quarta-feira, 30 de setembro de 2009

LACEY CHABERT, PARA RELAXAR


Depois de tanta turbulência, nada como brindar a beleza da primavera e o encanto da beleza feminina, com a doce atriz Lacey Chabert, aniversariamente de hoje. Parabéns a ela!

ESCLARECIMENTO AOS GOLPISTAS LIGADOS AO "FUNK" E "SERTANEJO"


Sou tratado com muita injustiça. Atacado sem dó nem piedade pelos defensores do popularesco.

Nunca me passou pela cabeça botar polícia e tropas de choque para dissolver micaretas, "bailes funk" e vaquejadas. Sou contra rodeios porque se trata de tortura animal, e também não me agrada a poluição sonora de "bailes funk" em altíssimo volume, sem qualquer isolamento acústico.

Mas nunca fui a uma delegacia dizer "vá dissolver tal rodeio, tal 'baile funk'". Também não pedi para a Anatel lacrar as rádios que tocam popularesco. Também não promovi sessão de incineração de revistas, CDs, jornais popularescos.

Mas, em nome do império absoluto, os defensores do brega-popularesco me espinafram porque digo que eles não podem dominar a MPB. Quando apenas digo que eles não devem entrar nos espaços que não são seus. Quando digo os empresários de "funk", não bastasse estarem errados em controlar todas as populações faveladas do país - consistindo num mascarado coronelismo urbano - , agora querem dominar cientistas sociais e artistas do mesmo jeito.

Tanto mel em seus discursos. Tantas flores e tantas rosas na retórica, mas tanto veneno nos sentimentos, no sentido oculto de suas mensagens. Tanto ódio em não ver a unanimidade realizada.

O preconceituoso sou eu? O invejoso sou eu? Sou eu o ressentido? Certamente, não.

Sofro muito e fico triste com essas manifestações odiosas, intolerantes, fascistas. Quem não gosta de ler o que eu penso, basta não ler, fique no seu canto gostando do que gosta. Mas, se insiste em ler aquilo que não quer ler, para depois mandar mensagens agressivas contra mim, então há muita coisa estranha. Já não é tarefa de fã, nem de defensor sadio. Já não é democracia, é golpe.

TIM MAIA FAZ FUNK VERDADEIRO


Este sim, faz um funk verdadeiro, autêntico, genuíno. Não essa paródia de cantiga-de-roda com batida eletrônica e mais nada que é esse tal "funk".

Infelizmente esse marketing não engana e lamento que defensores do gênero tentem covardemente escrever para este blog impondo seus pontos de vista e me desqualificando.

Um aviso: pessoas que defendem breganejo, "funk carioca", axé-music e tentam me espinafrar e fazer falsos juízos contra mim vão acabar trazendo problemas para elas mesmas. Já não é mais coisa de admiradores, mas de patrulheiros da pior espécie. E isso em nada contribui para enobrecer aquilo que eles defendem. Muito pelo contrário.

MAIS UM INGÊNUO ELOGIA O "FUNK"


Quanta ingenuidade. Mais um famoso adere à máquina marqueteira do "funk carioca", que disputa com o breganejo o título de vice-liderança no mercadão brega-popularesco (liderado pela axé-music, a maior corporação brega-popularesca do país, já que tem penetração total em todas as regiões brasileiras).

É o DJ francês David Guetta, que fez elogios ao patético "Rap das Armas", gravado tanto pela dupla MC Cidinho & MC Doca quanto pela dupla MC Júnior & MC Leonardo (o da APAFUNK). Seguem as "pérolas" do DJ:

"Essa música é incrível. Toda vez que eu toco o início dela, a parte do 'Parapapapapa papa papa' (cantarola Gueta ao telefone), as pessoas vão à loucura, principalmente na Europa"

Primeiro, quem vai à loucura é a platéia chapada de clubbers, que certamente iriam à loucura também se o Coelhinho da Páscoa aparecesse e desse o grito do Tarzan. Guetta queria dizer que o horrendo "funk" ganhou o mundo, mas todos nós sabemos que esse papo todo é o mesmo da lambada, só atrai a adesão de turistas brasileiros que vivem no exterior ou, quando muito, de uma minoria de gringos lunáticos, desses que quando chegam ao Brasil fazem o papel de turistas apatetados que eu vi até o saudoso geógrafo Milton Santos criticar em uma palestra à qual assisti, em 1998, em Salvador.

Lamentável esse universo popularesco de defensores intolerantes, que poderiam muito bem ficar na sua. O "funk" e o breganejo já têm seus "bailes funk", seus rodeios, suas rádios popularescas, suas Nativa FM, Band FM, Transamérica, Beat 98 etc. Para que eles vão espinafrar este blog? Eu não vou aderir ao que eles pensam e acreditam, não. Eles que fiquem na sua.

AVISO

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DEVIDO AO RECEBIMENTO DE COMENTÁRIOS REACIONÁRIOS, ESTE BLOG PASSOU A VETAR COMENTÁRIOS ANÔNIMOS, ATÉ SEGUNDA ORDEM.

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"FUNK" TAMBÉM TEM REACIONÁRIO FANÁTICO


Vejam que coisa. Fui eu escrever que o "funk" e o breganejo disputam o império popularesco para agora haver um defensor do "funk" me acusar de "preconceituoso" e pôr em xeque o meu "esquerdismo" (que não é o esquerdismo fisiológico que ele tanto gosta). Ele me acusa de incoerente e contraditório, mas ele é que possui essas "qualidades". Vejamos os comentários dele:

"Nossa senhora mãe do céu! Além de apresentar fatos fictícios, seu texto é completamente contraditório. Afinal de contas, MV Bill também esteve no Faustão mais de uma vez! O que fica claro é o seu preconceito descarado contra o funk, uma manifestação cultural legítima e maravilhosa. É o som das favelas cariocas, goste você ou não. Ou seja, além de incoerente e contraditório, você é extremamente preconceituoso. Ah! Com relação ao seu "esquerdismo", já dizia o meu avô: "Prefiro mil vezes um conservador inteligente do que cem esquerdistas estúpidos. Pelo menos eles sabem defender suas idéias e o fazem com coerência". Sábias palavras as do vovô!!! Viva o funk!!! (Em off, sei que não vai aprovar a publicação no blog, mas o recado é para você mesmo!) (Anônimo)"

Em primeiro lugar, não sou contraditório. Cito fatos reais, porque o apoio das Organizações Globo ao "funk" é algo que está tão explícito que contestar é impossível.

Fictício é acreditar, como crêem muitos defensores do "funk", que o ritmo sofre boicote da grande mídia.

Segundo, o "funk" surgiu por imposição dos empresários-DJs, que depois recrutavam frequentadores para serem MC's, num processo semelhante ao das armações do hit parade (por exemplo, o Milli Vanilli). O "funk" foi tão empurrado para o público favelado consumir que agora o pessoal está (mal) acostumado e tudo parece ser originário das favelas.

Quanto a conservadores inteligentes melhores que esquerdistas estúpidos, é melhor você pensar duas vezes antes de defender a frase de seu avô. Em primeiro lugar, os esquerdistas estúpidos são justamente os que estão do lado do "funk", enquanto a direita inteligente foi extinta há muito tempo. Um exemplo de direita inteligente, o ex-governador e jornalista Carlos Lacerda (1914-1977), se vivo estivesse, estaria certamente condenando o "funk carioca". Eu sou esquerdista, mas para mim coerência está acima de tudo.

O discurso desse missivista parece à primeira vista bonito, correto e comovente. Mas é tudo hipocrisia. Ele é que é o preconceituoso, pois, como alerta o Millôr Fernandes, as pessoas que se dizem "sem preconceitos" são as mais preconceituosas.

