segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mais uma "pérola" da "mãe loura"


Verônica Costa, ex-mulher do empresário Rômulo Costa e ela mesma empresária de "funk carioca", disse achar natural a "sensualidade" no ritmo.

Aparentemente ela contestou a invasão de "mulheres-frutas": "Essas mulheres que ganham apelidos por causa da maneira como são expostas nada mais representam do que um grito de alerta da nossa juventude. Não me escandaliza ver essa ou aquela dançarina fazendo sucesso com um apelido. Percebo que existe uma carência tão grande que acaba levando essas pessoas a tratarem seus corpos da maneira como acham melhor".

No entanto, a empresária, que aproveitou para reafirmar a retórica "socializante" e demagógica do ritmo, tenta jogar a brasa para a sardinha funqueira ao citar a "polêmica" em torno das danças "sensuais": "Nosso povo é assim desde sempre. A sensualidade pode e deve existir. No caso do funk, que é um movimento social (sic), a leitura passa a ser bem diferente. Talvez por isso tanta polêmica sobre o assunto".

Ontem, eu e meus familiares, ao pegarmos o calhambeque da Transmil de Mesquita - onde mora um casal de tios meus - , passamos perto por duas praças com festa de "funk", com aquele som autômato-pocotizado (parece trilha sonora de jogo eletrônico) que é o sucesso do momento. Várias barangas bem feias rebolavam de forma bem grotesca. Isso é patrimônio cultural? De jeito nenhum, é manipulação social da mídia gorda.

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