sexta-feira, 7 de agosto de 2009

NÃO CONFIO NA APAFUNK


Diretoria da APAFUNK, durante sua posse. MC Leonardo é o terceiro, partindo da esquerda da foto.

TEXTO ESCRITO POR MIM NA COMUNIDADE DIAL DO RIO DE JANEIRO DO ORKUT.

Para mim a APAFUNK (Associação de Amigos e Profissionais do Funk) é uma fachada política-organizacional para os empresários do "funk" criarem um outro canal do poder.

É assustador que o "funk carioca" queira ser, em status de poder, a "axé-music" fluminense. A axé-music, na Bahia, criada e beneficiada sob o poder político de Antônio Carlos Magalhães, enriqueceu seus empresários, tornando-se um mercado milionário e imperialista, que já invadiu até áreas antes hostis ao lero-lero axezeiro, como o Sul e Sudeste.

Isso chega a ser tão cruel que, na Bahia, a axé-music impede outros estilos e manifestações culturais de ter espaço, obrigando quem faz rock, folclore e MPB autêntica em Salvador a buscar espaço em outros Estados. Em compensação, a axé-music (e seus sub-produtos, o pagodão e o arrocha) que reprime a verdadeira diversidade cultural baiana entra em Niterói, Belo Horizonte e Florianópolis sem pedir licença, fazendo micaretas investindo em um poderoso esquema de marketing.

Ou seja, a axé-music é um ritmo prepotente que quer dominar tudo. Os ídolos da axé-music se acham os donos do Brasil. Ou eles conseguem cooptar a diversidade cultural para o jugo deles, ou então sufocam essa diversidade, pelo menos na Bahia. Não é à toa que os defensores e adeptos da axé-music são mais fanáticos, arrogantes e reacionários do que qualquer nazi-punk.

O "funk" tenta aliciar a direita, através da Rede Globo. Mas também quer seduzir a esquerda, através da APAFUNK e do MC Leonardo. Não confio na APAFUNK. Para mim, eles querem é obrigar todo favelado a ser funkeiro, e o trabalho da APAFUNK é muito frouxo, diante de outras ONG's que ensinam música e cultura de verdade para crianças pobres.

A APAFUNK é apenas uma fachada "esquerdista" que faltava ao império funkeiro. A concorrência acirrada não dá espaço para todo mundo, aí quem não come o caviar funkeiro da Rede Globo, Bandeirantes e afins, posa de "discriminado". Até o Mr. Catra, que, mesmo assim, recebe tratamento VIP da Quem Acontece e do portal EGO, ambos das Organizações Globo.

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