Esse funqueiro, a exemplo daquele fascista defensor de Zezé Di Camargo & Luciano e Vítor& Léo, vive sob o signo do medo. Vê que um blog que vai contra o esquema da mídia gorda está crescendo e ameaça o império que breganejos e funqueiros estão construindo. Aí seus defensores, fascistas e golpistas, me acusam de "preconceituoso", "invejoso", "despeitado" e outros adjetivos horrorosos que eu não tenho.

Eu não sou preconceituoso com o "funk". Conheço o funk autêntico de James Brown, Earth Wind & Fire, Chic, KC & The Sunshine Band e também os brasileiros (Tim Maia, Erlon Chaves, Cassiano, Hyldon, Tony Tornado, Black Rio). O funk autêntico nada tem a ver com essa "manifestação cultural legítima e maravilhosa" que o missivista fala. O "funk carioca" é uma diluição do funk autêntico eletrônico de Afrika Bambataa (contemporâneo de George Clinton que era fã do Kraftwerk), bem nos moldes do miami bass dos EUA, tendência que é famosa pelo esquema mafioso que é melhor não comentar.

Será que esse carinha não acha que o "funk carioca" não passa de uma mera bunda music carioca, com suas "músicas" horríveis e totalmente iguais umas às outras?

Eu pesquiso música. Pesquiso de rock alternativo à autêntica música caipira brasileira que está em risco de extinção. Observo bem os fatos, tenho senso crítico. Isso é que irrita muitos reacionários, ligados à grande mídia e que não aguentam que pessoas que pensem diferente ganhem espaço. Por isso, posso dizer que, antes de me pretender dizer "sem preconceitos", pesquiso, analiso e procuro os verdadeiros conceitos das coisas, que nem sempre são os que a grande mídia difunde.

Eu não quero destruir os espaços de funqueiros e breganejos. Eles têm os "bailes funk", os rodeios e por aí vai. O problema é que funqueiros e breganejos não querem ficar no seu espaço, eles querem ser "donos da MPB", tal qual os axezeiros. E nenhum deles é realmente MPB, porque a Música Popular Brasileira não é casa da Mãe Joana para entrar qualquer um.

A Música Popular Brasileira exige respeito. Coisa que funqueiros, breganejos, axezeiros e outros cafonas não querem dar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

OBITUÁRIO



TRANSPORTES ORIENTAL LTDA. *1958 +2009
VIAÇÃO OESTE OCIDENTAL S. A. *1995 +2009
TRANSPORTES FEITAL LTDA. *1986 +2009

Rio de Janeiro-RJ

SÍLVIO ESSINGER ESTÁ DESINFORMADO


Vejamos as "pérolas" que o jornalista Sílvio Essinger, que eu até admirava - tenho o livro dele sobre o punk rock - até ele lançar outro livro, desta vez sobre o "funk carioca".

Lunático, ele tenta comparar o "funk" com o punk, o que é uma insensatez. O punk rock era contra o establishment. O "funk", não, sempre foi totalmente integrado ao "sistema", só não rolava no Copacabana Palace, que parece ser o referencial de muitos lunáticos a respeito do istabliximente musical.

Para piorar, ele deu esse depoimento para a revista Bravo, veículo da Editora Abril (da horrenda revista Veja) dedicado aos "descolados":

"O funk virou o que é mesmo com a perseguição policial e sofrendo todo tipo de ataque. Hoje ele é uma música original, referência para turistas europeus e americanos, que querem conhecer esse tipo de baile, que não existe em outros lugares do mundo. Não tem funk de laboratório, não tem jabá, não tem manipulação. Não sei o quanto essa lei pode beneficiar uma coisa que funciona tão bem, mas eu acho válido tudo que puder dar uma garantia de trabalho pra quem lida com o gênero".

Ele ainda acrescentou que o "funk carioca" é "genuinamente brasileiro" - espere José Ramos Tinhorão saber disso - e que é feito fora do esquema de rádios e gravadoras.

Em que planeta Sílvio Essinger vive? Ele deve viver no Planeta Mico, onde vive também o fascistão que defende Zezé Di Camargo, Vítor & Léo e quejandos.

Em primeiro lugar:

1. O "funk" não é música original. Ele é uma chupação do miami bass dos EUA. Se adotou o "tamborzão" (batida eletrônica que imita batuques do candomblé), foi um recurso de última hora só para turista ver.

2. Não é referência alguma para turistas estrangeiros, que quando vão conhecer o "funk carioca", é para perceber o quão ridículo e pitoresco é este ritmo.

3. TODO o "funk carioca" é de laboratório. Seus idolos são vassalos dos empresários-DJs, que criam até tipos e estereótipos que esses MC's e suas dançarinas vão explorar. Sem falar que esses ídolos são semi-analfabetos, totalmente ingênuos e desprovidos de senso do ridículo. E são totalmente manipuláveis pelos empresários-DJs que os controlam, às vezes com mãos de ferro.

4. TODO o "funk" trabalhou seu sucesso às custas de muito jabá. Se o miami bass foi famoso pelo violento esquema mafioso de subornos e ameaças a DJs e tudo, imagine seu similar brasileiro, num Estado dominado pelo crime organizado. Se verificarmos os bastidores do "funk", verá que o ritmo nada seria se não fosse o jabaculê.

5. É claro que a lei que transforma o "funk" em "movimento cultural" (sic) tem como maiores beneficiados os empresários-DJs e seus aliados. O povo cai feito trouxa nesse conto do vigário. E a intelectualidade adesista também.

BREGANEJO E "FUNK": RUMO AO IMPÉRIO POPULARESCO


A axé-music é o maior império da música brega-popularesca, porque é o ritmo que maior poder econômico possui em todo o país.

Depois da axé-music, está a dita "música sertaneja", o breganejo, que tem a peculiaridade de ser apoiado por TODA A ESTRUTURA LATIFUNDIÁRIA DE NOSSO PAÍS, sendo literalmente a trilha sonora do coronelismo do Brasil.

Mas, nos últimos anos, existe a competição entre o breganejo e o "funk carioca" - ritmo marcado pelo discurso populista politicamente correto - disputando a vice-liderança ou até mesmo a liderança no mercadão brega-popularesco do país.

Até nas alianças políticas a disputa adota métodos diferentes para um mesmo objetivo. O "funk carioca" faz alianças com partidos políticos "fisiologistas" (PMDB) ou "esquerdo-fisiológicos" (PT, PDT, PSOL). O breganejo faz alianças com alas mais conservadoras do PMDB e com partidos direitistas como PSDB, DEM e PR.

Descobrimos até que na antiga dobradinha radiofônica 89/Rádio Cidade (as rádios pseudo-roqueiras do eixo RJ-SP), seus antigos produtores foram para praias diferentes. Os da Rádio Cidade carioca foram para o "funk", e os da paulista 89, sócia da Nativa FM, foram para o breganejo.

MC LEONARDO NA MÍDIA GORDA!!!!


Não, "caros amigos", não tapem seus olhos com lençol preto. Sentem já na sala para assistirem à TV, sintonizados na Rede Globo.

Pois a tão criticada Globo, a mais gorda da mídia gorda, mostrou MC Leonardo, que tanto era contra a "grande mídia", dando entrevista no RJ TV ontem. Até aí nada demais, só que sabemos que o ritmo em que MC Leonardo participa e defende (ele é da APAFUNK) tem um forte lobby nas Organizações Globo, o que derruba, definitivamente, a mais do que hipócrita imagem do "funk carioca" como "movimento dos sem-mídia".

Agora é torcer para que a produção do Domingão do Faustão faça um Arquivo Confidencial com o MC Leonardo, para celebrar o casamento cada vez mais sólido, evidente e estável do "funk carioca" com a mídia gorda (que pelo jeito quer ser mídia popozuda, o que dá no mesmo)

Em todo o caso, se a revista Época convidar o MC Leonardo para assinar uma coluna lá, o funqueiro, com a mais absoluta certeza, nem sentirá saudade da Caros Amigos.

