quarta-feira, 19 de agosto de 2009

MULHER GIGANTE ESTÁ INDO LONGE DEMAIS


A megalomania da Mulher Gigante (daí a alcunha dada aqui a ela) não tem limites.

Ela se apropria de qualquer tendência musical, como se fosse "dona" da música brasileira. Aliás é o maior cacoete da axé-music, o de bancar o "dono" da música brasileira, barrando o mercado para outros movimentos musicais em Salvador, mas entrando em outros mercados (como Florianópolis e Belo Horizonte) sem pedir licença.

Ela é algo que uma versão piorada de Caetano Veloso, neste sentido. Caetano, pelo menos, tem inteligência e conhecimento cultural, em que pese uma eventual queda pelo brega-popularesco. Mas a cantora baiana, no entanto, não esconde seu pedantismo, forçando a barra duetando com banda de Rock Brasil, gravando Clube da Esquina ou aparecendo ao lado de tenor italiano. Ela quer se apropriar, gratuitamente, de qualquer coisa, que é bom até o João Gordo tomar cuidado, porque a Mulher Gigante, ou então sua clone Garota Gigantinha, podem aparecer para gravar música dos Ratos do Porão num tributo oportunista e falso.

Vemos na primeira foto a Mulher Gigante fazendo cara de que se lambuzou demais de doce, neste caso o doce do espetáculo, da fama incessante, como se fosse uma ex-BBB prestes a dominar o mundo. Na segunda foto, ela, na sua gravidez, poderia muito bem se guardar em casa, dar um tempo à superexposição e esperar, sossegada no seu descanso, o nascimento e os primeiros quatro meses de vida do filho (é o que determina a lei, quanto à licença-maternidade). Mas, pela obsessão da visibilidade, a Mulher Gigante fez até uma aparição exibicionista ao lado de um sambista carioca, num evento promovido por uma emissora de TV paga.

Não vou aqui dizer as gafes da cantora, que é tida como "Rainha da MPB" enquanto esse título seria muito mais digno se dado à Marisa Monte e Maria Rita Mariano. Mas é fato que a cantora baiana, além de ser, em talento, superada de longe por Marisa e Maria Rita, é também ultrapassada por cantoras brilhantes como Roberta Sá (que nunca foi "cria" do reality show Fama, da Rede Globo, até porque já tinha uma carreira antes do programa), Ana Cañas, Tiê e outras que não fazem ecletismo gratuito e nem integram o brega-popularesco.

Sei que os reacionários não gostam desse meu comentário, e que fariam tudo para defender sua "rainha". Mas é bom segurarem a irritação e evitarem ler este meu blog. Se gostam tanto da Mulher Gigante e da Garota Gigantinha, fiquem ouvindo os discos delas, vão aos shows delas, colecionem suas fotos. Se preocuparem com quem não gosta delas é perda de tempo. Assim como é inútil esperar que essas duas cantoras de axé-music tenham algum lugar nobre na Música Popular Brasileira.

A MPB autêntica não vai perder tempo com mediocridades deste tipo.

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