sexta-feira, 7 de agosto de 2009

FILME INCOMODA POR MOSTRAR FUNKEIROS


Não dá para esconder que o "funk carioca" é um lixo. Mesmo quando o ritmo tenta se passar por "movimento cultural", tentanto aliciar a direita e a esquerda para seu domínio, tentando vender a falsa imagem de "vanguarda", mesmo estando na retaguarda do establishment midiático.

Um documentário foi exibido em Nova Iorque, no festival Cine Fest Petrobras Brasil-NY, ontem. Foi Favela on blast (algo como "Favela em explosão"), de Leandro HBL e Wesley Pentz, e mostra as MCs fazendo danças obscenas e pronunciando letras escrachadas.

Pelo menos um casal manifestou estar chocado com o filme, apesar de ter gostado da produção. Trata-se da russa Anna Klimanova (22) e do namorado dela, o brasileiro André Pimentel (35), que pelo jeito não são fãs do "prestigiado" ritmo carioca.

“Para mim é chocante", disse Anna em relação ao caráter obsceno das MCs do "funk". “Não posso julgá-las, elas cresceram dessa forma. Mas não acho que seja legal. Não sei se há chance de isso mudar, mas espero que sim. Que as pessoas possam crescer com outros valores familiares”, acrescenta.

O namorado de Anna também concorda com o comentário dela. “[Ver o filme] me faz querer que o Brasil fosse um pouco igual aos Estados Unidos, culturalmente evoluído. Minha sensação é o desejo de que as coisas fossem melhores, que as pessoas tivessem um outro tipo de influência cultural”, declara Pimentel.

A reportagem surpreende por não fazer uma propaganda do "funk carioca", aqui creditado como um fenômeno grotesco, em outras palavras. Mas isso é uma exceção à regra das Organizações Globo, que preferiria vender o "funk" como uma "coisa linda", mesmo exibindo todo o grotesco possível, tentando de todas as formas trabalhar a idéia de que todo esse grotesco é "a nova poesia, a nova beleza, que recuperará, num contexto mais 'pop', o antigo borogodó carioca perdido há mais de 50 anos". Sim, esse discurso estúpido existe. E há quem tente comparar as MC's de hoje, tal qual fizeram com a Carla Perez, à saudosa atriz Leila Diniz. Grande erro. Leila nunca foi grotesca, mesmo quando era enérgica e falavra palavrão era bem feminina e até doce.

2 comentários:

Anônimo disse...

Tenho que invadir aqui pra comentar o seguinte: Olha a fala deste cidadão: "[Ver o filme] me faz querer que o Brasil fosse um pouco igual aos Estados Unidos, culturalmente evoluído"


Credo!!!! Mas quem disse que os EUA são mais culturalmente desenvolvidos, pelo amor de deus!!!! Britney Spears, Beyoncé, Jonas Brothers são uma cultura mais desenvolvida???

Faça-me o favor. Mostrar a realidade cultural brasileira que não é uma beleza, confesso, para o mundo, com a justificativa de que gostaria que ela fosse tão evoluída como a dos EUA. Por favor!!!

Cada um no seu quadrado, como já diz o funk brasileiro, não façamos comparações ridículas!

Edilson Trekking disse...

O "cada um no seu quadrado" que o anônimo citou da pérola do "funk" seria o mesmo que :Cada um na sua cela na cadeia?