"SERTANEJO UNIVERSITÁRIO" EM CARTAZ NA MÍDIA GORDA


Reportagem da Revista do Globo, suplemento dominical do jornal O Globo, mostra a tentativa da música breganeja de entrar no Rio de Janeiro através dos "sertanejos universitários", espécie de versão "emo" da música caipira ou uma forma musical tardia do acordo MEC-USAID dos tempos da ditadura militar.

É uma forma do coronelismo musical brasileiro - que, de tão rico e poderoso, é capaz de enviar reacionários paranóicos para espinafrar este blog - ingressar no único Estado sudestino que tradiconalmente não é receptivo aos breganejos.

Não surpreende o apoio da mídia gorda neste caso, até porque a Revista do Globo é do jornal O Globo, que é das Organizações Globo, que é dona da Rede Globo que transmite a novela Paraíso. Mas, felizmente, os agricultores sem-terra são tão odiados pela grande mídia que os defensores do breganejo são obrigados a admitir que o estilo é apoiado por grandes fazendeiros.

O breganejo tradicional (Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, Leonardo, Daniel, Rick & Renner, Rionegro & Solimões etc) é financiado pelos velhos latifundiários, e o "sertanejo universitário", por empresários de agronegócio.

REACIONÁRIO BREGANEJO CONTRA-ATACA


Sei que existem fanáticos, mas esse carinha aí não é fã coisa alguma. Deve ser funcionário de fã-clube, ou de TV aberta, defendendo ídolos milionários porque tem medo deles decaírem.

O reacionário escreveu a seguinte mensagem contra mim, com português errado e com a maior disposição de caluniar:

"acho que vc é loucooooo

ôôôô DESPEITADOOOO

quer saber.....

mooorrra de inveja ,

ZEZÉ DI CAMARGO

tem pra barrarr

nãããoooo...................

jgfjuifgiuejrfjeifjkkkk"

Agindo na completa falta de respeito, o carinha, altamente reacionário, esquentadinho, moralmente desequilibrado, não sabe que ele tem todo o direito de ouvir Zezé Di Camargo & Luciano. Pode ficar tranquilo que não vou botar a polícia para invadir a casa dele se ele tocar um disco dessa dupla.

Falo isso se a hipótese de fã da dupla for considerada, porque um cara desses não pode ser considerado um verdadeiro fã, porque se preocupa demais em atacar quem não gosta da dupla e quem alerta contra os deslizes que Zezé Di Camargo faz. Se Zezé Di Camargo fala besteira, a culpa não é minha. Tenho que fingir que ele, ao falar bobagens, está dizendo uma máxima filosófica? Pelo amor de Deus, tenha paciência!!

Um cara desses está pondo em risco sua própria reputação. Pensa que vai levar a melhor defendendo "duplas sertanejas" como Zezé Di Camargo & Luciano, Vítor & Léo, João Bosco & Vinícius etc, através de mensagens violentas que espalha em diversas páginas que publiquem assuntos relativos ao breganejo e à axé-music. Acha que vai assustar as pessoas com seu comportamento esquentadinho.

Será que esse moleque não é um antigo produtor da 89 FM de São Paulo que trocou o rock pelo "sertanejo" e que só quer esculhambar? Em todo o caso, esse carinha só prova por A mais B que é reacionário, fascista, desequilibrado, quando ele deveria ficar calado e ir para os shows de seus ídolos. Ele perde tempo criticando blogs como este, que nunca vai fazer o jogo que ele quer.

Esse cara acabará um dia destruindo as carreiras das duplas que ele defende. Conheço bem a história. As críticas que eu fiz contra Zezé Di Camargo se baseiam em fatos da imprensa (que tal o esquentadinho espinafrar primeiro o portal Terra?).

Mas ele, esquentadinho, escrevendo mensagens em português errado, caluniando, só vai destruir as reputações das duplas, bem mais do que qualquer texto de O Kylocyclo. É esse cara que vai destruir Zezé Di Camargo & Luciano, Vítor & Léo e outros, porque através de suas atitudes, vai criar para essas duplas (como a grupos de axé-music, que ele também diz defender) a má fama de terem defensores esquentadinhos, que para os olhos do público soam como fãs violentos, fanáticos, fascistas intolerantes.

Imagino até a mensagem de uma revista de fofocas, dizendo: "VIOLÊNCIA DE INTERNAUTAS COMPLICA IMAGEM DE ÍDOLOS SERTANEJOS: Mensagens parecem defender as duplas, mas atitude arrogante e caluniosa ajuda a agravar propaganda negativa".

domingo, 27 de setembro de 2009

MAL-ENTENDIDOS DA MÍDIA GORDA


Alessandra Negrini, atriz.

FLUMINENSE FM


Dia 01 de outubro próximo fará 15 anos que a Fluminense FM saiu do ar pela primeira vez. Tendo sofrido uma violenta crise de identidade que chegou a fazer a emissora virar pop, em 1990, a rádio perdeu prestígio pelos seus erros, embora tenha que se fazer justiça com a emissora.

Muita gente já sabe, pela Internet e pelo livro escrito pelo ex-gerente artístico da Fluminense, Luiz Antônio Mello, que a Fluminense FM cometeu erros que comprometeram seriamente a rádio. A emissora sofria, desde o início, sérios problemas financeiros, mas foi o bairrismo do então superintendente Ephrem Amora, que chegou a vetar até a criação de uma revista pela editora do jornal O Fluminense, impediu a emissora de crescer e virar referência em todo o país.

O resultado foi que, no final dos anos 80, a Fluminense, não sendo referência de radialismo rock, viu o segmento rock do rádio se espandir de forma mais atrapalhada, caricata, confusa e esquizofrênica, como vimos na série "Crise do Radialismo Rock" publicada neste blog. Radialistas sem a menor intimidade com o rock passaram a controlar o gênero, tomando como referência a fase diluída da 89 FM de 1989, que apenas unia vitrolão roqueiro com locução de rádio pop das mais convencionais. Para sentir o drama, ouvir paródias apatetadas e descerebradas de Fernando Mansur (ex-Rádio Cidade, hoje MPB FM) anunciarem nomes como Ira!, Killing Joke e Violent Femmes como quem anunciasse entrega de geladeira como prêmio de uma dona-de-casa de subúrbio era dose.

A prmeira geração de rádios de rock foi dizimada uma a uma depois do fim da Fluminense FM (que passou seus transmissores para os arrogantes da Jovem Pan Sat e para DJs cariocas que no fundo eram amigos do Rhoodes Dantas). A 97 Rock, da Grande São Paulo, acabou em dezembro de 1994 e virou Energia 97. A Estação Primeira, de Curitiba, deu lugar à CBN FM local. A Ipanema FM, de Porto Alegre, se vendeu para o ecletismo vazio em 1997, antecipando a intragável gororoba da Pop Rock FM de hoje, misturando até pop dançante com o jabaculê das jornadas-transmissões esportivas.

Mas o maior golpe contra o radialismo rock carioca se deu quando a Rádio Cidade, em 1995, passou a se vender como "rádio rock", sendo uma fusão entre a desastrosa experiência da Fluminense FM de 1991-1994 e a Jovem Pan Rio de 1994-1998 (quando era radicalmente poperó). A extrema arrogância dos produtores e ouvintes da Rádio Cidade fez a emissora ficar 11 anos explorando o rock, com duas pequenas interrupções de meses para o pop, o que queimou o segmento, hoje desacreditado no mercado radiofônico. A Rádio Cidade "roqueira" fez muito mais contra o rock do que faria o DOI-CODI nos mais trevosos anos da ditadura militar.

Mas isso só foi compreendido pelo grande público a partir dos últimos cinco anos. A Rádio Cidade, por mais "micos" que pagava, era, equivocadamente, adorada pelos roqueiros mais jovens, que nos anos 80 escutavam a popularesca 98 FM ou simplesmente moravam onde não se dava para sintonizar a "Maldita". Mesmo a mídia, a princípio, resistia a publicar ou fazer críticas contra a Cidade e sua rádio-irmã, a paulista 89 FM.

