sexta-feira, 31 de julho de 2009

Lula chama de 'imbecis' e 'ignorantes' críticos do Bolsa Família


Lula criticou quem diz que programa deixa 'as pessoas preguiçosas'.

Presidente discursou em cerimônia de formandos em Belo Horizonte.

Do G1, em São Paulo

Em discurso durante a cerimônia de formatura do Planseq (programa de qualificação dos beneficiários do Bolsa Família) nesta sexta-feira (31), em Belo Horizonte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou de “imbecil” e “ignorante” os críticos ao programa.

“Ainda tem gente que critica o Bolsa Família. Eu acho normal. Eu atingi uma idade que eu não tenho mais o direito de me ofender com essas coisas. Alguns dizem assim: o Bolsa Família é uma esmola, é assistencialismo, é demagogia e vai por aí a fora. Tem gente tão imbecil, tão ignorante, que ainda fala ‘o Bolsa Família é para deixar as pessoas preguiçosas porque quem recebe não quer mais trabalhar’”, disse.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome informou nesta sexta que o reajuste de cerca de 10% autorizado para o Bosa Família, principal programa de distribuição de renda do governo federal, terá um impacto de R$ 406 milhões no orçamento federal deste ano.

Para o presidente, "a ignorância é de tal magnitude que as pessoas pensam que um ser humano vai ganhar R$ 85 e vai deixar de ter perspectiva de ganhar os R$ 616 que a Mônica [uma das formandas] vai ganhar tendo um trabalho decente".

"As pessoas que pensam que o Bolsa Família é isso são as mesmas que acham que o cara mora num barraco na favela porque quer, que o povo é pobre porque é vagabundo porque não quer trabalhar, estudar. Ou seja, essa forma simplista de ver as coisas, não permite sequer que esse ignorante lembre que o país é dividido entre as pessoas que tiveram oportunidade e as que não tiveram oportunidade", disse o presidente.


COMENTÁRIO DE O KYLOCYCLO:

Seria ideal que, em vez de haver paliativos como o Bolsa Família, houvesse um projeto educacional sério que de fato resolva os problemas do analfabetismo, da baixa instrução em todos os aspectos. Por que ninguém mais fala de Anísio Teixeira, de Paulo Freire, de Darcy Ribeiro? Por que não há um novo educador com grandes projetos para a nação? A Bolsa Família é uma esmola, ela apenas dá o peixe, em vez de ensinar a pescar.

O próprio povo, se observarmos bem, tem muito mais necessidade de saber trabalhar e lutar por conta própria do que ficar recebendo mesada à toa do governo.

Quem reprova o Bolsa Família, por ser um mero paliativo, não acha que o povo mora na favela porque quer ou outras coisas do tipo. Reprova porque, isso sim, quer que o povo trabalhe, tenha saúde gratuita de qualidade, educação gratuita de qualidade, uma casa decente e espaçosa e segurança. Dar mesada para o povo não resolve, se projetos como o PAC andam muito lerdos, se não existe educação e, além de tudo, surgem DEMAGOGOS como MC Leonardo e sua APAFUNK para dizer que o ridículo "funk carioca" é cidadania. Gente aliás que é apoiada pela corrupção política de direita, de centro e também de esquerda (vide o DECEPSOL).

Pelo jeito, Lula esqueceu de sua própria experiência de vida.

Cantores se unem em prol da MPB autêntica



Os cantores Bena Lobo e Daniel Gonzaga juntaram forças para fazerem shows juntos. Os dois são descendentes de grandes músicos da MPB autêntica. Bena (que foi marido da jornalista Ana Luísa Guimarães, da Rede Globo) é neto do radialista e músico Fernando Lobo e filho do cantor e músico Edu Lobo (da geração dos anos 60). Daniel é neto de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e filho de Gonzaguinha.

