quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Mediocridade lapidada: "funk" carioca tem versão paulista


Ah, tudo é tão lindo. Tudo são flores, tudo é mel. O vômito tem cor verde ou amarela fosforescente, lembra os shortinhos das dançarinas do Tchan e das mulheres-frutas. As fezes são o novo caviar, deve avisar um etnógrafo chapa-branca. O fedor soltado pelo peido das calipígias agora é o novo perfume.

Pois agora o "funk carioca" tem sua resposta paulista, com letrinhas comportadas e às vezes uma inclinação para o "funk melody". E ganhou o apelido de "permitidão". Até o DJ Marlboro, cuja ob$e$$ão pela hegemonia do "funk" é tamanha que ele até fala muitas besteiras para defender o estilo, não deixou de ver algo positivo no "movimento paulista".

A reportagem foi publicada pela Folha de São Paulo, o mesmo jornal que lançou o termo "ditabranda" para amenizar a imagem depreciativa da ditadura militar.

O discurso "cultural" foi herdado da multi-demagogia carioca, tudo corretinho, certinho, asséptico. Como se o "funk", despojando-se de letras chulas, alusões a sexo e violência etc, fosse se tornar "maravilhoso". Isso não é verdade.

Mesmo com letrinhas corretinhas, o "funk" sempre se tornará uma idiotice, uma mediocridade. E nada garante que a postura "certinha" durará por um tempo. Porque, a qualquer momento, a título de "emancipação sexual" e "liberdade de expressão", voltam as letras chulas, pornográficas, violentas e por aí vai. Empurraram Tati Quebra-Barraco para as crianças, não é mesmo? Podem empurrar coisas piores.

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