segunda-feira, 13 de julho de 2009

POEMA DE PROTESTO




POLÍCIA QUER IMPOR LIMITES AOS "BAILES FUNK". APOIADO!! MAS O PESSOAL ANDA FAZENDO BARULHO CONTRA ESSAS LIMITAÇÕES. PELO JEITO TODO MUNDO ACHA QUE SER BUNDÃO É O MÁXIMO NA CULTURA POPULAR. QUANTA INGENUIDADE...

AQUI VAI UM POEMA DE PROTESTO, CONTRA ESSA BAIXARIA QUE É O "FUNK". ESSE POEMA NÃO TEM RIMA, PORQUE É FEITO PELA MÉTRICA DO CAOS.

PROIBIDO SER DECENTE NO PAÍS DO "FUNK"

É proibido fazer música,
Você é obrigado agora a fazer "funk"
Você é proibido de amar
Proibido de fazer melodias
Proibido de ser decente
De querer amor
De querer inteligência.

O que é a coerência, afinal?
Quando muitos querem ser incoerentes
Porque pensam que a liberdade
É irresponsávelmente livre.

É proibido fazer samba,
É proibido fazer Bossa Nova,
É proibido tocar violão,
É proibido fazer melodias.
Você só deve fazer o "funk"
Ser um bundão sorridente,
Ser um idiota deslumbrado,
Mexer o popozão
Deixará o "sistema" satisfeito.

Finja apenas que é injustiçado:
A mídia gorda lhe estende o tapete,
Você entra e vira celebridade,
Para depois cuspir no prato que comeu.
Depois de curtir tanto a festa
Que a mídia gorda lhe preparou
Você vai para a Caros Amigos
Dizer que a mídia é uma bosta
E que ela não lhe deu espaço,
Afinal você tem que ser valentão,
Ser ingrato e valentão.

Eu quero amar uma mulher decente,
Linda, que seja como eu quero e amo,
Não a funkeira que finge me cobiçar,
Mas que me trata como otário,
Me enche de carinho,
Para depois falar mal de mim pras amigas.
Não, não quero viver
Esse casamento de conveniência
Da era politicamente correta.

Eu não tenho preconceitos,
Sei que o "funk" é coisa ruim,
Porque ele se mostra assim,
Os funkeiros tiram onda,
Todos dizem que "funk" é arte,
Movimento social e libertação,
Mas isso é camisa de força,
O pobre não tem opções,
Ou tem que ser funkeiro
Ou jogador de futebol.
E pensa que ser funkeiro é bonito,
Mas ele faz o jogo dos poderosos,
Que adoram essa confusão funkeira,
Porque lucram por trás
Por esse discurso pseudo-social.

Quero ser feliz com dignidade,
Sem grosserias, sem a exploração dos glúteos.
Sem a camisa de força da cafonice,
Seja axezeira, breganeja, pagodeira, funkeira.
Quero viver a minha vida,
Queria que esse pessoal
Que se diz sem preconceitos
Não tivesse preconceito
Com meu prazer e meus desejos.

Quero um país de cultura digna,
Sem que o povo faça papel de idiota,
Sem que o povo faça papel de bundão,
O bundão feliz do "funk"
Só interessa aos donos do poder
Que se enriquecem com essa farsa
Do discurso "social" do "funk".
Se ao menos o "funk" calasse a boca
E fosse que nem o twist de outrora,
Sem posar de "movimento" ou "arte",
Seria ao menos mais sincero.

Quero viver longe do "pancadão",
Porque ele só me dá dor de cabeça.

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