sábado, 26 de setembro de 2009

MÍDIA RUIM I: IMPRENSA POPULISTA


A série "Mídia Ruim" é agora lançada, para advertir a todos os internautas a respeito do que há de PIOR nos meios de comunicação. Não se trata de evocar a cultura trash, o ruim aqui é ruim mesmo, porque não estamos aqui para fazer palhaçada.

A degradação de valores da ditadura militar propiciou a queda de qualidade dos meios de comunicação, sobretudo para nivelar-se à ignorância da população. Com a politicagem cada vez mais integrada à mídia, essa degradação se firmou, principalmente com os ventos políticos de Collor, Sarney, ACM e FHC. E hoje, com o fisiologismo lulista e com a dispensa do diploma de jornalismo, a tendência da mídia é a qualidade descer ladeira abaixo, em queda livre e sem freios.

A mídia ruim é aquela que se torna responsável pela degradação cultural e social de nosso país, de um nivelamento por baixo dos valores sócio-culturais, por uma péssima formação informacional das classes média baixa e baixa. Em outras palavras, é a mídia que investe na degradação intelectual do cidadão comum, transformando ele num verdadeiro pateta conformista.

O primeiro tópico desta série é a IMPRENSA POPULISTA, que os conservadores impõem como um falso substituto da imprensa de esquerda. Mesmo os "líderes de opinião" quanto até mesmo a filhote bastarda da "Ilustrada" da Folha de São Paulo, a revista Piauí, elogiam este tipo de imprensa, sem saber dos males sérios que ela provoca.

A imprensa populista é uma forma moderna brasileira daquilo que se conhece como "imprensa marrom", que em inglês se traduz mudando a cor, yellow press. No Brasil, é uma imprensa que enfatiza a cobertura do "mundo cão", despejando rancor aos criminosos, explorando o pitoresco e exaltando as boazudas mais vulgares. É uma mídia dedicada ao grotesco, em dertimento da informação responsável e correta.

Nos últimos 20 anos, o jornal Notícias Populares, de São Paulo, tornou-se o paradigma dessa imprensa lamentável. Influiu até no golpe mortal que Mário Kertèsz, em Salvador (Bahia), fez no Jornal da Bahia, realizando tudo aquilo que seu padrinho Antônio Carlos Magalhães lutou para realizar, que é acabar com a alma do JBa. Em 1990, o Jornal da Bahia tornou-se jornal populista, num capítulo que não se encontra nos livros dos fundadores João Falcão e Teixeira Gomes.

A fórmula existia pelo menos desde os anos 70, mas foi Notícias Populares que ditou o filão em caráter nacional. O periódico paulista ganhou uma série de imitadores em todo o país, de jornais em formato padrão (standard) a tablóides de distribuição gratuita, e no final dos anos 90 até se dividiu em duas versões: uma para a classe média baixa, de perfil populista moderado, e outra para a classe pobre, de perfil mais grotesco.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o jornal O Dia moderou seu perfil popularesco e se tornou um jornal populista moderado. Criou um outro jornal para ser mais grotesco, o Meia Hora. Para concorrer com O Dia, as Organizações Globo criaram o Extra, assim como criaram o Expresso para concorrer com o Meia Hora.

Mas mesmo os periódicos de classe média baixa não deixam de ser grotescos. No essencial, é a mesma mídia populista com seus equívocos e defeitos. Seja para exaltar a vulgaridade das "mulheres-frutas", seja para ridicularizar celebridades - como mostrar o ator Macaulay Culkin apenas naquela imagem infantil e assustada do sucesso "Esqueceram de Mim" - , seja para estimular o fanatismo ao futebol, o rancor à criminalidade, a imbecilização cultural, a alienação política, o conformismo social.

Muitos desses periódicos passam valores direitistas de forma bem sutil, contrariando a mitificação dos "líderes de opinião" que vêem na mídia populista uma forma "acessível" de mídia de esquerda.

Concluindo: o povo não merece esse tipo de imprensa. Deve-se investir em educação, em valores morais realmente justos e saudáveis, e num entretenimento que não trate o povo feito idiota. A imprensa populista é mídia ruim porque deforma ao invés de informar, e até usando como pretexto a informação. É uma imprensa completamente inútil, apesar dos seus leitores serem (mal) acostumados a ela.

IMPRENSA POPULISTA: ZERO EM JORNALISMO, ZERO EM INFORMAÇÃO, ZERO EM CIDADANIA, ZERO EM CULTURA.
ÚNICA SERVENTIA DESSES JORNAIS: SERVIR DE EMBALAGEM PARA PEIXES E CARNES, MEIA HORA DEPOIS DE LIDOS.

2 comentários:

Marcelo Delfino disse...

Há quem prefira colocar esses jornalecos para forrar o fundo das gaiolas. Tudo a ver. Assim os pássaros engaiolados podem colocar seus dejetos sobre as bostas que são esses jornais.

Edilson Trekking disse...

Esses jornalecos acham que todo mundo é burro . Se valessem alguma coisa o Brasil não estaria do jeito que está com a influência que tem. Acorda Brasil por que senão o Marcelo vai manter o nome do blog dele: "Brasil país de tolo" .