domingo, 16 de agosto de 2009

SISTEMA DE "POOL" NOS ÔNIBUS: OS EMPRESÁRIOS EM PRIMEIRO PLANO


Um internauta aparece num fórum de uma página sobre ônibus e lança um plano sobre linhas de ônibus. Aparentemente, ele se denomina um "busólogo" e só quer contribuir para um transporte coletivo mais eficiente.

Investindo em argumentos "técnicos", que soam pedantes, ele logo mostra-se defensor extremado do "sistema de pool", uma vez que as linhas propostas sempre se destinam à operação de mais de uma empresa. Mas a argumentação falha em vários pontos, como no caso de que o "pool" "permite" ao passageiro "escolher a empresa de ônibus para pegar", o que é uma farsa. Ninguém escolhe o ônibus que vai pegar, pega o que vem primeiro.

Depois, descobre-se que o rapaz é parente de um empresário de ônibus, que vê no "pool" uma forma de sua empresa investir menos e faturar mais, porque apesar da participação em 50% ou até 33% numa linha de ônibus, a linha é registrada como sendo da "empresa". Com isso, "incha" o patrimônio de linhas operadas, total ou parcialmente, pela empresa, mas para pedir dinheiro dos bancos federais, pouco importa a quota de participação, vale apenas a quantidade de linhas.

Daí que o sistema de "pool" só serve para empresários e políticos. A realidade prova que o sistema pouco é eficaz para os passageiros, e apresenta muito mais desvantagens do que vantagens.

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