segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PTB E SUA ANÁLISE TORTA SOBRE RURALISTAS E AGRONEGÓCIO


O Partido Trabalhista Brasileiro, surgido em 1945, extinto em 1964 e ressucitado formalmente em 1979, não é sequer a sombra do que foi um dia. Isso se deve desde que ressurgiu das cinzas dos atos institucionais desfeitos, no final dos anos 70. Isso se deve a uma armação, há trinta anos, feita por Golbery do Couto e Silva com a filha de Getúlio Vargas, Ivete Vargas, que fez descaraterizar o projeto ideológico do partido e impedir que Leonel Brizola, então de volta ao país com a anistia, tornasse presidente do PTB. Traído, Brizola decidiu fundar o PDT, o qual presidiu até morrer, em 2004.

Pois o descaraterizado PTB, que hoje abriga Fernando Collor de Mello e Roberto Jefferson - nomes que soariam estranhos ao PTB há 45 anos atrás (naquela época, aliás, os pais de Collor estavam no IPES e na mobilização anti-Jango) - , lançou numa propaganda sua uma delirante diferença entre os chamados ruralistas (grandes proprietários de terras tradicionais) e os empresários de agronegócio, como se somente estes estivessem ligados a interesses capitalistas.

Todos nós sabemos que tanto ruralistas (ou latifundiários, no jargão da esquerda) e empresários do agronegócio têm o mesmo interesse capitalista. Todos são igualmente conservadores no plano ideológico, no sentido da concentração do poder político e econômico e nas alianças com as grandes elites urbanas do capital. A diferença é que os empresários de agronegócio são mais próximos da modernidade urbana e na tecnologia. É como se a gente confrontasse, no plano musical, o agronegócio do Vítor & Léo com o latifúndio do Chitãozinho & Xororó.

Apesar disso, latifundiários e empresários do agronegócio se afinam muito em interesses e finalidades.

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