quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ADEUS, JOHN HUGHES


Morreu de ataque cardíaco, aos 59 anos, o diretor e produtor de cinema "John Hughes". Mestre em dirigir filmes juvenis, foi o melhor diretor deste tipo de cinema, sobretudo "Curtindo a vida adoidado", a hilária comédia com Matthew Broderick, que os leigos hoje conhecem apenas como o marido da Sarah Jessica Parker, o que é uma injustiça, porque Broderick é um excelente ator (assim como Sarah também é ótima atriz).

Já escrevi sobre esta comédia, que na verdade é uma lição de vida porque representa a valorização da jovialidade, do prazer e do bom humor, coisa que muitas pessoas, presas à racionalidade do mundo do trabalho, da rotina yuppie que, nos anos 80, produziu os futuros sugar daddies como Roberto Justus e Malcolm Montgomery, cuja sisudez não consegue ser amenizada sequer pelas esposas mais jovens. E eles, certamente, não parecem dar ouvidos aos anos 80, que para eles deve significar estresse, estresse e estresse.

Hughes dirigiu ou produziu vários filmes dedicados ao público juvenil. Fez a fama da belíssima ruiva Molly Ringwald - hoje ocupada com teatro - , estrela dos filmes dirigidos ou produzidos pelo cineasta, como "Gatinhas e Gatões" e "A garota de rosa-choque".

Em 2006, na lembrança dos 20 anos de "Curtindo a vida adoidado", se não me engano Hughes cogitava fazer uma segunda parte do filme, com Ferris Bueller (o personagem de Matthew Broderick) mais adulto. Não sei se realmente foi esboçado um projeto sequer neste sentido.

Mas agora John Hughes é mais outro que deixa o mundo órfão de pessoas com realizações marcantes neste planeta. Fará muita falta.

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

Caramba. Lá se foi outro gênio. John Hughes deixou uma obra cinematográfica irretocável, mas teria entrado para a histórica mesmo que tivesse feito apenas o filme sobre Ferris Bueller.

A essa altura, os anjos devem estar homenageando Hughes imitando aquele professor do Ferris: "Bueller... Bueller... Bueller..."