terça-feira, 22 de setembro de 2009

LIVRO FAZ ANÁLISE OBJETIVA SOBRE MÚSICA BREGA


Eu vi hoje na Biblioteca Central da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ), o livro de Carmen Lúcia José, Do Brega ao Emergente (São Paulo: Marco Zero, 2001), que faz uma análise objetiva da música brega e de toda a ideologia que está por trás.

O livro certamente soaria um romance de terror para o Paulo César Araújo. Ou um livro de piadas sem graça para o Hermano Vianna. Patrícia Pillar, então, nem vai saber de querer ver sequer a capa deste livro.

Pois o livro, além de falar do contexto de dominação social que está por trás do brega, considera como tais os primeiros ídolos breganejos, como Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo. Há gente que não os considera bregas e existe até uma torcidinha que quer ver Chitãozinho & Xororó entre os grandes nomes da MPB (nem sonhando, "galera"). Até o Ricardo Cravo Alvim e o Renato Teixeira caíram nessa armadilha.

Mas Carmen Lúcia José, não. Ela trata o brega como se fosse brega, e não como um suposto "lado B" do Tropicalismo e dos malditos da MPB setentista.

Não li o livro, apenas folheei algumas páginas, e pretendo comprá-lo para estudar e questionar todo esse universo musical que rola nas Nativa FM, Band FM, Transcontinental e Beat 98 da vida. Se o livro vai até o breganejo safra 1990, seus questionamentos no entanto oferecem subsídios para entender também a axé-music, o "funk carioca", o forró-brega e outros ritmos popularescos que vieram depois.

O livro é menor que Eu Não Sou Cachorro Não de PC Araújo. Rende uma leitura rápida e agradável, sem as besteiras contidas no livro do "historiador dos bregas".

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