quarta-feira, 19 de agosto de 2009

SHOWRNALISMO COLOQUIAL



Showrnalismo, do contrário que os "líderes de opinião" acreditam, não é somente mostrar escândalos, cadáveres e grosserias.

Showrnalismo é também subordinar a informação ao coloquialismo excessivo e viciado.

Vejam as notícias colhidas de dois órgãos de imprensa, que cometem o equívoco de investir na gíria "balada", sobre os treinos da Seleção Brasileira de Futebol.

Manchete do jornal EXTRA, de 18 de agosto de 2009:

"CBF VAI BARRAR CONVOCAÇÃO DE BALADEIROS PARA A SELEÇÃO".

Notícia da página de esportes do jornal O FLUMINENSE, do mesmo dia 18.03.2009:

"BALADEIROS NÃO TERÃO VEZ"

Pior disso tudo é que a expressão coloquial "baladeiros" - derivativo da citada gíria "balada", invenção da mídia grande - foi usada por ambos os jornais sem aspas, forçando a barra no coloquialismo burro e viciado. As notas deveriam ser escritas da seguinte forma, segundo as normas (esquecidas) do (outrora) bom jornalismo, substituindo "baladeiros" por "farristas":

"CBF VAI BARRAR CONVOCAÇÃO DE FARRISTAS PARA A SELEÇÃO"

"FARRISTAS NÃO TERÃO VEZ".

Deve-se levar em conta que "farrista" é uma expressão coloquial, mas não é gíria, podendo ser usada sem qualquer problema pela imprensa. Lembremos que, antes da finalidade de vender mais jornal, a imprensa escrita deveria antes manter o bom senso, o bom idioma e não investir num coloquialismo à toa, sobretudo com gírias que não têm a menor serventia social, não surgiram nas ruas, não fazem parte do povo nem de qualquer "tribo" juvenil, mas tão somente é uma invenção de executivos da mídia e do entretenimento. Pois "balada" é uma gíria criada por esses executivos.

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