domingo, 20 de setembro de 2009

JOTA QUEST? ROCK? FALA SÉRIO!!


Diz o portal Terra Diversão que três das maiores bandas de rock do Brasil se apresentaram num evento promovido por uma rádio, no bairro carioca do Campo Grande.

Pensei que fosse um festival de bandas emergentes, porque no título da chamada está "Roqueiros agitam festival de música no Rio de Janeiro". Quando vi a notícia, ela citou três bandas: O Rappa, Paralamas do Sucesso e... Jota Quest (?!).

Está certo que O Rappa e os Paralamas do Sucesso fazem rock misturado com outros estilos, mas chamar Jota Quest de rock é como chamar baleia de peixe grande (baleia é mamífero).

Nem na Cochichina o Jota Quest é rock. A postura "rock" do Jota Quest é falsa, assim como a de Michael Jackson foi falsa, e a do Odair José também é falsa. Nenhum deles é levado a sério por pessoas realmente entendidas de rock.

O que o Jota Quest é, na verdade, é um grupo de FUNK AUTÊNTICO, algo como uma versão Zona Sul carioca do KC & The Sunshine Band (grupo de funk autêntico).

O problema é que o JQ ganhou "nova orientação", há uns nove anos, por decisão do empresário Ricardo Chantilly, aquele que destruiu a Fluminense FM. O Jota Quest ganhou banho de loja, o guitarrista se encheu de tatuagens, todo mundo foi fazer carinha feia e linguinha pra fora diante dos fotógrafos, e o sonzinho só ganhou um pouco mais de distorção.

Mas, no grosso, o máximo que o Jota Quest consegue alcançar são os momentos mais fracos do Lenny Kravitz. Mas nada que faça o grupo de Belo Horizonte se converter num novo "Rolling Stones mineiro". Na melhor das hipóteses, o Jota Quest é apenas uma versão brasileira do fraquíssimo grupo dos anos 90 Sugar Ray.

Uma coisa é fazer rock híbrido, mesclado com outros ritmos, até funk autêntico. Outra coisa é um grupo de funk autêntico covardemente não se assumir como tal e preferir o pretensiosismo da falsa pose roqueira.

Definitivamente, Jota Quest nada tem a ver com rock.

3 comentários:

Marcelo Delfino disse...

Adorei a referência ao Ricardo Chantilly, o homem que só teve como mérito até hoje trazer bandas australianas de rock autêntico para tocarem no Brasil, como Midnight Oil e Hoodoo Gurus. Mas nem isso ele faz mais, porque faz onze anos que ele trouxe o HG pela última vez.

O Rappa e os Paralamas eu respeito, porque sabem o que é rock e não deixam de ser rock, mesmo quando tocam músicas mais próximas de outros gêneros. Eu sou fã dos Paralamas. Fui no show deles sexta-feira passada na Taquara (RJ-RJ).

Quanto ao Jota Quest, não resta dúvida que eles não fazem rock. Mas desde que surgiu aquela frase "tudo é rock, nada é rock", é difícil aos leigos distinguir uma coisa da outra.

Mas ninguém supera um bom padre que conheci há mais de 15 anos, que dizia que Madonna faz rock. Não sei se ele mudou de ideia...

Anônimo disse...

o rappa são muito bons.

Anônimo disse...

O que caracteriza o 'rock'? Midnight Oil é rock autẽntico? E Elvis é mesmo o rei do rock? São músicas, aos meus ouvidos, totalmente diferentes e ainda assim consideradas da mesma categoria.

Eu particularmente detesto bandas frequentemente classificadas como rock, como AC/DC, Iron Maiden, Queen e porcarias similares. Mas o Midnight Oil é interessante. E eu não sou roqueiro.