segunda-feira, 23 de novembro de 2009

DIRIGENTE FUNQUEIRO CONTINUA ESCREVENDO PARA MÍDIA ESQUERDISTA


Apesar do texto, da edição do mês passado de um conhecido periódico de esquerda brasileiro, soar como uma despedida, um conhecido dirigente funqueiro continua colaborando nessa revista.

Ele havia escrito um texto contestando uma entrevista em um programa da Rede Globo.

Embora, através de uma mensagem anônima, provavelmente escrita por alguém dessa associação dirigida pelo articulista, o anônimo missivista esteja mais preocupado em questionar meu esquerdismo do que em defender a esquerda em geral, dizendo até que preferia receber o apoio de um conservador "consciente", o dirigente funqueiro e articulista preferiu manter-se como colaborador dessa revista.

O "funk" nunca foi um movimento de esquerda e nem é, e sua ascensão se deu através da Era Collor e da mídia que apoiava o então presidente, em 1990. O dirigente funqueiro sabe muito bem disso e, se der oportunidade para ele apunhalar a esquerda pelas costas, ele faz sem remorso algum.

Mas ele precisa vender a imagem do "funk" como um "movimento revolucionário de esquerda", até para reforçar o verniz "socializante" do ritmo. Por isso ele continua na revista. Tem parlamentares esquerdistas lhe apoiando. Enquanto o "funk" não se torna um império tipo a axé-music - império que começa a ruir, estimulando a competição entre funqueiros e breganejos - , seus defensores têm que apelar para usar todos os rótulos associados a movimentos sociais de vanguarda ou aparente vanguarda do país. Por enquanto, não está "tudo dominado" em todo o Brasil. O "sertanejo universitário" ainda não deixa os "bailes funk" tomarem todo o território.

2 comentários:

Lucas Rocha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lucas Rocha disse...

Veja a seguinte notícia sobre uma tragédia num "baile funk" em São Vicente, na Baixada Santista (SP):
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1388841-5598,00-UM+MORRE+E+DOIS+SAEM+FERIDOS+APOS+BRIGA+EM+BAILE+FUNK.html