terça-feira, 27 de outubro de 2009

PROVÁVEL DESPEDIDA


Um conhecido dirigente do "funk carioca", em edição deste mês de um veículo da mídia de esquerda, escreveu um artigo que soa como despedida de sua coluna na publicação.

Ele descreveu a vitória de sua causa funqueira, bajulou a mídia alternativa e agradeceu a todos aqueles que apoiaram ele.

Embora nada tenha sido anunciado, o artigo soa como uma carta de despedida, já que, nos bastidores do "funk carioca", seus defensores, empresários e militantes, agora que tomaram o establishment da mídia grande, não precisam mais fazer proselitismo funqueiro na mídia esquerdista.

Além disso, os dirigentes e empresários funqueiros se preparam para 2010, antevendo a grande mobilização direitista que já começa a se esboçar no âmbito político e midiático.

As oligarquias funqueiras querem se aliar aos poderosos.

2 comentários:

Lucas Rocha disse...

Se, em 2014, o "funk carioca" entrar em decadência, será que os cantores e dançarinos funkeiros vão se mudar para o sambrega ou para o estilo brega-orquestral de Ray Conniff (que nunca fez jazz)?

André R.J. disse...

Já fiz um comentário parecido no blog Planeta Laranja. Aqui no Rio Grande do Sul, também há tentáculos do brega-popularesco: a "tchê-music", com forte influência do "sertanejo de asfalto", o gênero dito gauchesco, com ritmo mais tradicional, mas com letras de uma grosseria e "chuleza" sem igual, e o "bailão universitário", que vem tomando o lugar da tradicional música de bandas, oriunda da imigração alemã. Ou seja, a tendência brega é hoje algo universal dentro da música brasileira.