terça-feira, 6 de outubro de 2009

CRÍTICAS À PSEUDO-ESQUERDA CHEGAM À MÍDIA GRANDE


Comentando a filiação de várias celebridades aos partidos políticos - com destaque a um cômico comentário sobre a adesão de Romário ao PSB, que o jogador confundiu com PSDB - , o jornalista da Rede Globo, Alexandre Garcia, chamou a atenção para a adesão do presidente da FIESP (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, ao mesmo PSB, o Partido Socialista Brasileiro.

É a chegada das críticas aos pseudo-esquerdistas à mídia, críticas que renderam, entre outras coisas, um vídeo satirizando o Polishop que vendia produtos da cultura socialista.

É, também, um sinal dos tempos, já que, nos primórdios do primeiro governo Lula, era moda ser pseudo-esquerdista, do playboy encrenqueiro que mora na Barra da Tijuca ao ex-político de direita disfarçado de radiojornalista. Todo mundo escondendo suas convicções neoliberais para seduzir a sociedade com uma falsa pose de esquerdista.

Ainda bem, porque era hora de haver um novo surto de sinceridade. O Brasil está longe de ser o maior país socialista do mundo, até porque sua opção capitalista é prevista até pela Constituição. Não era uma atitude esquizofrênica de pessoas com idéias neoliberais e pose esquerdista que iria fazer o país verde-amarelo superar o quarteto socialista latino-americano (Cuba, Equador, Venezuela e Bolívia). Se é para os neoliberais serem neoliberais, que o sejam de cara aberta. Chega de máscara.

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

Eu levo mais a sério os que sinceramente se dizem direitistas, liberais ou conservadores. Como o povo do jornal Mídia Sem Máscara, dirigido por Olavo de Carvalho, apesar de eles parecerem ficar à direita de Hitler, quando realçam que ele liderou o Partido Nacional Socialista alemão. Os direitistas e conservadores também criticam a mídia gorda e a mídia gordinha, por fingirem flertar com a esquerda quando convém.

Também seriam dignos de respeito partidos e políticos assumidamente direitistas. Se tornaram até necessários, agora que até a esquerda de verdade adotou o coronelista funk carioca.

Mas parece que direita virou palavrão neste País de Tolos, que parece ter amputado a perna direita.