Só para se ter uma idéia, durante um bom tempo as críticas negativas à Fluminense FM eram superestimadas e, as relativas à Rádio Cidade, subestimadas.

A Fluminense FM de 1986 era crucificada só porque tocava Simply Red, A-ha e Sade, mas sua grande virtude, única, de tocar nomes brilhantes como Fellini e Weather Prophets na programação normal, não era reconhecida. A Fluminense FM, até 1990, tocou mais Fellini e Violeta de Outono do que a 89 FM de São Paulo e tocou mais Camisa de Vênus do que a risível 96 FM de Salvador.

A Rádio Cidade de 1996, que babava o ovo ao Baba Cósmica, Virgulóides e sobretudo Mamonas Assassinas, tratava a morte de Renato Russo com indiferença e não tinha coragem sequer de tocar Beck Hansen, era tratada como "boa rádio" só porque colocava uns parcos hits de bandas australianas ou grupos de metal no monocórdico cardápio musical de 60 músicas tocadas diariamente e só variando de quatro em quatro meses.

Felizmente, meus esforços em difundir informações mais coerentes fizeram com que o radialismo rock fosse visto de maneira mais objetiva, sem aquela visão distorcida dos anos 90 através da dupla poser 89-Rádio Cidade. E eu tive que pagar um preço por isso, ridicularizado, xingado e desqualificado pelos produtores e ouvintes dessas "rádios rock", irritadiços e intolerantes.

Era um pessoal que se dizia "roqueiro até morrer", mas hoje em dia a turma que defendia a 89 FM há dez anos atrás hoje apóia a "música sertaneja" da Nativa FM de São Paulo (dos mesmos donos da 89). E a chamada "nação roqueira" da Rádio Cidade hoje está completamente dedicada ao "funk carioca".

NÃO APOIO A CANDIDATURA DO RIO PARA AS OLIM-PIADAS DE 2016


Mais desperdício de dinheiros. Mais lobbys políticos. Mais notícias animadinhas no showrnalismo político-esportivo internacional. Mais gastos com publicidade. Mais ternos para o Carlos Arthur Nuzman.

No entanto, nada de investimentos para Saúde, Educação e para o fim definitivo das desigualdades sociais. Nada de acabar com a criminalidade ainda preocupante no Rio de Janeiro. Nada de investir na desfavelização, transferindo a população carente em edifícios mais dignos.

O Brasil, infelizmente, está muito longe de ser a potência dos esportes olímpicos. Seus atletas são bem intencionados, até esforçados. Mas o excesso de publicidade e de oba-oba da mídia não faz com que os atletas brasileiros tragam mais medalhas e mesmo o ouro é coisa rara, diante de potências como EUA e até Cuba.

Mas, também, o que são medalhas para esportistas, se os verdadeiros batalhadores do Brasil não conseguem ganhar sequer um salário mínimo?

Por isso, NÃO AO RIO 2016. Não à candidatura do Rio de Janeiro para a sede das Olim Piadas de 2016.



Que 2016, no Rio de Janeiro, seja destaque apenas por uma linha de ônibus ligando o Castelo à Barra da Tijuca.

CHAVEZ APÓIA CANDIDATURA DE DILMA ROUSSEFF


No discurso de abertura da segunda Cúpula América do Sul-África, o presidente da Venezuela, Hugo Chavez, declarou apoio à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como candidata à presidência para 2010.

Disse Chavez: "Dilma será a próxima presidente do Brasil. Sei que vão me acusar de ingerência, meu coraçãozinho é quem está falando. Minha candidata é a Dilma."

Essa declaração aumentou mais o gosto amargo da grande mídia em relação à candidatura Dilma Rousseff. Nem a chamada "mídia fofa", que é aquela facção da grande mídia que não costuma ter o mau humor reacionário de Globo, Folha, Estadão e Veja, quer Dilma no Planalto em 2011.

A mídia fofa (Isto É, Bandeirantes, Jornal do Brasil) estuda meios de defender a candidatura de Aécio Neves em detrimento de José Serra, defendido pela mídia gorda. Caso não consiga, terá que verificar se o PMDB terá um candidato e se ele será "palatável" para essa mídia. Se tudo fracassar, a mídia fofa vai apoiar Serra, mesmo.

"ATUALIZAMOS" O VISUAL DO MARIDO DA ATRIZ PATRÍCIA FRANÇA

Infelizmente, quando empresários, executivos e profissionais liberais querem ter alguma reputação social, a partir dos 35 anos de idade eles trocam seus tênis por desconfortáveis sapatos de couro ou de verniz, símbolo pedestre e pedante da "superioridade" masculina. Tais sapatos são aceitáveis em eventos extremamente formais, mas para passeios em shopping centers, que requerem muita caminhada, são o supra-sumo do desconforto e da sisudez. Dá até a impressão de que o homem em questão saiu do escritório ou do consultório e só foi trocar a roupa de cima.

Pois já fizemos uma transformação "digital" no Eduardo Menga, que também circulou pelo shopping de sapatos, ao invés de tênis, com o agravante de que se trata de um homem de 55 anos com esposa bem mais jovem. Trocamos, digitalmente, os sapatos originais por um par de tênis, e, se Eduardo Menga acha que cinquentão passear pelo shopping center de tênis é "ridículo", é bom ele olhar para sua própria geração. Evandro Mesquita e Serginho Groisman passeiam pelo shopping de tênis, sem qualquer problema.

Mas Wagner Pontes (não confundir com o truculento apresentador popularesco), marido da atriz Patrícia França, tem 42 anos. Sua geração já tem muito menos vergonha de ir a shoppings ou até a almoços semi-formais usando um par de tênis. Mesmo assim, como empresário, ele corre o risco de ser contagiado pela sisudez que vira de cabeça para baixo as personalidades dos homens. Eles, outrora universitários simpáticos e até folgazões, tornam-se empresários extremamente formais, sisudos, quase automatizados no comportamento social, petrificados no lazer pelas rígidas normas de etiqueta, muito mal atualizadas.

Daí que nós decidimos ajudar a mudar as coisas, e, na véspera do aniversário de Patrícia França, seu atual marido ganhou um visual bem atual. Não pintamos o cabelo dele de cor alguma, nem mudamos o humor do rosto. Isso é problema dele. Mas mudamos a camisa, diminuímos um pouco o abdome e trocamos os sapatos por um par de tênis. O visual está muito mais moderno. Vejam as duas fotos, para comparar.

ANTES DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL:



ABAIXO, DEPOIS DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL:



Com o visual alterado em relação ao real, ficou muito mais moderno.

sábado, 26 de setembro de 2009

AS ARMADILHAS DOS DESCOLADOS


Diante da formação deficiente da juventude pós-1978 junto à degradação da mídia como um todo - das "rádios rock" aos jornais "populares" - faz com que os chamados "descolados", ou seja, os alternativos de primeira viagem, estejam sujeitos às armadilhas da grande mídia, sempre disposta a empurrar muito lixo sob o rótulo de "cult".

A geração pós-1978, que é o grosso do público "descolado", ou não vivenciou fatos importantes do passado recente, ou era muito jovem para entender vários fatos ainda mais recentes. Só agora essa geração sente o peso de ver morrer um ídolo que era referência forte para ela, o cantor pop Michael Jackson. Fora isso, puderam vivenciar a tragédia do 11 de Setembro e viram morrer o Papa João Paulo II.

