quinta-feira, 2 de julho de 2009

PRÊMIO DE MÚSICA BRASILEIRA: DECLÍNIO DOS BREGA-POPULARESCOS?



Ontem à noite aconteceu o 22º Prêmio de Música Brasileira, que foi patrocinado pela Sharp e pelo TIM, e hoje correu sem um grande nome como patrocinador.

O evento aponta para um desgaste da chamada Música de Cabresto Brasileira, uma vez que a festa foi toda da MPB autêntica. A Rede Globo noticiou o evento e não citou qualquer ídolo brega-popularesco, dando destaque ao tributo dos cantores da MPB autêntica à cantora Clara Nunes, falecidaem 1983. A revista Caras, por sua vez, deu destaque, entre os artistas que se apresentaram no evento, apenas à MPB autêntica: Maria Bethânia, Zeca Pagodinho, Alessandra Maestrini, Ney Latorraca, Zélia Duncan e João Bosco.

Os brega-popularescos só aparecem nas categorias "Regional - Melhor dupla" e "Popular - Melhor dupla", respectivamente Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo & Luciano, mas isso pelo simples motivo de hoje não haver um grande nome novo na verdadeira música caipira brasileira. Por isso, escolhem-se os bastardos, os bregas-canastrões mais antigos.

Mas o evento marca que a música brega-popularesca começa a cansar e não convencer mais a intelectualidade. Mostra que a MPB verdadeira não vive de meros lotadores de platéias de rodeios, micaretas ou "bailes funk". A MPB verdadeira não vive de marketing, mas de música.

Um comentário:

Lucas Rocha disse...

Se fizessem, no 22º Prêmio de Música Brasileira, uma homenagem a Pena Branca & Xavantinho (última dupla realmente caipira do Brasil), seria uma bênção da hóstia consagrada por Deus na comunhão da missa...