segunda-feira, 24 de agosto de 2009

GETÚLIO VARGAS


Há 55 anos, faleceu de suicídio o então presidente da República Getúlio Vargas, um dos políticos mais controversos do Brasil.

O suicídio foi, na época, uma surpresa diante da oposição que, revoltada com a morte do major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz, pedia para Getúlio se licenciar por tempo indeterminado do cargo presidencial. Rubens Vaz foi vítima de um atentado, na primeira semana de agosto, cuja vítima era na verdade o jornalista Carlos Lacerda, que saiu apenas ferido na ocasião. Lacerda era opositor ferrenho de Vargas e escreveu artigos violentos contra o presidente.

O atentado ocorreu na Rua Toneleros, em Copacabana, no Rio de Janeiro (então Distrito Federal) e, mais tarde, o túnel que hoje liga a Toneleros com a Rua Pompeu Loureiro (que liga Copacabana à Lagoa), ganhou o nome do major morto. Alguns suspeitos foram presos, além do mandante, o segurança de Vargas, Gregório Fortunato (brilhantemente interpretado pelo soulman brasileiro Tony Tornado, na minissérie Agosto da Rede Globo).

A crise política que deu na morte de Vargas em 1954 foi o ponto final de um ciclo político de altos e baixos, que teve sua primeira etapa entre a Revolução de 1930 e o fim do Estado Novo em 1945 e a segunda na campanha queremista que resultou na vitória democraticamente eleitoral de Vargas, em 1950, terminada com o suicídio.

Os altos de Vargas, no conjunto da obra, foram a criação de leis e instituições que até hoje contribuem de forma positiva para o progresso do país. Os baixos estão as alianças espúrias que Vargas era capaz de fazer para atingir seus objetivos - quando ele era associado ao fascismo, por outro lado se aliou aos EUA para o financiamento da Companhia Siderúrgica Nacional - e o próprio autoritarismo do Estado Novo, que prejudicou seriamente o prestígio de Vargas para a posteridade, apesar dele ter sido muito popular em seu tempo.

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