quarta-feira, 1 de julho de 2009

OS LATIFUNDIÁRIOS ESTÃO COM TODAS


Dupla breganeja João Márcio e Fabiano, lançada no quadro Garagem do Faustão, do Domingão do Faustão, da Rede Globo, expressa a grande safra de "sertanejos caricatos" que assola o Brasil.

Os grandes proprietários de terras do Brasil estão com todas. Andam investindo adoidado em novas "duplas sertanejas", pois num só esquema, nos últimos anos, vemos surgir verdadeiras pragas como César Menotti & Mariano, Victor & Léo, João Bosco & Vinícius e outros similares, verdadeiras ervas daninhas a parasitar a MPB e sobretudo a música caipira autêntica, que corre o risco de desaparecer soterrada por gerações sucessivas de usurpadores, de Chitãozinho & Xororó a esta dupla da foto, João Márcio & Fabiano, lançada pelo quadro Garagem do Faustão (nome pretensioso) do Domingão do Faustão da Rede Globo. Ou seja, é a mídia gorda investindo em breganejo, um bom aviso para a mídia de esquerda que não entende o problema real da música brasileira.

É sempre essa música estereotipada, evocando referências duvidosas como Bee Gees, Bon Jovi e Waldick Soriano, além de seus integrantes usarem chapéus de caubói, numa estereotipação de segunda mão, porque se inspira numa outra estereotipação do cowboy norte-americano, numa fase ultra-comercial da country music, nos anos 90.

Os historiadores de MPB, cuja formação se limita ao ponto de vista da Zona Sul carioca, ignoram completamente esse problema acerca da música caipira. Para eles, tudo é lindo. É como alguém que ouve uma inocente moça sendo estuprada e morta e pensa que ela estava transando com o namorado e sofrendo um delicioso orgasmo. Basta um breganejo maquiavélico aparecer diante de platéias lotadas para o historiador, ingênuo, achar que o "sertanejo" é um dos "renovadores" da música caipira nacional. Quanta tolice.

É horrível que a música breganeja cresça de forma assustadora, e agora fortunas imensas são investidas, tanto para tentar salvar veteranos como Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo & Luciano da decadência inevitável, com notas pagas sobre as mesmas "apresentações vibrantes" publicadas na mídia de celebridades, quanto para lançar novos nomes, para confundir todos aqueles que odeiam o breganejo e têm que fazer listas imensas sobre os nomes que não prestam, para evitar que algum saia incólume.

Pior é que agora a coisa foi longe demais, seja para lançar filmes sobre ou com breganejos, ou para empurrar o sertanojo para lugares ainda hostis ao estilo, como o Rio de Janeiro. É fácil empurrar o breganejo porque ele é praticamente a forma musical de um ideal conservador, supostamente associado aos "valores sociais elevados", com todo aquele discurso que se conhece das Marchas Deus e Liberdade que instalaram a ditadura militar.

São os mesmos latifundiários, que fazem de tudo para manter seu domínio no interior do país, que investem nos breganejos e também no forró-brega de Calcinha Preta, Aviões do Forró, Banda Calypso e outros, que são outra história. Aqui interessa criticarmos o breganejo, com toda a lorota dos "meninos que adoravam cantar" que sempre integra a biografia desses ídolos de vozes esganiçadas ou apenas patéticas (como por exemplo o Daniel - de quê, afinal? - que, como cantor, mais parece um imitador do Barney Rubble, vizinho dos Flintstones).

A música caipira está ameaçada. O Clube da Esquina mineiro está alerta à próxima ação usurpatória dos breganejos. Mesmo os herdeiros de Vinícius de Moraes, Garoto, Lamartine Babo, Ary Barroso e outros estão também em prontidão diante da próxima ação pedante dos breganejos. Principalmente porque hoje os breganejos não esperam mais o quinto LP para exibirem falsa sabedoria: eles tiram onda até antes de gravar qualquer disco, como João Márcio e Fabiano, que destruíram uma canção caipira antiga bancando uma caricatura de cantores de boleros (coitado do Trio Los Panchos) e depois estraçalharam com uma cover de uma música do Neil Diamond gravada por Elvis Presley.

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