sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Defensores de Sarney partem para a truculência


No último dia 04, na noite de lançamento do livro Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na Era Sarney, de Palmério Dória, no Sindicato dos Bancários, em São Luiz (MA), um ato de vandalismo tomou conta do evento.

Eram estudantes filiados ao PMDB e ligados ao senador deste partido e personagem enfocado pelo livro, José Sarney, historicamente conhecido como o "coronel" do Maranhão (apesar de estranhamente representar o Estado do Amapá, provavelmente seu segundo quintal político). Os estudantes atiravam cadeiras, livros e agrediam pessoas com socos ou empurrões, além de discutir com os participantes do evento, entre eles os ex-governadores Jackson Lago e Zé Reinaldo.

A truculência dos "fiscais do Sarney" mostra o quanto o reacionarismo juvenil está enorme, o quanto o golpismo de tenra idade é encarado com vista grossa pela maior parte da sociedade. Da mesma forma, os antigos bacharéis da década de 1930, tão moços, botões de flor no pós-nascedouro, eram tão tolerados e apoiados pela sociedade da época que nunca se imaginaria que eles iriam defender e ajudar na realização do Golpe de 1964, que gerou a ditadura que representou um período de glória para o senador que, literariamente, "macaqueava" (e muito mal) o baiano Jorge Amado.

A capa de Honoráveis Bandidos lembra Memórias nas Trevas, sobre o compadre político de Sarney, Antônio Carlos Magalhães.

A minha sugestão é que os autores interessados escrevam livros sobre Paulo Maluf, Fernando Collor, Mário Kertèsz, Joaquim Roriz, Renan Calheiros e outros politicanalhas e enviem material para a Geração Editorial.

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