sexta-feira, 21 de agosto de 2009

FAÇA O QUE A RÁDIO METRÓPOLE DIZ, NÃO FAÇA O QUE ELA FAZ


Um caso constrangedor na mídia baiana deve ser relembrado.

Anos atrás, a Rádio Metrópole FM de Salvador (BA), de longe a rádio mais 171 do país, fez uma daquelas campanhas tendenciosas para enganar os ouvintes sobre o pretenso "alto nível de cidadania" da emissora.

Só que a campanha, neste caso, é contra a poluição sonora que incomoda os cidadãos de bem na Bahia.

Todavia, a campanha segue a linha do famoso ditado "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".

Pois a Rádio Metrópole FM é uma das campeãs de poluição sonora no país, sobretudo nas transmissões esportivas, mesmo em altas horas da noite. Se começar um BA-VI (ou seja, um jogo entre os dois principais clubes de Salvador, Bahia e Vitória) às 21h 45 min e o infeliz soteropolitano tiver o azar de morar junto de um botequim bastante movimentado, terá que ouvir não somente a transmissão esportiva da referida "rádio AM em FM" baiana, que dura umas duas horas, como terá que aturar no mínimo 45 minutos de lero-lero após o fim do jogo.

No entanto, a mídia gorda e gordinha de Salvador só entende como "poluição sonora" apenas os batuques musicais, as conversas ruidosas do povo bebum e os cultos evangélicos que, em alto volume, irritam a vizinhança que quer descansar ou simplesmente viver em sossego, mesmo durante o dia.

Mas transmissão esportiva, apesar das narrações velozes e gritadas dos locutores soem como marimbondos voando em nossos ouvidos, não é considerada pela grande mídia como poluição sonora, apesar das nítidas caraterísticas infratoras. Com base no ditado "pimenta nos olhos dos outros é refresco", para a mídia "poluição sonora de rádio (sobretudo FM) nos ouvidos dos outros, é 'cidadania'".

Não é preciso dizer que interesses corporativistas da mídia levam a imprensa baiana a adotar essa lamentável atitude.

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