terça-feira, 1 de setembro de 2009

CARA-DE-PAU: DJS QUEREM ASSOCIAR "FUNK" À EDUCAÇÃO


A cara é de pau. A atitude, de puro cinismo. O discurso, demagógico como sempre. Pois o lobby do "funk carioca" quer porque quer associar o ritmo popularesco à idéia de educação e cidadania, em total desprezo à coerência e à ética. O "funk" é tão somente um ritmo dançante, meramente comercial e sem qualquer valor artístico, mas seus defensores, desesperadamente, querem associar o "funk" a qualquer pretexto que for vantajoso.

O "funk" não tem a menor relação com educação. E isso é evidente. O ritmo é de baixa qualidade artística, e valor musical duvidoso. As letras, de péssimo gosto, sendo de que tema for, seja proibidão, seja malicioso ou panfletário. E de um português errado que arranha os ouvidos.

O DJ Marlboro, que, juntamente com Zezé Di Camargo e aquela cantora baiana megalomaníaca, são da turma dos que gostam de falar besteira nas entrevistas, teve a CARA-DE-PAU de dizer que "os alunos poderiam criar um funk em vez de escrever uma redação".

Marlboro também tentou convencer a opinião pública que o "funk" não depende de política. Como, se o que vemos no evento da ALERJ (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) foi justamente o apelo da classe funqueira à política? Quem o sr. Fernando Mattos da Mata quer enganar, com suas asneiras politicamente corretas? A mim o DJ Marlboro não consegue enganar, não.

O "funk carioca" deveria ficar nos seus "bailes funk", sem essa de apelar para a escola. Atrapalhar os trabalhos das ONG's, que ensinam MÚSICA BRASILEIRA DE QUALIDADE para crianças pobres, desviando a atenção dos pobres meninos para a "bunda music" carioca que significa o "funk", é rir da cidadania, é tratar a educação como se fosse lixo.

Já basta a crise de nossa educação. Já basta a alta reputação dos professores ser coisa de passado distante. Já basta uma professora baiana ter sido flagrada dançando o porno-pagode baiano, que é o similar soteropolitano do "funk".

Por isso, pedimos aos srs. Marlboro e Rômulo Costa para maneirarem na sua canalhice discursiva, e se limitem a defender o "funk" dentro de seus próprios clubes.

FRENTE ÚNICA

Será que ninguém percebeu que, em nome dos interesses pessoais, os funqueiros mais "divergentes" se unem todos? DJ Marlboro se recusou, uma vez, a fazer um programa junto com Rômulo Costa, durante anos seu "rival". E a reunião da ALERJ também teve a presença do MC Leonardo, ligado à APAFUNK. MC Leonardo havia criticado o "funk despolitizado" de Marlboro e Rômulo Costa, em reportagem da Caros Amigos. Mas agora todos estão juntos. Parece Lula com Fernando Collor e José Sarney.

O "funk carioca" é tudo igual. Seja proibidão, pornográfico ou panfletário - todos com "p" de porcaria - , o "funk" não tem a menor qualidade artística.

4 comentários:

Marcelo Delfino disse...

É claro que os funqueiros têm que pedir a bênção dos políticos. Afinal, são incapazes de compor versos clássicos como estes:

Nas favelas, no Senado
sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
mas todos acreditam no futuro da nação

fernanda disse...

ceritissimo.
minha vvida vai ser um inferno se eu tiver que suportar o funk na minha escola,eu sou contra e vou ser,naum vou fazer funk nem morta e eu quero que eles venha mdizer alguma coisa pra mim eu naum vou fzer e eu tenho direito disso,eu naum vou ter que aturar isso,me recuso.

Edilson Trekking disse...

Porque os músicos da MPB não se unem contra o "funk".Vamos relembrar os velhos e bons tempos de rebeldia contra o regime militar
Vamos prá rua! Não vamos deixar avacalharem com a cultura nacional?
Nos Estados Unidos quis surgir um movimento mediocre igual a esse tal de "funk carioca" e os diretores ou reitores abafaram rapidão. E a s igrejas qual é o papel da igreja? Vão deixar o Marcelo e o Alexandre sozinhos nessa luta contra o "movimento funk" . E que força "oculta" está por tráz disso?
Esse sucesso todo do brega-popularesco, ás vezes, faz a gente pensar que o Brasil é feito de mil sábios e cento e cincoenta milhões de idiotas.

Marcelo Delfino disse...

Edilson, poucas igrejas combaterão o funk carioca. Talvez, só aquelas igrejas extremamente tradicionalistas, onde os fiéis só podem ouvir música sacra e música clássica. MPB, rock e samba? Nem pensar.

Já ouviu falar em funk gospel, funk evangélico ou em funk de Jesus?