domingo, 23 de agosto de 2009

JOSÉ FLÁVIO JR. ELOGIA DESCARADAMENTE O "FUNK"


Meu irmão Marcelo, do blog Planeta Laranja, ouviu na rádio OI FM uma coluna com o crítico musical José Flávio Jr., que também trabalha na revista Bravo!, da Editora Abril.

Não é preciso dizer que meu irmão ficou pasmo com os comentários do crítico sobre o "funk carioca", lançando aquelas "pérolas" que os retóricos defensores do ritmo brega-popularesco tanto usam para convencer e enganar as pessoas.

José Flávio Jr. classifica o "funk" como "injustiçado", apesar de TODO O ESPAÇO da mídia gorda, da mídia gordinha e até da mídia popozuda, dado ao gênero. Ele tenta nos fazer crer que o ritmo "evolui" a cada época, é de "excelente qualidade" e só "algumas pessoas" não compreendem o ritmo.

Puro marketing da rejeição, como se o "funk" não estivesse, há tempos, no establishment do establishment da mídia mais popularesca.

Outras "pérolas" mais desastrosas de José Flávio Jr. são duas. A primeira certamente faria o historiador do folclore musical brasileiro, José Ramos Tinhorão, passar mal, que é dizer que o "funk é genuinamente brasileiro". Não, caro Zé Flávio, o "funk" NÃO É o mangue beat carioca, e os funkeiros mal se interessam a ler um Paulo Coelho, imagine ler um Oswald de Andrade, autor da idéia de "antropofagia" que os mangueboys seguem num exemplo mais atual!! Em outras palavras, o "funk" não é um ritmo estrangeiro adaptado à cultura nacional, mas um mero modismo apenas maquiado com falso brasileirismo. E aí entra outra "pérola" do Zé Flávio.

Ele disse que o "tamborzão", que é o recurso da bateria eletrônica imitando um som de umbanda - deve ser algum pagamento de dívida do DJ Marlboro a um "despacho" - , que Zé Flávio tenta atribuir à cultura dos atabaques africanos. Não, não foi uma influência natural dos atabaques africanos, mas uma imitação dos batuques de umbanda ouvidos na esquina de qualquer casa suburbana. Algo só para turista ver, nada que "enriqueça" o "funk carioca", ritmo que já nasceu corrompido por preferir seguir o miami bass, ritmo "171" da Flórida (EUA), do que as boas lições de Afrika Bambataa, o criativo mestre do funk autêntico eletrônico.

Certamente Zé Flávio armou essa conversa toda pensando na próxima votação, na Assembléia Legislativa carioca, do projeto que acaba com qualquer restrição aos "bailes funk" no Estado, que conta até com o apoio de MC Leonardo e outras raposas do momento, incluindo políticos do DECEPSOL.

Ou seja, vai ser barulho na madrugada toda, se a proposta defendida pelos funkeiros vencer (o fim das restrições). E eu e meu irmão já fomos vítimas dessa poluição sonora, quando um "baile funk" ocorreu perto de nossa casa e atrapalhou o nosso sono.

Um comentário:

Edilson Trekking disse...

Além de descarado!... oportunista esse sr. Zé Flávio!
As pessoas sensatas já não dormem mais com esse "barulho".Esse pessoal do "funk", breganejo e outros ritmos popularescos não respeitam o trabalhador,aliás não respeitam a familia.Nessa madrugada muita gente não conseguiu dormir aqui no bairro devido ao barulho do "funk".O engraçado disso tudo é que o breganejo, e o sambrega, se dão muito bem com o "funk" . Atendi uma senhora humilde que me disse que não compra nas casas bahia devido o som muito alto naquela loja.E esses oportunistas ainda ficam apoiando esses ritmos toscos, barulhentos e depravados prá se promover.