sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A aluna da UNIBREGA


Clarissa Veiga, de 23 anos, chega à Universidade Breno Galhardo (UNIBREGA) usando uma camisa abotoada branca para dentro de uma calça justa também branca, com cinto e sandalhas de salto médio.

A estudante de Jornalismo, ao passar pelo pátio da UNIBREGA, foi logo vaiada pelos colegas, que esperavam uma colega com trajes bastante generosos, pelo menos um top que mostrasse o umbigo (que pode ser tapado por um piercing).

Mas Clarissa nem gosta de piercing e a barriga estava protegida pela camisa, que apenas discretamente exibia o reflexo do sutiã sob a mesma. No entanto, os colegas, indignados e sarcásticos, não perdoavam, e gritavam:

- PU-DI-CA!!! PU-DI-CA!!!

- Olha a recatada entrando no recinto. Deve ser secretária de uma seita de mórmons! Há, há, há!

- Você vai ser jornalista, mesmo, é? Vai trabalhar para quem, para o Vaticano? - gritava um com risadas histéricas.

- Se você fosse de biquíni, a "galera" toda gostava. Mas com esse jeitão de freira, não sei não... - falava outro, mais tarado.

Clarissa, coitada, não pode se vestir de forma decente. Assustada com as gozações dos colegas, ela se retirou para uma sala vazia, e sentou numa carteira, a chorar. Com o incidente, os funcionários da UNIBREGA chamaram a polícia para escoltar a jovem humilhada.

Quando chegou a imprensa, Clarissa, que na ocasião não queria ser identificada, falou entre prantos, sem no entanto gravar o som do seu depoimento:

- Eu até estou usando uma roupa um tanto sensual... Não sei por que os colegas me chamaram de "pudica" ou de "freira"e riram do meu traje. Era só uma blusa abotoada, de manga comprida, enfiada dentro da calça branca com cinto... E usando uma sandália discreta, de salto não muito alto. Puxa, eu até combinei sensualidade e discrição, não entendo por que fui tão humilhada. Eu me preparava para ir a uma exposição de artes plásticas com meus amigos depois de sair da faculdade... Realmente, sofro muito. Sinto muito medo.

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