segunda-feira, 2 de novembro de 2009

GAROTA GIGANTINHA CONTINUA APRONTANDO


A axé-music é um dos ritmos mais megalomaníacos do Brasil. Seus ídolos têm como obsessão maior se apropriarem de outras tendências musicais, embarcando em tributos que variam do rock à Bossa Nova, ou mesmo dentro do brega-popularesco, como é o caso do breganejo, por exemplo.

Existem duas cantoras, a Mulher Gigante e a Garota Gigantinha. Se o jornalista Ricardo Alexandre reclamou que Caetano Veloso se apropriava de qualquer onda para se promover (e olha que, pelo menos, ele tem conhecimentos musicais e culturais, podendo gravar até música tradicional italiana sem soar pedante), imagine então essas duas. Será que qualquer uma delas teria coragem de pedir alguma vaga no Abril Pro Rock, ou se apropriar do Palco do Rock de Salvador?

Não tenho qualquer bronca pessoal pelas duas. Nem ódio gratuito, nem qualquer coisa parecida. O que critico é que elas não se contentam com o espaço que têm, com o sucesso que têm, e querem mais e mais, provando que a axé-music tem um quê de Império Romano com o método de ataque dos nórdicos. Não medem escrúpulos sequer para a superexposição na mídia, e a mais popular das duas chegou perto de sacrificar a própria gravidez em nome do cartaz na mídia.

Pois a Garota Gigantinha se envolveu numa polêmica com um jornalista baiano, enquanto o marido dela é acusado de agredir outro. Não vou dar detalhes. Mas o comentário que a cantora fez contra o jornalista soou arrogante, pois ela afirmou que não aceita jamais críticas positivas ou negativas ao seu trabalho e que "a verdade é única (...) e é a melhor".

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