domingo, 16 de agosto de 2009

REPORTAGEM DA TV BAND COMETE ERRO DE USAR GÍRIA


Depois o pessoal fica ofendido quando falo que a Bandeirantes aderiu ao showrnalismo.

Na reportagem sobre o dia do solteiro, no Jornal da Band (TV Bandeirantes), a repórter, ao citar o caso de um homem que é solteiro convicto, cometeu o equívoco de referi-lo como "fã da balada". A obsessão por uma gíria como "balada" estraga de forma decisiva o jornalismo considerado sério, que não precisa ter um vocabulário erudito, mas também não pode abusar de forma alguma no coloquialismo.

O ideal é toda reportagem evitar a gíria "balada". Não há mal algum dizer que o cara, em vez de ser "fã da balada" (que soa cretino), é "frequentador de boates", "gosta de festas noturnas", ou simplesmente "gosta de ir às boates com os amigos".

Mas ir para a palavra "balada", no lugar de boate, de festa, de agitos noturnos, de danceteria, de bares e por aí vai, é investir no empobrecimento do vocabulário, e isso se torna tão idiota, tão ridículo, que a gíria "balada" só faz comprovar seu caráter artificial, de uma gíria que não quer ser gíria, totalmente pretensiosa, arrogante, uma gíria de proveta, criada artificialmente pela mídia, sem qualquer serventia nem motivação social.

A gíria "balada" já deveria estar em desuso há um tempo. Mas a mídia gorda e gordinha insiste em prolongar artificialmente a vida dela. Vai ver que a gíria "balada" tem donos poderosos por trás.

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