Os dois são discriminados pela mídia, a cada dia com maior má vontade em relação à MPB autêntica. Por isso juntam forças, antes até que o mercado breganejo arme uma dupla de "sertanejo universitário" (sic) com nome de Edu Lobo & Gonzaguinha, e talvez depois Zé Ramalho & Alceu, Milton Nascimento & Venturini, Chico Buarque & Djavan ou, quem sabe, Gilberto Gil & Caetano, todos sem a menor alusão aos artistas originais.

Por isso que os verdadeiros nomes da MPB, veteranos e emergentes, têm que honrar pelo seu bom nome, em vez de depender de trilhas de novela para sobreviverem.

RÁDIOS "OUNIUS" NÃO NOS DEIXAM RESPIRAR



Há poucos minutos fui para uma lavanderia e a vendedora botou o rádio ligado na Band News Fluminense FM.

Não sou contra FM transmitindo notícias, mas dedicando toda a programação para noticiários é um porre. Acaba indo, inevitavelmente, para o showrnalismo, para tornar as notícias mais "digestíveis".

Mas o chato mesmo é que nem os intervalos comerciais colaboram com música. Há módulos inteiros sem jingles. Sei que muitos jingles são chatos de doer, ainda vou comentá-los em breve, mas também é outro porre ouvir apenas comerciais falados, narrados, mesmo com um fundo musical morno de tecladinho chinfrim.

Assim não dá. Overdose de informação empurrada goela abaixo, com intervalos comerciais que também são puro blábláblá, não há como respirar com o rádio ligado. Desligar o rádio é a solução, nem que seja para ouvir a música de dentro de minha alma.

MAÍSA EM SUA NOVA AVENTURA: ENFRENTAR A MULHER GIGANTE



A Mulher Gigante, conhecida por muitos (incautos) como a "Rainha da MPB", finalmente vai encarar alguém do seu tamanho. A cantora baiana vai gravar com Maísa.

Não, meus caros. Não é um dueto póstumo, garantido pela tecnologia, com a cantora e autora de "Meu mundo caiu". A Maísa, no caso, é esta menininha do SBT, o que mostra o caráter brega-infantil que desmascara à "diva" de dimensões rodriguianas (no sentido daquela frase do Nelson Rodrigues sobre a unanimidade burra).

A Mulher Gigante, aliás, atualmente gestante, apela para tudo: disco infantil, duetos em especial do Multishow, performances tipo Michael Jackson (seu maior referencial, já que MJ é o símbolo maior do ideal do "puro entretenimento" em detrimento da arte), e até declarações tolas de que dançava nas ruas de Madri para chamar a atenção dos espanhóis.

Se bem que, perto da Mulher Gigante, a pequena Maísa parece ser menos pretensiosa.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

KIM KARDASHIAN, AO QUE TUDO INDICA, ESTÁ SOLTEIRA


Os sites dedicados às celebridades divulgam a notícia de que Kim Kardashian e seu namorado Reggie Bush romperam a relação. Kim é socialite e figurinha fácil desses sites.
Mas Kim, embora não tenha perfil classudo, também é sócia do clube das mulheres que usam camisa abotoada para dentro da calça. Ou seja, ela também sabe ser formosa e sexy sem precisar apelar muito.

THE SOUND OF THE SMITHS



Quem era muito criança nos anos 80 não pôde acompanhar direito a trajetória dos Smiths, a não ser quem morava em Niterói, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre e tinha a sorte de ter o pai ou a mãe ouvindo assiduamente alguma das rádios autenticamente rock que irradiavam nesses locais.

Eu era adolescente, morava em Niterói e ouvia a Fluminense FM, e acompanhava a trajetória de minha banda favorita, os Smiths, cujo cantor Morrissey, hoje em carreira solo, até hoje faz letras sobre carência afetiva e desilusões amorosas, de uma forma bem rara e dificilmente vista na música brasileira, por exemplo.

Os Smiths, banda de Manchester, Inglaterra, em seus poucos anos tiveram uma produtividade imensa. Eram cerca de dois discos por ano, geralmente um álbum de inéditas e outro com faixas de compacto. Muitos de seus hits não constavam originalmente em LPs, como "Panic" e "Ask", de 1986, ano em que a banda lançava um compacto atrás de outro que não constava no corrente álbum The Queen is Dead. Era uma festa para mim ouvir cada música nova dos Smiths.