Muitos destes jovens até começam a aprender as coisas da vida. A vida universitária e o mercado de trabalho lhes ensinou bastante. Na música, o sucessivo perecimento de vários de seus ídolos dos anos 90 (Technotronic, Green Jelly, Deee-Lite, Kon Kan, Virguilóides, Sugar Ray, Blind Melon, Baba Cósmica) lhes faz ter tanta insegurança com os ídolos de massa que há o temor do mesmo acontecer até mesmo com ídolos bem-sucedidos da mediocridade, de Chitãozinho & Xororó a Guns N'Roses, passando por todo o brega-popularesco, todo o pop mainstream e todo o rock farofa.

Uns se tornam pais de família quase caretas. Outros continuam sendo clubbers doentios, a falar a gíria "balada" com a alegria de alguém que achou ouro no garimpo. Entre a modernidade paranóica e a tradição, a geração pós-1978 encara um verdadeiro cabo de guerra. E a mídia aproveita isso para empurrar muita coisa NADA ALTERNATIVA como se fosse "cult".

Algumas armadilhas que atingem os descolados:

1. As festas trash que tratam a década de 80, infância dessa geração, como se fosse uma gororoba de várias décadas ou de tolices acontecidas na década oitentista.

2. Sites de celebridades, como o portal EGO (Organizações Globo), que posam de pretensas "autoridades" da cultura de vanguarda no Brasil.

3. Ter havido, nos anos 90, rádios falsamente alternativas ou pseudo-roqueiras, com sua abordagem superficial, caricata e menos criativa dos referenciais ditos de vanguarda.

4. Apesar do interesse pela vanguarda, ainda influi o peso da formação cultural brega por intermédio das babás que cuidavam dessa geração na infância.

5. Dificuldade de entender a cultura brasileira, graças aos valores confusos e equivocados transmitidos pela televisão e pelas rádios durante o período ditatorial.

Tudo isso faz com que a geração pós-1978 aderisse a certos absurdos. Como tratar o cinema comercial norte-americano mais antigo como se fosse "cinema alternativo". Ou tratar Steven Spielberg como se ele fizesse "cinema de autor", um absurdo do grosso. Mas se tratam até o Sylvester Stallone como "cult", então o problema é bem mais sério. Também são dependentes a best sellers, hit parade, blockbusters e outros medidores de sucesso comercial para conhecer novidades. Coisa que não se resolve conhecendo o "lado B" de Odair José, pois no caso é a mesma ladainha do "lado A" do cantor.

Outros absurdos são tratar os desfiles de moda como se estes substituíssem as exposições de artes plásticas. Mas o São Paulo Fashion Week não é, sequer de longe, a mesma coisa que uma exposição no MAM e no MASP. Como também não dá para tratar o São Paulo Fashion Week e o Fórum Social Mundial como se fossem a mesma coisa.

Esse pessoal ainda festeja depois da ressaca do Primeiro Mundo. Procuraram a revolução do hip hop de 1983 nos ídolos fajutos do gangsta rap. Atraso de umas duas décadas e meia. Procuraram o "Verão do Amor" de 1988, embrião das raves, através das patéticas "baladas" de coisa nenhuma e o mesmo "téquino" de sempre, versão "universitária" do dance baba que animava suas adolescências. Atraso de duas décadas.

Hoje ainda procuram a revolução techno funk de Afrika Bambataa em 1982 no horroroso "funk carioca" de hoje. Atraso não só de quase três décadas, mas um verdadeiro retardamento mental.

Sei que existem outros equívocos para uma geração que não pegou o trem da História em boa parte do percurso. Tudo bem que o pessoal nasceu depois de dada época, o mundo continua girando. Mas menosprezar as referências do passado e confundir modismo com vanguarda só vem causando dor de cabeça à geração pós-1978 a partir dos 25 anos, com as cobranças da vida adulta. O pessoal é obrigado a rever valores e referenciais, depois da desilusão da descartabilidade do pop e do popularesco dos anos 80, 90 e 00.

TROPA DE CHOQUE


Antes que algum defensor de Vítor & Léo e João Bosco & Vinícius expressasse seu reacionarismo contra este blog, mostramos essa tropa de choque em prontidão.

Afinal, oficialmente não tenho moral para falar mal da dita "música sertaneja", já que ela é respaldada pelas mais ricas oligarquias rurais de nosso país. Coronelismo puro.

O PORQUÊ DO CASO BELCHIOR


Já deu para entender por que se deu aquele rebuliço quanto ao aparente sumiço do cantor Belchior.

Sem cartaz na mídia grande, principalmente nas rádios, Belchior quis dar como desaparecido para ver se as pessoas dão mesmo falta dele.

Mas, pelo jeito, o cantor cearense deve temer que os empresários de breganejo armem uma nova dupla chamada "Ivan Lins & Belchior", na onda das "duplas sertanejas" que parasitam os grandes nomes da MPB até no nome.

397 TEM POOL PROVISÓRIO



A Viação Oeste Ocidental, pelo jeito, irá falir. Juntando a multa de R$ 1 milhão, as dívidas trabalhistas e a grana que seria necessária para renovar toda a frota, todo esse montante financeiro da empresa do Rio de Janeiro será impossível de ser aplicado.

Tudo indica, portanto, que a Ocidental será extinta, apesar de ter aparecido, no mês passado, uma esperança de recuperação através de micro-ônibus e ônibus com ar semi-novos mas parecendo em estado razoável.

Provisoriamente, um esquema de pool foi organizado para operar a linha 397. Quatro empresas - Amigos Unidos, Andorinha, Bangu e Campo Grande - colaboram com seus carros enquanto não se decide qual a empresa que servirá a linha. Eu, pessoalmente, desejo que a Jabour (que, da Ocidental, pegou algumas linhas de Marechal Hermes) pegue a linha 397.

Quanto à Ocidental, a empresa agora fará sua carreira nos tribunais, resolvendo suas pendências financeiras gravíssimas.

PATRÍCIA POETA LEVA O MARIDO PARA CAMINHAR


Isso, Amaury Soares. Um, dois, um dois! Repetindo: Um, dois, um dois!

Quero ver essa barriga sumir (mesmo!), e não ela ser escondida por um paletó.

Paletós produzem gás carbônico, sabia?

Mais camisetas, mais tênis, mais saúde. Quero ver o diretor da Globo Internacional caprichando na boa forma! Vamos lá!!

TADINHA DA BETTY BOOP


O que é a apelação. Chamaram a Mulher-Melão, uma das dançarinas do horrendo "funk carioca", para fazer sessão de fotos inspirada na Betty Boop, personagem de desenho animado da década de 1930. Por sinal, é uma referência por demais antiga e por demais requintada para musas funqueiras, não acham?

Betty Boop foi considerada pervertida na época, mas era apenas um tipo sensual e doce. Era um misto de Elaine Bast com Kelly Brook, dentro dos contextos da época.

Vão entender os empresários artísticos tentando vender uma imagem falsamente graciosa das grotescas funqueiras, posando até de fadinhas... Quem será a próxima? Tati Quebra-Barraco vestida de pastorinha?

MÍDIA RUIM I: IMPRENSA POPULISTA


A série "Mídia Ruim" é agora lançada, para advertir a todos os internautas a respeito do que há de PIOR nos meios de comunicação. Não se trata de evocar a cultura trash, o ruim aqui é ruim mesmo, porque não estamos aqui para fazer palhaçada.

A degradação de valores da ditadura militar propiciou a queda de qualidade dos meios de comunicação, sobretudo para nivelar-se à ignorância da população. Com a politicagem cada vez mais integrada à mídia, essa degradação se firmou, principalmente com os ventos políticos de Collor, Sarney, ACM e FHC. E hoje, com o fisiologismo lulista e com a dispensa do diploma de jornalismo, a tendência da mídia é a qualidade descer ladeira abaixo, em queda livre e sem freios.

A mídia ruim é aquela que se torna responsável pela degradação cultural e social de nosso país, de um nivelamento por baixo dos valores sócio-culturais, por uma péssima formação informacional das classes média baixa e baixa. Em outras palavras, é a mídia que investe na degradação intelectual do cidadão comum, transformando ele num verdadeiro pateta conformista.

