sexta-feira, 9 de outubro de 2009

BREGA-POPULARESCO APROVEITA MEMÓRIA CURTA PARA MENTIR


Quem acompanhou todas as tendências musicais do brega-popularesco - a Música de Cabresto Brasileira, a suposta "música popular" que toca muito nas rádios - nos últimos 25 anos, deve perceber o quanto o discurso hoje adotado em defesa dessas tendências é absolutamente mentiroso.

Vejamos o que o discurso pró-popularesco tenta nos convencer:

1) OS CHAMADOS ÍDOLOS POPULARES AGORA SE CONSIDERAM "VÍTIMAS DE PRECONCEITO" - Eles venderam muitos discos, contribuíram para o sucesso comercial de revistas, rádios e TVs e lotavam platéias. Mas de repente passaram a adotar um discurso de que são "rejeitados", "sofrem preconceito", "têm todas as portas fechadas para eles". Ingratos, não aceitam o sucesso que tiveram e querem atingir uma reputação que não são capazes de obter. É o que se chama de marketing da rejeição, quando o ídolo popularesco usa como recurso marqueteiro o mito de que seu mérito está em ser "rejeitado".

2) ESSA "MÚSICA POPULAR" SE DIZ REPRESENTAR A "DIVERSIDADE CULTURAL" - No passado, cada tendência da Música de Cabresto Brasileira se lançou como um único modismo. Era o que os críticos musicais chamavam de "monocultura". Veio o brega romântico de Sullivan & Massada, a onda da lambada, a onda do breganejo, a axé-music, o "funk" e outros ritmos. Hoje todos eles, juntos, agora vendem a imagem de "diversidade" para tentar calar as vozes sensatas da oposição à MCB. Isso é mito, porque não existe diferença essencial dos ritmos brega-popularescos, até porque em dada ocasião um grupo de axé-music pode fazer sambrega, uma dupla breganeja pode fazer forró-brega e um grupo de sambrega pode fazer breganejo. A superficialidade da MCB não permite que ela seja considerada parte genuína da diversidade cultural brasileira.

3) A "MÚSICA POPULAR" DE SUCESSO HOJE NUNCA TEVE JABACULÊ - Essa conversa envolve alguns ídolos bregas propriamente ditos, várias duplas breganejas e todo o "funk carioca". Mentira pura. Toda a Musica de Cabresto Brasileira se sustentou através do jabaculê pago nas rádios. Foram mais de quinze anos pagando jabá, se alimentando do propinoduto midiático, para depois dizerem que "nunca houve jabá", que os ritmos brega-popularescos "nunca fizeram o devido sucesso".

Conversa para boi dormir. A mídia aproveita a memória curta das pessoas para relançar o jabaculê musical brasileiro como se fosse o "novo folclore", apostando no sentimentalismo fácil das pessoas e na desinformação reinante nelas.

Nenhum comentário: