segunda-feira, 13 de julho de 2009

APOIO DE IMPRENSA DE ESQUERDA AO "FUNK" PODE SER JABACULÊ


Foto montagem parodia uma hipotética edição "vendida" da Caros Amigos: crítica ao apoio da mídia esquerdista ao "funk"

Rumores indicam que o apoio da imprensa de esquerda ao "funk carioca" pode ser fruto de uma prática de jabaculê.

Sabemos que o jabaculê é o nome dado ao esquema de corrupção que atinge os meios de comunicação, das mais diversas formas.

Na mídia esquerdista, o jabaculê pode estar ligado a um esquema de lobby de uma ala "injustiçada" do "funk carioca", que na sua concorrência acirrada com os chamados "chefões do funk", viu não serem possíveis suas chances de ocuparem a elite do mercado funkeiro.

Apesar disso, não significa que os funkeiros "discriminados" representam, realmente, uma ala "marginal" do gênero, até porque nomes como MC Leonardo e Mr. Catra contam também com o mesmo apoio da "mídia gorda" que os dois funkeiros aparentemente combatem e para a qual atribuem um suposto desprezo contra eles.

"FUNK DE ESQUERDA" NÃO PASSA DE ARMAÇÃO

O "funk carioca", com suas limitações sérias como estilo musical, a ponto de levar em cheque até mesmo sua condição de "música", já obviamente de caráter duvidoso, é sempre igual. Seja ele "proibidão", "comercial" ou "de protesto". Não existe diferença fundamental entre SD Boyz, Gaiola das Popozudas ou MC Leonardo, todos fazem o mesmo tipo de som, com variações insignificantes, e a mesma qualidade discutível.

Mas os funkeiros que foram deixados de fora do "mercadão", vendo que não dá para aparecer em todas as rádios nem ir além de meros coadjuvantes na projeção da grande mídia, passaram a adotar um discurso "militante", criando estrutura política, lobby partidário e até mesmo tráfico de influência nas rádios comunitárias, que em parte já sofrem interferência de grupos políticos. Tudo isso visa uma estratégia "alternativa" de dominação dos empresários funkeiros: se não dá para competir no mercado com figurões como o DJ Marlboro e Rômulo Costa, domina-se pelo outro lado, os setores sociais de esquerda. Graças a essa estratégia, cientistas sociais também são seduzidos pelo discurso e pela falsa imagem de "perseguido" do "funk carioca".

Levando às últimas consequências o discurso do marketing da rejeição, os funkeiros "discriminados" criam um discurso de "esquerda" que, de tão bem construído - mas copiado de militantes sociais autênticos, sobretudo ligados ao hip hop - , passou a ser publicado largamente pela imprensa esquerdista. Consta-se que a mídia de esquerda recebeu alguma gratificação dos funkeiros "discriminados", como compensação ao fato da mídia de esquerda não depender de grandes anunciantes nem da exclusividade publicitária de empresas estatais.

Recentemente, os dois veículos da mídia de esquerda, Carta Capital e Caros Amigos, tentaram publicar anúncios ligados ao Grupo Bandeirantes de Comunicação, mas em se tratando deste uma grande corporação de mídia, a terceira do país, a iniciativa tornou-se inviável. Numa edição de Caros Amigos, enquanto aparecia um anúncio da Band News FM com Bóris Casoy entre os jornalistas fotografados, o mesmo anchorman era espinafrado por um colunista na mesma edição.

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