O primeiro tópico desta série é a IMPRENSA POPULISTA, que os conservadores impõem como um falso substituto da imprensa de esquerda. Mesmo os "líderes de opinião" quanto até mesmo a filhote bastarda da "Ilustrada" da Folha de São Paulo, a revista Piauí, elogiam este tipo de imprensa, sem saber dos males sérios que ela provoca.

A imprensa populista é uma forma moderna brasileira daquilo que se conhece como "imprensa marrom", que em inglês se traduz mudando a cor, yellow press. No Brasil, é uma imprensa que enfatiza a cobertura do "mundo cão", despejando rancor aos criminosos, explorando o pitoresco e exaltando as boazudas mais vulgares. É uma mídia dedicada ao grotesco, em dertimento da informação responsável e correta.

Nos últimos 20 anos, o jornal Notícias Populares, de São Paulo, tornou-se o paradigma dessa imprensa lamentável. Influiu até no golpe mortal que Mário Kertèsz, em Salvador (Bahia), fez no Jornal da Bahia, realizando tudo aquilo que seu padrinho Antônio Carlos Magalhães lutou para realizar, que é acabar com a alma do JBa. Em 1990, o Jornal da Bahia tornou-se jornal populista, num capítulo que não se encontra nos livros dos fundadores João Falcão e Teixeira Gomes.

A fórmula existia pelo menos desde os anos 70, mas foi Notícias Populares que ditou o filão em caráter nacional. O periódico paulista ganhou uma série de imitadores em todo o país, de jornais em formato padrão (standard) a tablóides de distribuição gratuita, e no final dos anos 90 até se dividiu em duas versões: uma para a classe média baixa, de perfil populista moderado, e outra para a classe pobre, de perfil mais grotesco.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o jornal O Dia moderou seu perfil popularesco e se tornou um jornal populista moderado. Criou um outro jornal para ser mais grotesco, o Meia Hora. Para concorrer com O Dia, as Organizações Globo criaram o Extra, assim como criaram o Expresso para concorrer com o Meia Hora.

Mas mesmo os periódicos de classe média baixa não deixam de ser grotescos. No essencial, é a mesma mídia populista com seus equívocos e defeitos. Seja para exaltar a vulgaridade das "mulheres-frutas", seja para ridicularizar celebridades - como mostrar o ator Macaulay Culkin apenas naquela imagem infantil e assustada do sucesso "Esqueceram de Mim" - , seja para estimular o fanatismo ao futebol, o rancor à criminalidade, a imbecilização cultural, a alienação política, o conformismo social.

Muitos desses periódicos passam valores direitistas de forma bem sutil, contrariando a mitificação dos "líderes de opinião" que vêem na mídia populista uma forma "acessível" de mídia de esquerda.

Concluindo: o povo não merece esse tipo de imprensa. Deve-se investir em educação, em valores morais realmente justos e saudáveis, e num entretenimento que não trate o povo feito idiota. A imprensa populista é mídia ruim porque deforma ao invés de informar, e até usando como pretexto a informação. É uma imprensa completamente inútil, apesar dos seus leitores serem (mal) acostumados a ela.

IMPRENSA POPULISTA: ZERO EM JORNALISMO, ZERO EM INFORMAÇÃO, ZERO EM CIDADANIA, ZERO EM CULTURA.
ÚNICA SERVENTIA DESSES JORNAIS: SERVIR DE EMBALAGEM PARA PEIXES E CARNES, MEIA HORA DEPOIS DE LIDOS.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MANIFESTO PRÓ-MICHELETTI


Luísa Micheletti, da MTV Brasil, está em alta. Pudera, ela é lindíssima.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

JESSICA LUCAS FAZ ANIVERSÁRIO


Vamos desejar tudo de bom para essa doce e lindíssima mulher, a atriz de Melrose Place Jessica Lucas, que completa 24 anos neste dia 24. Parabéns, bela gata!!

LINHA CARIOCA 397 CONTINUA DESATIVADA


Enquanto a ridícula gíria "balada" continua em circulação no jargão das emissoras de rádio e TV, da Energia 97 à Band News, da Rede TV! à MTV, arranhando nossos ouvidos que são incomodados pelo cuspe dos clubbers de plantão (que falam "balada" e "galera" cuspindo arrogância e saliva), esperando o reboque de algum entendido em português e na boa fala, a linha carioca 397 (Campo Grande / Largo da Carioca) continua desativada por decisão da Justiça do Rio de Janeiro.

A linha foi desativada porque a empresa Ocidental - Transportes Oeste Ocidental Ltda. - tem sua frota totalmente de ônibus velhos e de segunda mão. Não sou contra empresa comprar ônibus usados, em muitos casos isso até ajuda, mas é necessário uma boa manutenção desses carros. O que não é o caso da Ocidental, que até tentou alguma melhoria colocando carros com ar condicionado pegos da associada Amigos Unidos. Mas, não deu jeito. A Ocidental causou vergonha com tantos ônibus enguiçados nas ruas - vários na Av. Brasil - e até um ônibus caído de um viaduto, causando três mortes e vários feridos.


A 397 foi até usada numa malandragem, pois para "salvar" a Ocidental, seus empresários usaram o serviço da empresa associada, a Amigos Unidos, para supostamente resolver o problema da 397. Aí há um caso insólito. A Amigos Unidos surgiu isolada na Zona Sul, entre São Conrado e Botafogo, a partir dos anos 80 passou a servir o Centro e nos últimos anos é vista até em Manguinhos e na região do Méier por conta da Linha Amarela. E há alguns meses passou a ser vista por quase toda a Av. Brasil e no terminal de Campo Grande por conta dessa "ajuda" que carateriza uma das "maravilhas" do sistema de pool (armação que só favorece empresários e aliados, iludindo busólogos e passageiros com seus paliativos falsamente "salvadores").

Com essa malandragem descoberta, veio a proibição da Ocidental de operar a 397, até que prove por A mais B que é capaz de investir em frota renovada e bem cuidada. Como a empresa não conseguiu provar isso, a linha continua suspensa, obrigando os passageiros a optar por outras linhas, até pegando mais de um ônibus ou indo de trem.


Ônibus da Auto Viação Jabour servindo a linha 854 na Barra da Tijuca. A linha tem como destino o terminal rodoviário do Campo Grande, o mesmo ponto final da linha 397.

Sugerimos, no entanto, que a Auto Viação Jabour assuma a 397, porque é dentro de sua área e a Jabour, traidicional empresa carioca, investe constantemente em renovação de frota. A Jabour já tem linhas operando no ramal Centro-Zona Oeste via Av. Brasil, assumindo a 397 ela certamente fará um bom trabalho.

PALHAÇADA: "BALADA" EM IBIZA


Está rolando na MTV um comercial do tal "Balada em Ibiza" em que um cara, com aquela típica voz de playboy enrustido, fala dos prazeres de encontrar mulheres e se divertir na "balada". Até o título de "capital mundial da balada" para a cidade espanhola de Ibiza é evocado. Enfim, todo o ideal clubber é exaltado sob o ponto de vista do clubber brasileiro.

Sim, porque lá fora não existe esse papo de "vou pra balada c'a galera" (sim, com todo o direito ao cacófato mais escatológico). Lá impera o bom "I'm going to the party with my friends". Um dos sucessos do grupo eletrônico Groovy Armada se chama "My friends", que um clubber idiota traduziria como "Minha galera" (nada a ver com o título da música de Manu Chao, que tem um sentido pertinente e apropriado que mistura amigos e futebol).

Mas aqui tem uma juventude retrógrada que quer encher de gírias modernas, para compensar a falta de idéias relevantes, de ideais novos. Por isso preferem virar a língua portuguesa de cabeça para baixo, com a obsessão por gírias que já causa chacota por parte de gente do resto do mundo. Mas essa juventude brasileira, arrogante, brada furiosamente que essas chacotas nada têm a ver, só são de gente invejosa com a "curtição da galera". Então tá.

