sexta-feira, 2 de outubro de 2009

PAULA COLE REPROVA MEDIOCRIDADE MUSICAL


Infelizmente, falar mal da mediocridade e da boçalidade musicais é o mesmo que oferecer a cara a tapa. Nem que seja para ser desprezado pelo grande público.

Paula Cole, cantora norte-americana de folk que participou do primeiro festival Lilith Fair - com Sarah McLachlan, Sheryl Crow, Fiona Apple, Tracy Chapman, Jewel e a veterana Emmylou Harris (que chegou a namorar o falecido ex-Byrds e ex-Flying Burrito Brothers Gram Parsons) - em 1997, deu sua perspectiva realista e não muito otimista à música internacional. As declarações dela são bem interessantes e ponderadas:

"Acho que é mais difícil agora do que foi para minha geração, e foi mais difícil para a minha geração do que para a do baby boom. As pessoas se tornaram ouvintes menos seletivos, o que é trágico, na verdade. Existem muitos farsantes por aí, sejam cantoras ou cantores. Isso me incomoda. É difícil ter sucesso, e é como subir o Monte Everest quando você de fato consegue isso."

Ela segue sua carreira, sem compromissos comerciais, enquanto o irrit-pareide se povoa de nomes que deveriam ser fugazes, mas contam até com defensores fanáticos violentos (mais tarde falaremos dos fanáticos do irrit-pareide).

Paula, conhecida pela sua turnê com Peter Gabriel, cantou até com Burt Bacharach num evento ao vivo. Aqui vemos ela com sua única música conhecida no Brasil, "Where the Cowboys Gone", numa versão ao vivo. Veja o vídeo abaixo:

Um comentário:

Marcelo Pereira disse...

Infelizmente as pessoas medem a quelidade musical pelo sucesso e sabemos que graças ao poder da mídia, um medíocre pode muito bem fazer sucesso, que muitas vezes é forjado, e se tronar um "gênio" só por causa disso.

E o zé poveco, hipnotizado por essa mesma mídia se torna defensor arraigado do ídolo medíocre transformado em totem inquestionável.