quinta-feira, 16 de julho de 2009

USUÁRIOS PODEM PROCESSAR EMPRESAS DE ÔNIBUS DE SALVADOR PELO VISUAL "BRANQUELO"





Raimundo Varela deveria denunciar a pouca vergonha dos ônibus esbranquiçados de Salvador, Bahia, que só ficam com "alguma cor" durante as chuvas, com a "ajudinha" das lamas das ruas alagadas. Mas cadê o Varela para enfrentar os empresários de ônibus que se reúnem no sindicato "Setépis", leitura risível da complicada sigla SETPS que confunde os analfabetos e até os alfabetizados?

Essa humilhação que são os ônibus brancos - isso com uma passagem convencional que na capital baiana é a mesma de Niterói e Rio de Janeiro, R$ 2,20 - deveria acabar completamente. Os passageiros têm até instrumentos legais para banir a pintura branca, mesmo diante de desculpas dadas por empresários e autoridades: as desculpas variam desde a economia de tintas até um suposto padrão visual dos ônibus soteropolitanos, isso numa cidade famosa por sua cultura multicor.

Os passageiros podem reclamar em massa para o telefone (71) 3371-1580, mas tem que reclamar em massa, chamando o papai, a mamãe, o vovô, a vovó, o filhinho, a filhinha, a empregada, o porteiro, o chofer, os titios e titias, todo mundo, porque se for um e outro reclamar, a burocrática funcionária da Secretaria de Transporte Público, mais robótica que a Rosie, a empregada eletrônica dos Jetsons, só vai anotar a queixa maquinalmente, isso depois de se comportar como "secretária eletrônica" (estou falando do aparelho): "Número de ordem do veículo, horário e dia da ocorrência?". Por isso tem que ser todo mundo, para as autoridades verem que o problema é sério.

Mas se isso não adiantar, o pessoal pode mover o Ministério Público. A atitude de várias empresas de ônibus em pintar (?) os ônibus com um "branquinho básico" é CONTRA o interesse público e por isso um processo contra o "Setépis" e, se for o caso, contra a Prefeitura de Salvador por consentimento a essa irregularidade, é uma solução viável.

Quem não tem dinheiro para pagar um advogado pode arrumar um defensor público, para que ele conduza um processo contra as empresas de ônibus que "pintam" suas frotas de branco e das autoridades que contribuírem para a manutenção dessa irregularidade. Há um posto do Ministério Público da Bahia, no bairro de Nazaré, em Salvador, nas proximidades da Fonte Nova, mas na Rua Joana Angélica.

Outra solução é encaminhar um abaixo-assinado para a Câmara Municipal de Salvador, localizada na Rua Chile, próximo ao Elevador Lacerda na Cidade Alta, para que os parlamentares adotem medidas legais para punir os empresários de ônibus soteropolitanos que investem nestas frotas branquelas.

Democracia não é ficar de braços cruzados enchendo a cara e olhando para o céu feito um bobão. Democracia serve para o pessoal lutar pelos seus direitos, e a própria lei permite as oportunidades e os meios de conquistar estes direitos. Defender por seus direitos é um dever do cidadão consciente.

3 comentários:

Chico Assis disse...

Concordo!!

Nano do Cavaco disse...

Luciano Silva:(&visite o meu blog:buzzkar.blogspot.com)
Concordo em partes ,mas covenhamos que não são todos nem tão pouco a maioria...
Sou de Salvador e cito-lhe como exemplos as empresas BTU,São Cristóvão e Barramar por terem tido atualmente veículos bem concervados.

A. F. disse...

É verdade, Luciano. O problema da São Cristóvão é que ela deveria ter uma pintura. Mas isso terá que ser feito com campanha e com muita mobilização. Quem se habilita?