O grupo acabou porque Johnny Marr, o grandioso guitarrista e compositor das melodias do grupo, estava estressado com os compromissos do quarteto, e recebia convites para tocar com outros artistas. Até Keith Richards, dos Rolling Stones, se ajoelhou a Johnny Marr, o que não dá para entender por que o hoje ex-guitarrista dos Smiths não é considerado um dos maiores dos últimos tempos e, em particular, dos anos 80. Sobretudo num tempo em que muitos acham Lady Gaga genial, pensam que o brega-popularesco é a "nova MPB" e que o poser metal é o classic rock de sua geração.

Pois Johnny é um guitarrista tão genial que até mesmo o controverso pop dançante (da linha soft do New Order) do Electronic, projeto dele e de Bernard Sumner (Joy Division, New Order e agora Bad Lieutennants) tem suas belas marcas. Particularmente, eu gosto do Electronic. E as marcas de que falo estão em músicas como "Second Nature" e "Get the Message".

Quem conhece a guitarra de Johnny Marr sabe que, mesmo nos acordes mais suaves, ele põe qualquer solista poser - e olha que os Smiths nada têm a ver com metal, seja verdadeiro ou falso - pra correr, bota até o Richie Sambora para sambar junto aos seus irmãos de hype do Exaltasamba (quem lê este blog sabe que o sambrega é o poser metal brasileiro, no sentido do pretensiosismo e no "carisma" para a bitolada juventude noctívaga).

Nos anos 90, os Smiths tiveram o absurdo de, no Brasil, serem tidos como quase desconhecidos. As rádios de rock autênticas desapareceram, no lugar vieram aquelas ridículas rádios irrit-pareide rotuladas de "rádios rock", com seus produtores temperamentais e arrogantes que faziam "radialismo rock à moda da casa", por sinal uma mistura de Caldeirão do Huck com Hell's Angels.

Como seria inevitável nesses antros da incompetência humana, essas "rádios rock" que eram protegidas da Bizz fase 1991-1998 e da Ilustrada da Folha de São Paulo só tocavam, quando muito, umas cinco músicas dos Smiths. Era, tão somente "This Charming Man", "Heaven Knows I'm Miserable Now", "Ask", "The Boy With The Thorn in His Side" e "There's a Light That Never Goes Out". Ou pouco além disso.

Nessa época, era moda a crítica musical brasileira - maravilhada com os posers e com o grunge, isso porque Kurt Cobain não cuspiu nos críticos brasileiros e Rob Zombie não fez qualquer assombro nos pesadelos deles - falar mal do Morrissey, tido como "decadente", "velho", "chato", etc. Para piorar, Morrissey viveu um período delicado, rompendo com muitos amigos, abandonando Manchester, e tendo que indenizar os ex-integrantes dos Smiths, Andy Rourke, Craig Gannon e sobretudo Mike Joyce, num processo movido por este último com o apoio dos outros contra Morrissey & Marr, com o fim de exigir pagamento de royalties pela participação dos três nos discos da banda (Craig só gravou uns dois compactos, se não me engano).

Morrissey passou por uma fase de depressão. Teve complicações burocráticas que o impediu de gravar novos discos. Mas deu a volta por cima e hoje dá continuidade à sua carreira solo, singela mas de excelente qualidade, agora com Martin Boz Boorer e Alain White se alternando nas melodias.

Mas o assunto aqui é a coletânea The Sound of The Smiths, comemorativa dos 25 anos dos primeiros dois LPs do grupo, The Smiths e Hatful of Hollow - este lançado no meio de 1984 - , e que pela primeira vez no Brasil lança duas faixas até agora inéditas, "Wonderful Woman" (dedicada à atriz Sharon Tate, uma das vítimas fatais da chacina da Família Manson, cujo líder Charles Manson chegou a virar ídolo no carnaval grunge/poser dos EUA) e "Jeane".

