quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"FUNK" TAMBÉM TEM REACIONÁRIO FANÁTICO


Vejam que coisa. Fui eu escrever que o "funk" e o breganejo disputam o império popularesco para agora haver um defensor do "funk" me acusar de "preconceituoso" e pôr em xeque o meu "esquerdismo" (que não é o esquerdismo fisiológico que ele tanto gosta). Ele me acusa de incoerente e contraditório, mas ele é que possui essas "qualidades". Vejamos os comentários dele:

"Nossa senhora mãe do céu! Além de apresentar fatos fictícios, seu texto é completamente contraditório. Afinal de contas, MV Bill também esteve no Faustão mais de uma vez! O que fica claro é o seu preconceito descarado contra o funk, uma manifestação cultural legítima e maravilhosa. É o som das favelas cariocas, goste você ou não. Ou seja, além de incoerente e contraditório, você é extremamente preconceituoso. Ah! Com relação ao seu "esquerdismo", já dizia o meu avô: "Prefiro mil vezes um conservador inteligente do que cem esquerdistas estúpidos. Pelo menos eles sabem defender suas idéias e o fazem com coerência". Sábias palavras as do vovô!!! Viva o funk!!! (Em off, sei que não vai aprovar a publicação no blog, mas o recado é para você mesmo!) (Anônimo)"

Em primeiro lugar, não sou contraditório. Cito fatos reais, porque o apoio das Organizações Globo ao "funk" é algo que está tão explícito que contestar é impossível.

Fictício é acreditar, como crêem muitos defensores do "funk", que o ritmo sofre boicote da grande mídia.

Segundo, o "funk" surgiu por imposição dos empresários-DJs, que depois recrutavam frequentadores para serem MC's, num processo semelhante ao das armações do hit parade (por exemplo, o Milli Vanilli). O "funk" foi tão empurrado para o público favelado consumir que agora o pessoal está (mal) acostumado e tudo parece ser originário das favelas.

Quanto a conservadores inteligentes melhores que esquerdistas estúpidos, é melhor você pensar duas vezes antes de defender a frase de seu avô. Em primeiro lugar, os esquerdistas estúpidos são justamente os que estão do lado do "funk", enquanto a direita inteligente foi extinta há muito tempo. Um exemplo de direita inteligente, o ex-governador e jornalista Carlos Lacerda (1914-1977), se vivo estivesse, estaria certamente condenando o "funk carioca". Eu sou esquerdista, mas para mim coerência está acima de tudo.

O discurso desse missivista parece à primeira vista bonito, correto e comovente. Mas é tudo hipocrisia. Ele é que é o preconceituoso, pois, como alerta o Millôr Fernandes, as pessoas que se dizem "sem preconceitos" são as mais preconceituosas.

Esse funqueiro, a exemplo daquele fascista defensor de Zezé Di Camargo & Luciano e Vítor& Léo, vive sob o signo do medo. Vê que um blog que vai contra o esquema da mídia gorda está crescendo e ameaça o império que breganejos e funqueiros estão construindo. Aí seus defensores, fascistas e golpistas, me acusam de "preconceituoso", "invejoso", "despeitado" e outros adjetivos horrorosos que eu não tenho.

Eu não sou preconceituoso com o "funk". Conheço o funk autêntico de James Brown, Earth Wind & Fire, Chic, KC & The Sunshine Band e também os brasileiros (Tim Maia, Erlon Chaves, Cassiano, Hyldon, Tony Tornado, Black Rio). O funk autêntico nada tem a ver com essa "manifestação cultural legítima e maravilhosa" que o missivista fala. O "funk carioca" é uma diluição do funk autêntico eletrônico de Afrika Bambataa (contemporâneo de George Clinton que era fã do Kraftwerk), bem nos moldes do miami bass dos EUA, tendência que é famosa pelo esquema mafioso que é melhor não comentar.

Será que esse carinha não acha que o "funk carioca" não passa de uma mera bunda music carioca, com suas "músicas" horríveis e totalmente iguais umas às outras?

Eu pesquiso música. Pesquiso de rock alternativo à autêntica música caipira brasileira que está em risco de extinção. Observo bem os fatos, tenho senso crítico. Isso é que irrita muitos reacionários, ligados à grande mídia e que não aguentam que pessoas que pensem diferente ganhem espaço. Por isso, posso dizer que, antes de me pretender dizer "sem preconceitos", pesquiso, analiso e procuro os verdadeiros conceitos das coisas, que nem sempre são os que a grande mídia difunde.

Eu não quero destruir os espaços de funqueiros e breganejos. Eles têm os "bailes funk", os rodeios e por aí vai. O problema é que funqueiros e breganejos não querem ficar no seu espaço, eles querem ser "donos da MPB", tal qual os axezeiros. E nenhum deles é realmente MPB, porque a Música Popular Brasileira não é casa da Mãe Joana para entrar qualquer um.

A Música Popular Brasileira exige respeito. Coisa que funqueiros, breganejos, axezeiros e outros cafonas não querem dar.

Um comentário:

Edilson Trekking disse...

Esse jagunço do "funk" que te ofendeu é um grande covarde por postar anônimo. Não adianta, o "funk" é feio, tosco e pobre.É tipica manisfestação que sobrevive às custas de "negócios " escusos que nós sabemos, mais não podemos falar. Existem coisas piores por detrás desses ritmos popularesco que nós não podemos falar para não sermos ameaçados fisicamente.