero bancar o dono da verdade da cultura popular. Eu sou perverso, preconceituoso, apropriativo da cultura do povo e canalha, a escrever comentários arrogantes e reacionários como esses que você lê.

AF: Mas vejo muita demagogia e muita hipocrisia quando as pessoas chamam de "verdadeira música popular" essas coisas grosseiras como Exaltasamba, Bruno¨& Marrone, Daniel, Tati Quebra-Barraco, Asa de Águia, Banda Calypso, só porque seus membros tiveram, em tese, origem pobre, ou porque caem mais facilmente na "boca do povo".

EUGÊNIO RAGGI: Não me surpreendo de que você jogue tudo num saco só. Artistas tão
díspares, tão diferentes, todos eles vomitados na mesma sacola de
preconceitos e padronagens estéticas sórdidas.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Não me surpreendo que você queira que NENHUM dos ídolos "populares" da grande mídia faça sucesso. Você quer que seus empresários tenham sempre prejuízo financeiro. Você contesta todos eles, sufocando qualquer chance de novos modismos.

Além disso você comete graves erros nesses generalismos propositais. Quer dizer então que
Daniel é pobre, filho do povo? Você não tem obrigação alguma de saber da vida desse cantor popular. Só é falta de caráter ficar chutando. Ninguém é obrigado a gostar deste ou daquele trabalho, mas o preconceito de origem é abominável. Qualquer pessoa razoavelmente
informada sabe que o Péricles (Exaltasamba) não está aí na mídias às custas de seu corpinho sarado ou por seus lindos olhos azuis.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Além disso, você estraga meu prazer de ver qualquer um deles em cartaz num modismo de temporada. Como sou lunático, vivo delirando, não vejo semelhança entre o "pagode" mauricinho e o "sertanejo" mauricinho. Você não tem o direito de falar coisa alguma, você é subversivo e eu sou golpista mesmo. Não moro em Goiânia, por isso não posso esconder que Daniel é burguês. Mas como viajo para o Rio várias vezes, prefiro fingir que o Péricles do Exaltasamba não faz sucesso na mídia apenas pelo fato dele não ser bonito.

EUGÊNIO RAGGI: Não é necessário gostar. Apenas não formule falsas hipóteses, como achar que o Calypso, que jamais teve uma major por trás de seus trabalhos (o príncipe Paulinho da Viola sempre teve contrato com grandes multinacionais), é um produto da "mass-media". Pode ser de péssima qualidade estética, não estamos aqui para discutir isso, mas não foi
empurrado goela abaixo de ninguém pela Globo, pela Universal ou similares.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Você não gosta dessa "música popular", mas não tem direito de expressar seu senso crítico. A verdade não existe, o que a mídia diz é verdade e ponto final. E, repito, como sou lunático reacionário, prefiro fingir que a banda Calypso nunca teve cartaz na grande mídia, que a gravadora que a lançou não tem latifundiário por trás. A banda Calypso é ruim de doer, mas música do povo hoje em dia tem que ser ruim mesmo, sou discípulo do Justo Veríssimo, e por mais que a banda Calypso tenha sido empurrada goela abaixo pela Rede Globo, ninguém tem o direito de acreditar nesta realidade. Prefiro acreditar que a cultura brasileira não passa de uma sucursal da Disneylândia.

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