Outra façanha da coletânea é o lançamento da versão "New York Vocal" de "This Charming Man", que tocou até em rádios pop brasileiras mas teve cadeira cativa nas rádios de rock de verdade.

Depois do fim dos Smiths, só foram editadas coletâneas que eram apenas "mais do mesmo". Só reproduziam o conteúdo das coletâneas The World Won't Listen, Hatful of Hollow e Louder Than Bombs junto ao dos álbuns de estúdio. Discos dispensáveis, apesar das belas capas.

Mas agora The Sound of The Smiths, que aparece aqui em duas capas diferentes, embora tenha também o material lançado nos LPs da banda, pelo menos tem a preocupação de ir além, mostrando também faixas menos acessíveis.

E, com o hoje cinquentão Morrissey alegrando a gente com seu talento e sua lucidez, relembrar os Smiths pode ser útil até para quem, criança nos anos 80, se isolava no Trem da Alegria, Xuxa e Dr. Silvana & Cia., e que, nos anos 90, só tinha à sua escolha o oba-oba grunge e o lero-lero brega-popularesco. É uma boa oportunidade para ver que a trajetória dos Smiths é muito mais rica do que cinco músicas tocadas em rádios pseudo-roqueiras poderiam sugerir.

SÔNIA BRIDI DEIXA A SUCURSAL DE PARIS DA REDE GLOBO



Ela foi uma mulher bem casada que, marido a tiracolo - o cinegrafista e parceiro de reportagens Paulo Zero - , foi viver em Paris, França, país famoso pelas mulheres classudas solteiras. Era irônico isso, ver a belíssima Sônia Bridi e o simpático marido (sim, existem mulheres lindas que são casadas com caras legais) estar num lugar onde mulheres belíssimas e muito inteligentes optam pela solteirice, enquanto no Brasil mulher solteira é sinônimo de fã de música brega/neo-brega que se isola diante do computador para ver o Orkut, ou então de ex-dançarina de pagode ou "funk" cujo passatempo atual é dar fora em pretendentes ideais para ela.

Realmente bato na tecla. Nada contra mulheres legais e interessantes que se casam. Nem todo marido de mulher interessante é gente boa, tem muito empresário "mala", muito coroa sisudo, dirigente olímpico mais preocupado em exibir paletós, mas há também caras legais que são maridos de mulheres interessantes. O Paulo Zero é legal, um excelente jornalista da imagem, que fica no outro lado da câmera quando sua amada Sônia fala para nós pela televisão.

O grande problema, não custa repetir, é ver dançarinas ou ex-dançarinas de "funk", num tempo em que virou moda mulher famosa ter namorado e marido, ficarem sozinhas, esnobarem pretendentes empresários ou jogadores de futebol e ficarem num celibato inútil, esperando que nós, pobres mortais, tenhamos que pedir essas "malas" calipígias em casamento. Isso é que não dá para aceitar.

Voltando ao enunciado, Sônia Bridi voltará a fazer reportagens no Rio de Janeiro, junto ao seu marido e colega. Boa sorte para ambos.

OLHA A CARA AMARRADA



Vemos esta foto com a atriz Patrícia França e o atual marido, o empresário Wagner Pontes, e a expressão dele parece exprimir algum estresse ou cansaço.

Não vamos aqui falar sobre o porte físico dele, já que ele então se esforça numa caminhada para pelo menos ficar menos fora de forma do que está. Ele tem 42 anos, apenas quatro a mais do que eu, e, apesar de ser uma geração de empresários que não comete o abuso de usar terno, gravata ou sapatos de verniz para qualquer bobagem - vício que a geração Roberto Justus/Almir Ghiaroni comete ad nauseam - o semblante de Wagner Pontes indica o risco dele sucumbir à sisudez que contamina o senso de humor de empresários, executivos e profissionais liberais depois dos 35 anos de idade.

