domingo, 30 de agosto de 2009

MENOS, MENOS


Só pode ser jabaculê.

Segundo dados sobre audiência do rádio carioca divulgados não-oficialmente por gente ligada a sites e comunidades virtuais sobre rádio, a "Rádio Tupi AM" FM, ou melhor, a Infra Rádio Tupi, que é aquela clone de rádio AM nos 96,5 mhz cariocas, em NONO LUGAR de audiência? Fala sério!!

Até agora, eu NÃO vi, em todo o Grande Rio que pude circular, uma viva alma que sintonizasse a rádio pelas ruas. E, em casa, acho que os ouvintes também não são essa multidão toda, não.

É muito estranho haver um sucesso assim de uma hora para outra, e mesmo a longo prazo também não deve ser tanto assim. É o mesmo papo que a Rádio Metrópole, de Salvador, teve em 2000. Um falso sucesso, um "sucesso" fabricado pelo jabaculê, e lá em Salvador existem os chamados "ouvintes de aluguel". Vai o produtor de uma rádio FM contatar um sindicato de taxistas, de porteiros de prédios, de profissionais de restaurantes e bares e até de donos de postos de gasolina, dão suborno e praticamente compram 20% de cada grupo de profissionais contatados para sintonizar as emissoras em horários estratégicos (transmissões esportivas, por exemplo).

Além disso, a reação negativa à Aemização das FMs, cada vez mais crescente, impede que esse sucesso ocorra de forma legítima e espontânea. O tempo de ouro da Aemização das FMs já passou. Foi lá entre 1986 e 1992. Se fosse nessa época, talvez uma "Rádio Tupi AM" FM, uma "Rádio Gaúcha AM" FM, uma CBN FM ou uma Band News FM fizessem realmente sucesso, com todo o jabaculê que tivesse por trás de cada Ibope. Mas pelo menos havia gente sintonizando tais rádios por conta própria. Mas hoje em dia, se não fosse a choradeira da TV Bandeirantes e dos jornais que falam da Band News, essa rádio só seria ouvida pelas paredes de seus estúdios.

O que eu vejo nas ruas é que a sintonia original da Rádio Tupi, a AM, é mais ouvida - a qualidade do som não deixa mentir - , e que, se o rádio FM hoje ameaça a sobrevida das AMs, a televisão faz o mesmo com as FMs. O que eu vejo é o uso cada vez maior de aparelhos de televisão em bares, restaurantes, consultórios, e até em portarias de prédios. Pelo menos no Rio de Janeiro, isso se torna a cada dia mais crescente. Mas, em cidades como São Luís, Goiânia e Salvador, por exemplo, as "rádios AM em FM" tem que se preparar para a concorrência agressiva das emissoras de TV.

Afinal, do contrário que certos "líderes de opinião" tolamente dizem - que rádio FM é melhor que TV porque não faz edição de imagem (?!) - , a televisão tem mais vantagens que o rádio FM, justamente por causa da imagem. Além disso, os "fanáticos modulados" não têm essa capacidade imaginativa forte para justificar a pretensa supremacia das "rádios AM em FM".

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