segunda-feira, 6 de julho de 2009

MAIS INIMIGOS DA RÁDIO ANTENA UM



Eles já são inimigos da Música Popular Brasileira, porque a usurpam em nome da cafonice. Afinal, eles são ícones da Música de Cabresto Brasileira, essa "música popular" que a mídia gorda tanto apoia ecuja problemática real a mídia de esquerda ainda não conseguiu enxergar.

Mas Chitãozinho & Xororó, um dos veteranos da Música de Cabresto Brasileira e pioneiros na bregalização da música caipira, e Stefhany, uma cantora de forró-brega famosa pela tal música do "Cross Fox" (espécie de "neta" do "Fuscão Preto", uma vez que a musiquinha do Cross Fox é brega como a outra, e Cross Fox é um carro da mesma marca do Fusca, a Volkswagen - o que a indústria alemã fez de ruim com os bregas é um grande mistério), são inimigos também da Rádio Antena Um, cujos hits volta-e-meia são trucidados sem dó por ícones do brega-popularesco.

Chitãozinho & Xororó, que num passado recente simbolizavam a baixaria musical brasileira e que hoje são tidos por "respeitáveis" por historiadores da MPB à procura de um lugar na TV aberta, nem que seja como júri da "Dança dos Famosos" do Domingão do Faustão, também fizeram das suas contra o legado da Antena Um.

Primeiro, a dupla breganeja paranaense - cujo nome artístico usurpa uma obscura canção caipira e a dupla já havia feito uma pegadinha com os mais jovens ao se apropriarem e se auto-promoverem às custas de uma esquecida canção de Ary Barroso e Lamartine Babo, "No Rancho Fundo", cuja autoria muita gente desconhece - já estraçalhou com uma canção dos Hollies, famosa banda de Manchester dos anos 60. Os Hollies gravaram uma balada simpática chamada "The air that I breathe", cuja versão brasileira ganhou as histéricas vozes dos dois irmãos breganejos.

Não bastasse isso, Chitãozinho & Xororó não perdoaram sequer a memória dos Beatles, gravando uma versão de "My sweet lord", de George Harrison, que soa como uma segunda punhalada no caçula dos Fab Four, que também foi integrante da banda folk The Travelling Wilburys junto a Bob Dylan, Jeff Lynne (o maior bode expiatório do rock e líder da Electric Light Orchestra), Tom Petty e Roy Orbison.

Realmente, o que o rock inglês fez contra Chitãozinho & Xororó para os dois breganejos paranaenses se voltar contra os britânicos é um grande mistério.

A Stefhany, no entanto, também chegou com apetite para trucidar boas canções. A canção "Eu Sou Stefhany (No Meu Cross Fox)" não é mais do que a versão de "A Thousand Miles", composição da bela e talentosa cantora e pianista Vanessa Carlton que, apesar de ser apenas um ano mais velha que Britney Spears, tem uma visão musical de longo alcance, que remete a Kate Bush, rock progressivo e folk music dos anos 60-70.

Só que Stefhany, uma moça de 17 anos, não tem sequer 0,0001% do talento de Vanessa Carlton. Pelo contrário, a garota do "Cross Fox" é, como dissemos, uma cantora de forró-brega, estilo que é famoso por triturar músicas estrangeiras de qualidade (o Calcinha Preta metralhou até "The Unforgettable Fire", música menos badalada do U2).

Realmente o que Vanessa Carlton fez contra a jovem Stefhany é um mistério.

Vestida como uma sub-paquita, Stefhany chegou a ser vendida como cult pela mídia gorda que não entende de cult culture (vamos rotular assim para a "galera" entender), sobretudo o site EGO (do portal Globo.Com), página pouco recomendada para os "descolados" procurarem o que está na vanguarda da cultura mundial.

Não vamos comentar a letra, porque eu tenho muita coisa para fazer. Mas, em se tratando de brega-popularesco, dá para perceber o que significa a "canção" da Stefhany: LIXO. Como também é o repertório dos "sofisticados" Chitãozinho & Xororó.

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

Amigo Alexandre, há de se anotar a versão em português gravada por Alexandre Pires para Hunting High and Low, sucesso do grupo pop A-Ha cuja versão original foi muito executada na saudosa Antena 1 Lite FM até o mês de maio.