segunda-feira, 17 de agosto de 2009

CAROS AMIGOS - Agosto de 2009


Folheei a Caros Amigos e não vi carta alguma elogiando a reportagem sobre o "funk carioca", tido como "perseguido" e "discriminado pela mídia" (apesar do portal Ego, das Organizações Globo, ser todo amores com Mr. Catra e o portal G1, também da mesma corporação, fazer reportagens positivas sobre MC Leonardo - isso derruba a tese de que os funkeiros "excluídos" são tratados pela mídia gorda tal qual Edir pelas Organizações Globo).

Será que a minha publicação de um artigo de José Arbex Jr., um dos membros da cúpula editorial da casa, repercutiu tanto assim na redação do jornal? Não sei. Acho até que outros blogueiros que não fazem parte do banquete dos "líderes de opinião" - que, sabemos, incluem também antigos jornalistas de esquerda que, assim como os baianos, são capazes de apoiar políticos ou ex-políticos corruptos em nome da "visibilidade" (ou seja, o "cartaz na grande mídia") - tenham dado um "pito" na Caros Amigos, lembrando o que Arbex Jr. escreveu há oito anos.

MPB AUTÊNTICA É DEFENDIDA PELAS CAROS AMIGOS

Mas a Caros Amigos, pela primeira vez, publica um texto sobre a MPB autêntica, nesses tempos de golpismo brega-popularesco.

A reportagem cita as novas cantoras brasileiras, num texto bem bacana. E, o que é melhor, nada de citar as duas mega-musas da axé-music, que aqui chamo de Mulher Gigante (IS) e Garota Gigantinha (CL) para dificultar um pouco aos fãs delas na pesquisa de textos relacionados no Google. E também nada de citar as MC's do "funk", felizmente, até porque comparar Roberta Sá com Tati Quebra-Barraco não dá para admitir, tal o perfil grotesco da funkeira, que nenhuma apologia "militante" ou "sem preconceitos" consegue promovê-la ao grande time da MPB (desculpe, Fernanda Abreu, Hermano Vianna e simpatizantes, mas "funk" NÃO É MPB).

JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI

Tive um episódio com José Sérgio Gabrielli, muito breve. Foi em 1998. Eu, que era muito tímido, mas leitor dos Cadernos CEAS, tentei bolar um texto para colaboração no periódico, e fui à busca de material para fontes bibliográficas. Estava terminando o curso de Comunicação na UFBA e queria lançar um ensaio intelectual.

Entrei em contato com Gabrielli, então professor na Faculdade de Economia, e ele me deu cópias de textos seus para eu ler. Foi um contato rápido, meio atrapalhado por minha timidez, mas peguei os textos. Até hoje eles estão comigo.

Tentei escrever o ensaio e até ficou pronto e enviado para o CEAS (Centro de Estudos e Ação Social), mas eles não aprovaram o texto porque era um ensaio imaturo, sem alguma proposta para o problema apresentado, que era a Tecnocracia.

Nessa época, vários transtornos pessoais e várias circunstâncias me fizeram deixar o ensaio de lado, que está comigo até hoje mas nunca foi publicado. Mas valeu o brevíssimo contato com o hoje presidente da Petrobras, para a qual tentei ingressar num concurso público em 2008, mas não consegui ser aprovado.

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