sexta-feira, 4 de setembro de 2009

"FUNK CARIOCA" NAS ESCOLAS VAI DAR CHABU


A mídia grande foi apoiar o "funk carioca" e todo mundo aplaudindo qualquer asneira falada por seus DJs-empresários, prestes a empurrar o ritmo até nas escolas (talvez seja para garantir alguma lavagem de dinheiro).

Pois o preço a ser cobrado por todo esse apoio da mídia ao "funk" será caro, e uma clara amostra disso é a grotesca letra de "Siririca", da horrenda funkeira Tati Quebra-Barraco.

Pior é que Tati Quebra-Barraco foi elogiada pela crítica - Artur Dapieve, não se sabe se por jabaculê ou ingenuidade, equiparou Tati Quebra-Barraco a Pixinguinha - e vendida sob o falso rótulo de "vanguarda". Uns chegaram a compará-la à Elza Soares, só pelo passado de empregos domésticos. Mas Elza Soares, com toda sua extravagância, tem dignidade e informação musical. Mas a cara-de-pau dos funkeiros chegou mesmo a comparar a Tati Quebra-Barraco à Elis Regina, numa comunidade anti-funk do Orkut que foi invadida por defensores do "funk" que compararam MC Serginho a Renato Russo. A invasão dos funkeiros criou uma confusão que fez desaparecer a comunidade. Hoje há outras comunidades contra o estilo no Orkut.

Pois a compreensão dessa amostra do péssimo repertório de Tati Quebra-Barraco, musicalmente tenebroso e tematicamente grosseiro, dá uma idéia exata de como será o "pancadão" a ser ensinado nas escolas. E nada dos modernosos de plantão comparar o repertório de palavrões ao poeta Gregório de Matos pois este, com todo o seu lirismo desbocado e satírico, tinha sua expressividade artística. Tati Quebra-Barraco, não. Seu som oco não merece apologia alguma, nem comparação alguma, sob qualquer pretexto.

Tati Quebra-Barraco é tão ruim, mas tão ruim, que ela enriqueceu, foi torrar a fortuna em luxo, cirurgia plástica e lipoaspiração - ela deve voltar feito um Cyborg - , e hoje não tem a menor coragem de gravar um novo disco. Talvez venha a gravar, já que o lobby funqueiro está forte e deve sobrar grana para qualquer roubada que o ritmo carioca fizer.

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

Ao contrário do que Belchior escreveu, nossos ídolos não são mais os mesmos. Eu li o livro BRock - O rock brasileiro dos anos 80 (do Arthur Dapieve) até nos alojamentos da Aeronáutica por onde passei no meu tempo de soldado.

Adeus, Dapieve. Parei com você.

Essas letras de funk são tão adjetas que não dá para compará-las nem com as mais polêmicas e desbocadas letras que os Titãs cantaram em discos como Cabeça dinossauro e Jesus não tem dentes no país dos banguelas.