segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Jornal denuncia corrupção na UNE


Os tempos são outros. No dia em que escrevi o texto sobre uma antiga atividade da União Nacional dos Estudantes no período 1961-1964, o Estadão publicou uma denúncia de corrupção na entidade que, hoje, não é a sombra do que era antes e havia se transformado, nos anos 90, de "fábrica de carteirinhas", com dirigentes arrogantes, esnobes e coisa e tal.

E tem até caso de empresa fantasma sediada em Salvador, que é coisa que O "jornalista" Mário Kertèsz da Rádio Metrópole FM (que talvez tenha a cara de pau de denunciar este caso) entende muito bem. Ele criou DUAS empresas fantasmas quando era prefeito da capital baiana para incrementar sua fortuna pessoal e isso foi a origem da "honesta" e "informativa" rádio de Salvador.


UNE É SUSPEITA DE FRAUDAR CONVÊNIOS COM MINISTÉRIO

LEANDRO COLON - Agencia Estado
BRASÍLIA - Aliada do governo, a União Nacional dos Estudantes (UNE) fraudou convênios, forjou orçamentos e não prestou contas de recursos públicos recebidos nos últimos dois anos. A entidade chegou a apresentar documentos de uma empresa de segurança fantasma, com sede na Bahia, para conseguir aprovar um patrocínio para o encontro nacional em Brasília.

Dados do Ministério da Cultura revelam que pelo menos nove convênios celebrados com a UNE, totalizando R$ 2,9 milhões, estão em situação irregular - a organização estudantil toma dinheiro público, mas não diz nem quanto gastou nem como gastou.

O jornal O Estado de S.Paulo analisou dois convênios com prazo de prestação de contas expirado no ministério: o Congresso Nacional da UNE, realizado em julho, em Brasília, e o projeto Sempre Jovem e Sexagenária, celebrado em 2008, que tinha como meta produzir - até 4 de junho - 10 mil livros e um documentário sobre a história estudantil secundarista. O presidente da entidade, Augusto Chagas, de 27 anos, promete devolver o dinheiro, se forem comprovadas irregularidades.

Apesar de o governo ter repassado R$ 826 mil para os projetos, a entidade, mesmo cobrada, não entrega extratos bancários e notas fiscais, nem cumpre a "execução dos objetivos", os livros e o documentário. Sobre os livros, uma cláusula do contrato diz que a UNE teria 60 dias para prestar contas, a partir de junho, ou restituir em 30 dias as verbas não usadas. Não fez nem uma coisa nem outra.

Empresa fantasma

A UNE forjou orçamentos para obter dinheiro para o encontro em Brasília. Em 16 de julho, o ministério liberou R$ 342 mil para o evento, que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). A entidade apresentou estimativa de gasto de R$ 70 mil com hospedagem, R$ 29 mil para segurança, R$ 26 mil em passagens aéreas, entre outros. O ministério cobrou três orçamentos.

Para explicar a despesa com segurança, a UNE entregou o orçamento de empresa fantasma, com sede em Salvador, a 1.400 quilômetros do evento. O outro orçamento também é de uma empresa baiana, que ocupa uma sala de 30 metros quadrados e não tem funcionários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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