Pois não dá para entender que as tais "baladas" não têm música lenta e praticamente é proibido um homem dançar romanticamente abraçado a uma mulher - é comum até moças normalmente heterossexuais preferirem beijar as bocas das amigas do que dançarem coladas com os homens - , os abraços se resumem aos "amassos" sexuais ao som do mais monótono "téquino".

Também não dá para entender por que uma gíria tão artificial, fabricada no escritório de empresários da "náite", que é a tal gíria "balada", insiste tanto em permanecer na memória coletiva, quando na verdade atua como uma anti-gíria, paranóica por um lugar no "Aurélio" e por uma longevidade típica do Terceiro Reich.

Uma gíria de verdade não agiria assim, querendo prolongar demais a vida útil feito um ônibus em estado de perecimento adiantado, com motor queimado e ao mesmo tempo cansado. A gíria "balada" parece até um ônibus da empresa carioca Ocidental, que, de tão fajuta e irregular, insiste em permanecer em circulação na sociedade.

Pois fica aqui a minha NOTA ZERO para a MTV, por insistir nessa gíria tão decadente, sem fundo nem serventia social, sem pé nem cabeça, jargão de DJs provincianos de "poperó" e de playboys arrogantes e alienados.

Certamente os DJs estrangeiros devem torcer a cara dos brasileiros, vistos como um bando de caipiras querendo subverter a língua portuguesa, na falta de outra coisa para fazer.

E as tais "baladas" que acontecem no Brasil, no fundo, são apenas as "primas pobres" das raves que outrora marcaram as festas noturnas do Reino Unido de 1988 a 2001. O que prova que, até para ser moderno, o brasileiro continua atrasado.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

TROQUE O "SERTANEJO" PELO CLUBE DA ESQUINA - I


Você é daqueles que ainda acredita que os ídolos "sertanejos" são os mestres em poesia e em temas como natureza e fraternidade? Você ainda vê nesses ídolos riqueza melodiosa e sofisticação musical?

Pois você está errado, até porque tudo que você esperaria nos ídolos da "música sertaneja" existe, na verdade, nos intérpretes mineiros do Clube da Esquina, este sim um dos movimentos mais sofisticados e brilhantes da MPB autêntica. Os "sertanejos" prometem, prometem, mas enrolam e não cumprem. Os mineiros do Clube da Esquina nem precisam prometer, cumprem mesmo.

Pois nesta série, vamos mostrar o lirismo genuíno dos mineiros, para fazer com que os fãs e as tietes dos "ídolos sertanejos" que queiram seguir nova vida (pelo menos se subentende que as moças deste tipo desejam, já que elas se recusam a namorar vaqueiros e fazendeiros e cobiçam nerds e intelectuais) ABANDONEM DE VEZ essa música pseudo-caipira.

Também não adianta gostar de Clube da Esquina e continuar gostando do breganejo, porque sabemos dessa malandragem que põe a MPB autêntica em segundo plano, tratada como se fosse rock californiano.

Por isso mesmo, vamos começar com a poesia autêntica do Clube da Esquina, partindo de "Todo Azul do Mar", música de Flávio Venturini e letra de Ronaldo Bastos, sucesso na gravação de Flávio e sua banda 14-Bis.

Portanto, é hora de parar de brincar de caubói e gostar de música de verdade.

TODO AZUL DO MAR
(Flávio Venturini / Ronaldo Bastos)

Foi assim, como ver o mar
A primeira vez que meus olhos se viram no seu olhar
Não tive a intenção de me apaixonar
Mera distração e já era momento de se gostar

Quando eu dei por mim nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu dentro do seu olhar
Quando eu mergulhei no azul do mar
Sabia que era amor e vinha pra ficar

Daria pra pintar todo azul do céu
Dava pra encher o universo da vida que eu quis pra mim

Tu...do que eu fiz foi me confessar
Escravo do seu amor, livre pra amar
Quando eu mergulhei fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul, de todo azul do mar

Foi assim, como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul, todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar
Foi quando mergulhei no azul do mar

Deve-se dar troféu a quem merece


O Jornal Nacional, como principal atração jornalística da Rede Globo, é o símbolo maior do tendenciosismo e do poderio midiático representado pela rede televisiva das Organizações Globo. A Rede Globo, sem dúvida alguma, é o maior exemplo do que se conhece como "mídia gorda", sendo aliás considerada "a mais gorda da mídia gorda".

Mas devemos reconhecer que seu apresentador, William Bonner, tem suas qualidades evidentes. É claro que ele está a serviço de um projeto ideológico, de um ideal de poder midiático que a Rede Globo persegue desde antes de existir, através dos acordos com o grupo ianque Time-Life, em 1962. Ideal este que foi consolidado pela ditadura militar e defendido pela "Vênus Platinada" de Jacarepaguá (antes era só no Jardim Botânico, mas o grosso da corporação "global" se mudou lá para a Zona Oeste).

Todavia, William Bonner, além de ser um excelente locutor e um profissional equilibrado, tem uma vantagem que o coloca até acima de gente como a cúpula de jornalismo do Grupo Bandeirantes.

É claro que o Grupo Bandeirantes ganha da Rede Globo em abordagem e profissionalismo jornalísticos, embora a empresa da família Saad não seja tão maravilhosa e nem tão ousada quanto alardeavam os mais exaltados "líderes de opinião". Em um ponto e outro, o "jornalismo completo" das emissoras do Grupo Bandeirantes - mitificada por contratar intelectuais de esquerda durante a ditadura - sucumbe a um direitismo que não a faz muito diferente das Organizações Globo.

Mas Bonner ganha da cúpula jornalística da Band por uma virtude bem simples: a modéstia, a simplicidade, o despretensiosismo. Enquanto os diretores de jornalismo do Grupo Bandeirantes falam como se quisessem, através do tele ou do radiojornalismo, fazer a "Revolução Francesa" no Brasil, com pretenso heroísmo e com pose de "combatentes da notícia", postura que, independente de ser ou não verdadeira, soa por demais presunçosa, William Bonner não promete mudar o mundo. Ele não é estrela, é bem humorado, ele é simples. Não faz pose de combatente, não posa de "revolucionário", nem faz falsos esquerdismos.

Por isso mesmo, ainda que dentro dos limites e até dos erros cometidos pelo jornalismo da Rede Globo, William Bonner se destaca por suas virtudes pessoais e pelo seu talento inegável de apresentador e jornalista.

Neste caso, devemos dar troféu a quem merece. E isso não nos impede de contestar o perfil das Organizações Globo no conjunto de sua obra. Apenas se faz justiça a um profissional por suas qualidades pessoais.

INTELECTUAL DÁ RECADO INDIRETO AO PAULO CÉSAR ARAÚJO


Todo mundo sabe que o principal marketing do livro Eu Não Sou Cachorro, Não, de Paulo César Araújo, está no fato dos principais ídolos bregas, incluindo Waldick Soriano e Odair José, terem suas músicas sido censuradas durante a ditadura militar.

PC Araújo trata esse fato como se fosse a "maior virtude" dos cantores bregas em detrimento da MPB autêntica, que o autor tentou passar uma imagem falsa de "chapa branca dos militares".

O livro, aliás, tenta, numa linguagem típica de teorias conspiratórias fajutas, insistir na tese duvidosa de que Waldick Soriano é um "cantor de protesto". Até comparações com "Opinião" do sambista Zé Kéti foram feitas para tentar promover a "nova imagem" do mais antiquado dos ídolos bregas. E tentou dizer, em tom de pergunta, que "Eu não sou cachorro, não" poderia ser endereçada ao patrão, ao policial e outras autoridades. Tudo isso em argumentações cuja veracidade é bastante discutível.

