quarta-feira, 7 de outubro de 2009

AINDA SOBRE O MST


Quando o assunto é MST, a grande mídia atira primeiro para depois perguntar.

Também os agricultores assassinados em Eldorado dos Carajás foram considerados "marginais" e a edição de imagem ajudou a promovê-los como marginais violentos.

Que garantia tem se aquele trator é dos manifestantes sem-terra? Será que o movimento é tão grotesco assim para pintar "MST" em tratores usados para destruir plantações?

Mas no "baile funk" a mídia é cautelosa mesmo diante das piores baixarias, sejam meninas menores de idade que grosseiramente balançam seus glúteos que são apalpados, diante do público, pelos MC's completamente tarados. Há quem ache isso "exemplo de cidadania", afinal, para essa gente, "funk é cultura".

Existem sem-terra e "sem-terra", é verdade. Existem pessoas que lutam não só pela reforma agrária, mas contra a concentração de terra dos grandes fazendeiros. Mas existem pessoas que usam a causa dos agricultores rurais para bagunçar.

E quem não garante que o "trator do MST" não seja de algum capataz de fazendeiros, ou algum ex-capataz?

Mas isso a mídia não investiga. E já vem a CPI do MST. Num país em parte dominado pela música breganeja (patrocinada por latifundiários e pelos novos barões do agronegócio), e em outra pela axé-music (carlista) e pelo "funk" (controlado por oligarquias populistas fluminenses), a mídia trabalha para que os verdadeiros movimentos sociais não tenham vez nem voz.

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

Se bem que o ministro da Justiça Tarso Genro diz que o MST responderá pelos danos na fazenda. Como petista histórico, Tarso é aliado histórico dos sem-terra, e seu parecer tem credibilidade. Ele não é um direitista ou neoliberal, como a mídia gorda ou gordinha.

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1334023-5601,00.html