terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Funk" nas escolas: ideia servirá para "lavagem" de dinheiro


Diz o ditado popular: "Onde há fumaça, há fogo". É verdade que os "líderes de opinião" tentaram mudar o ditado para "onde há fumaça, há sempre um café quentinho e gostoso". Mas não deu certo. Nem toda fumaça indica que alguém prepara um café para beber. E o ditado ainda se apoia em outras premissas: "Quando a esmola é tanta, o santo desconfia", "Quando a animação é maior que a festa, é bom desconfiar".

Pois naquela reunião dos dirigentes e empresários funqueiros na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, meses atrás, eles estranhamente falaram demais em colocar o "funk" para ser ensinado nas escolas fluminenses. O entusiasmo deles estava além do imaginável e do compreensível. O próprio DJ Marlboro cometeu a asneira de dizer que os alunos deveriam fazer um "funk" em vez de escrever redação.

Com a euforia maior que a festa, não dá para acreditar que o horrendo ritmo popularesco vá contribuir de fato para desenvolver a cidadania nas crianças. Não adianta eliminar letras de violência e sexo para "melhorar" as coisas, assim como não adianta pôr o "funk de raiz", a pretexto de mais "decência", ou o "funk melody", a pretexto de mais "musicalidade", para endireitar as coisas. O "funk carioca" é tudo igual, seja que modalidade for, essencialmente suas quatro variantes ("funk de raiz ou protesto", "funk comercial", "funk melody" e "proibidões") não diferem muito uma da outra. Tudo é de uma ruindade musical de doer, queiram ou não queiram os etnógrafos politicamente corretos.

O que está por trás disso é que as escolas servirão de "lavagem" financeira do dinheiro sujo dos esquemas que estão por trás da indústria funqueira. Sabemos que o "funk" reproduziu o esquema mafioso do miami bass. Nem precisamos dizer quais são as forças ocultas por trás do "funk", é só ler as manchetes policiais e perguntar para qualquer delegado de polícia.

Por isso, todo o dinheiro "sujo" seria aplicado em projetos educacionais para assim desviar a atenção da polícia e do Imposto de Renda. Assim, não há como deter os empresários funqueiros, que, sabemos, cometem enriquecimento ilícito e abusivo. Em certos casos, até cobrando muito caro em certas apresentações de "funk".

Foi assim que o próprio Marlboro fez, numa apresentação na boate Love, em São Paulo, cobrando preços exorbitantes para os "bacanas". E foi dessa maneira que a axé-music construiu seu "império romano" no Brasil. Com a "vantagem" de que os funqueiros não precisam do empurrão do já falecido Antônio Carlos Magalhães. Para subir na mídia, bastam apenas os políticos "fisiológicos" para fazer o "funk" crescer na mídia.

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