Pois, quatro anos antes do livro de PC Araújo ser lançado, um livro com vários textos, Trabalho, Cultura e Cidadania: Um Balanço da História Social Brasileira, organizado por Ângela Maria Carneiro Araújo (não, não é parente do PC dos bregas), conta com um texto do professor da Escola de Comunicação e Artes da USP, Marco Antônio Guerra.

Eu peguei esse livro para tirar cópia em xerox de um texto do Antônio Augusto Arantes, ex-diretor do IPHAN, mas li o texto de Marco Antônio e resolvi tirar cópia dele, também.

Marco Antônio fala, entre outras coisas, das distorções em torno da memória histórica oficial e da apropriação da ditadura militar de parte de projetos educacionais progressistas (esvaziando, no entanto, sua essência), como o uso de algumas idéias de Paulo Freire do radiofônico Projeto Minerva (eu pude ouvir esse programa algumas vezes, quando criança).

Mas a cutucada que interessa aqui se dirige ao Paulo César Araújo - hoje tido como "herói" entre a intelectualidade, sobretudo devido a uma biografia de Roberto Carlos cuja comercialização foi proibida - , que explicitamente escreveu o primeiro livro, sobre música brega, sob o ponto de vista de fã (ele chega a admitir isso em suas entrevistas). Este recado põe em xeque quem, como Paulo César Araújo, acredita que a censura enobrece sempre a reputação de suas vítimas. Neste caso, recomenda-se procurar o livro de Beatriz Kushnir, Cães de Guarda, que faz uma análise objetiva da censura ditatorial, rompendo com a idéia maniqueísta que oficialmente se faz entre censores e censurados.

Aqui está o parágrafo de Marco Antônio Guerra que questiona a mitificação em torno dos censurados da ditadura:

A questão fica mais complexa e assume uma relação maniqueísta nos anos 70, quando era comum a censura ser um recibo de qualidade: se o artista fosse censurado significava que ele havia produzido algo muito bom; a censura passava um recibo de inteligência, de bom nível, de algo muito bem estruturado e muito bem feito. O tempo provou que não: quando se tem o resgate dessas coisas, o que era necessário ser feito em função da memória nacional, tudo aquilo que estava na censura tinha de sair da gaveta; tinha de ser montado no palco, ouvido em discos, lido nos livros etc, mesmo que tivesse envelhecido, porque foi um ajuste de contas com algo que nos foi tirado. Mas muitas coisas eram ruins mesmo, ficou claro que eram ruins, que não eram boas nem no ponto de vista estético, nem do da produção cultural, nem de coisa nenhuma. Mas haviam criado uma aura e mitificaram o produtor como algo de qualidade ou como algo engajado, exatamente porque nos anos 70 havia apenas dois campos: dos mocinhos e dos bandidos. Os bandidos nós sabemos quem eram, mas os mocinhos..., fica uma grande dúvida sobre isso. (grifo meu)

VIRA-CASACAS


Quem te viu, quem te vê. A chamada "nação roqueira", vendo que seu "querido e eterno" roquenrol não se segurou no mercado e que seus instintos neo-udenistas ferveram quando a Rádio Cidade FM, do Rio de Janeiro, deu lugar à OI FM, fez o que era inesperado há alguns anos: ADERIU AO "FUNK CARIOCA"!!

O meu amigo Marcelo Delfino, no fórum da comunidade Dial Rio de Janeiro no Orkut, pôde ver a atitude do radialista Paulo Becker que, hoje, defende o "funk" e pede para os roqueiros respeitarem este ritmo. Já informamos que o marombeiro Rhoodes Dantas - aquele que se gabava em não curtir rock - havia também virado funqueiro através da Beat 98, a rádio onde hoje ele trabalha.

É inacreditável que, tempos atrás, se via muito nas páginas de recados da suposta "rádio rock" carioca - operada por clubbers enrustidos e defendida por ouvintes e produtores que mais pareciam fãs histéricos e fanáticos do Cabo Anselmo - o pessoal "roqueiro" falando "morte aos funkeiros", "abaixo o 'funk'", "odeio funk".

Hoje o pessoal virou completamente a casaca, feito políticos do DEM se mudando para o PMDB.

MICHELLE TRACHTENBERG ESTÁ NOIVA


Buáááááááááááá!!!!...

JOHNNY MARR ADMITE QUE SMITHS PODEM VOLTAR


Em entrevista recente, o ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr, que havial liderado anos atrás a banda The Healers e hoje está na The Cribs, além de ter trabalhado como músico participante de vários intérpretes e ter integrado, com Bernard Sumner (Joy Division, New Order e hoje Bad Lieutennants), a dupla Electronic, admitiu que troca e-mails com o ex-vocalista Morrissey (hoje em carreira solo).

Marr afirmou que não existem mais brigas entre os ex-integrantes, mesmo depois daquele vergonhoso processo movido por Mike Joyce, ex-baterista, com o apoio do ex-baixista Andy Rourke e do ex-guitarrista Craig Gannon (que só gravou alguns compactos com os Smiths), contra Morrissey e Marr, que tiveram que indenizar os demais pelos royalties de participação do grupo. Isso foi em 1996 e deu sequência a uma fase de depressão e problemas pessoais de Morrissey, felizmente superados.

Apesar da hipótese da volta dos Smiths ser possível, o acordo de Morrissey e Marr ainda não está acertado. Mas dá uma esperança para, no futuro, haver a volta de uma das mais prestigiadas bandas inglesas dos últimos tempos - e, de minha parte, minha banda favorita - , até agora não devidamente conhecida por aqueles que eram crianças nos anos 80.

PIADA SOBRE BRASILEIRO - I


PIADA DE PORTUGUÊS SOBRE BRASILEIRO CONTADA POR UM BRASILEIRO.

A professora de uma escola pública do Brasil diz logo aos alunos:

- Eu quero que vocês compareçam às aulas com todo o material para as aulas.

- Certo, 'fessora! - dizem os alunos, entusiasmados.

No dia seguinte, todos os alunos chegaram à escola, no horário exigido, pontualmente. Só que cada aluno usava o uniforme da Seleção Brasileira de Futebol e tinha uma bola. A professora se espantou.

- Ué, cadê o uniforme e o material de aula? Eu não disse que vocês deveriam chegar com o material exigido?

- Pois é, 'fessora. - disse um aluno. - Mas eu vi no Esporte Espetacular que futebol serve para educar crianças carentes! Entendi que futebol substitui educação, 'fessora!

Zezé Di Camargo confunde nome de ministra


Definitivamente, quando Zezé di Camargo fala alguma besteira e alguém relata isso - pode ser eu, ou pode ser, por exemplo, Arnaldo Jabor - , esse relato está longe de vir de algum invejoso ou preconceituoso. Inveja, eu, de cantar feito gralha umas caricaturas de country e mariachi a pretexto de fazer "moda de viola"? Quem diz que eu sou invejoso é que sente inveja do meu senso crítico.

Pois Zezé di Camargo, numa entrevista, chamou a ministra e presidenciável Dilma Rousseff de Dilma Rosseti, mais de uma vez. Ele ainda não se lembrou do sobrenome facilimo da ex-ministra e ex-petista Marina Silva. Fora isso, ele defendeu o governo do presidente Lula - claro, o breganejo é o fisiologismo musical brasileiro - , mas o irmão Luciano logo entregou dizendo que Zezé é sempre governo, se o presidente fosse Fernando Henrique Cardoso o pai de Wanessa defenderia do mesmo jeito. A dupla, aliás, participou da farra breganeja para comemorar a vitória de Fernando Collor há vinte anos atrás.

Tudo isso que escrevi foi baseado numa nota no site Terra Diversão.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

KRUPA: A BELA E A FERA


Joana Krupa, bela modelo nascida na Polônia e radicada nos EUA.


Gene Krupa, inesquecível baterista da era de ouro do jazz dos EUA.