segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Procura por curso de jornalismo cai em faculdades



Relação candidato por vaga diminui na USP, Unesp e Federal do Paraná; uma das possíveis causas é o fim da obrigatoriedade do diploma

Luciana Sarmento e Rafael Sampaio, do R7

O número de candidatos ao curso de jornalismo caiu na USP, Unesp (Universidade Estadual Paulista) e UFPR (Universidade Federal do Paraná). Outras faculdades como PUC-SP, Cáper Líbero e Mackenzie estão na expectativa, já que as inscrições para seus vestibulares ainda estão abertas. Uma das possíveis causas da diminuição da busca dos vestibulandos pelo curso é o fim da obrigatoriedade do diploma.

Este ano, a USP teve uma queda de 12% na procura pelo curso de jornalismo. Foi a primeira vez em dez anos que menos de 2 mil vestibulandos se candidataram a uma das 60 vagas da graduação. O número de candidatos passou de de 2.197, na edição da prova do ano passado, para 1.941 no vestibular deste ano.

Para José Coelho Sobrinho, professor do curso de jornalismo da USP, dois fatores influenciaram a queda. Um deles, possivelmente, é a decisão do Supremo Tribunal Federal de abolir o diploma de jornalismo como uma obrigação para exercer a profissão.

- O jornalismo esteve na berlinda este ano. [O fim do diploma] Pode ter feito algumas pessoas pensarem: “Por que eu vou fazer este curso?”.

Outra razão é a queda do número de candidatos na própria Fuvest. O vestibular teve 128 mil inscritos em 2009 ante 138 mil no ano passado. Segundo Coelho, a queda foi influenciada por fatores como o aumento de vagas nas universidades federais paulistas e o aumento da adesão dos alunos ao ProUni.

Na Unesp, o número de candidatos ao curso de jornalismo caiu 10% de 2008 para 2009 (de 1.513 candidatos para 1.365). Já a Federal do Paraná registrou queda de 20% (de 591 inscritos para 474).

Para o coordenador do curso de jornalismo da Unesp, Pedro Celso Campos, a mudança em relação ao diploma ainda não foi assimilada pelos jovens que prestam vestibular.

- Algumas pessoas acharam que a queda poderia ser maior. O importante é que a faculdade melhore o curso e tenha um currículo atualizado. Ficará difícil para as particulares que não têm um bom programa.

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