Wagner é casado com a belíssima Patrícia, de quem espera filho, e era para ele estar sorrindo de um canto a outro na boca, num dia ensolarado, na orla carioca, afinal não é qualquer um que tem uma atriz classuda, lindíssima, uma mulher dos sonhos de todo homem com um mínimo de sensatez e decência. Nós, pobres mortais, só conseguimos atrair feiosas de todo tipo - sobretudo as mais alienadas - e, se bonitas, são somente musas ou fãs de brega/popularesco. Por isso estar casado com Patrícia França deveria ser motivo de regojizo de Wagner, em vez dele apresentar um semblante de vigilante em pleno expediente.

Se ele teve, na ocasião, alguma pendência na sua empresa, vale aqui dar alguns conselhos:

- No final do expediente, na sexta-feira, o empresário deveria anotar as principais atividades feitas até então na sua empresa. Se há algo a ser feito, anote num caderno, o que favorecerá o trabalho a ser começado na segunda-feira seguinte.

- O empresário não pode falar da rotina de trabalho senão para pessoas muito íntimas. Mesmo para parentes que não são confidentes, é desaconselhável falar do cotidiano de trabalho. Para não causar preocupação.

- O empresário deve se distrair, no máximo possível, durante o fim de semana. Nada de fazer caminhada ou passear com a família pensando no trabalho. O ideal é esquecer o trabalho durante esses dois (ou mais, no caso de feriado prolongado) dias e prestar atenção a coisas pequenas como um pássaro na árvore, ou olhar o céu azul. E rir, de vez em quando, afinal o empresário não se casa com uma mulher interessante porque ela gostou dos razonetes da empresa dele.

O empresário mais prudente, e mais preparado para o sucesso profissional, é aquele que tem a arte de resolver os problemas na hora certa. Carregá-los no período de folga não é prudente e não ajuda em coisa alguma na administração dos negócios.

Pelo contrário, cria ânsia, e a folga perdida pode refletir num rendimento baixo no trabalho. A folga é para curtir a folga, o expediente já tem horas suficientes para que algum problema seja resolvido no momento certo, e não numa caminhada de sábado ou domingo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O adeus a Sky Saxon, vocalista dos Seeds



De fato um roqueiro faleceu no dia 25 de junho passado. Soube disso só hoje, mas não custa lembrar. Mas, antes que os leigos e poucos iniciados em música venham com esse papo de "eu te disse, eu te disse", estou falando do cantor e baixista dos Seeds - das músicas "Pushin' too hard", "It's a hard life" e "Can't seem to make you mine" - , Sky Saxon, aos 71 anos

Nos últimos anos Saxon até se apresentava, não mais com os Seeds mas com uma outra banda, mas dava para perceber a voz frágil e a aparência idosa, consequência daqueles tempos de drogas e farras dos anos 60 que contagiava todo mundo, até os Beatles. Os Seeds eram uma das mais prestigiadas bandas de rock psicodélico, embora pouco tocadas nas rádios brasileiras. Apesar disso, Wanderléia, a Ternurinha, chegou a gravar uma versão de "Pushin' too hard".

Ouvi a música "It's a hard life", bem eletrizante, eu ouvi pela primeira vez no programa "Let's Rock", da Rede Transamérica, apresentado pelo roqueiro baiano, radicado em São Paulo, Marcelo Nova.

Eu mesmo peguei recentemente uma versão mp3 da música e, editando com a imagem de capa de um disco do grupo, coloquei o vídeo no You Tube. Ouçam a música. O vídeo não vale pela imagem, mas pelo áudio.

CAMILA BELLE


Sim, isso mesmo, a mais nova solteira famosa do pedaço, a lindíssima atriz Camila Belle (na foto com seu então namorado Joe Jonas), de ascendência brasileira, também é adepta de usar camisas abotoadas para dentro da calça, a coqueluche das mulheres classudas que ainda não pegou por aqui entre as garotas comuns.

ÔNIBUS BLANCO NÃO É IGUAL A ÔNIBUS BRANCO







Vejam só que absurdo. Ônibus com nome de Blanco ("branco", em espanhol) que não são brancos. E ônibus com nome de Verdemar que não é verde, mas branco.

Será que ninguém vai acabar com o "vitiligo visual" dos ônibus de Salvador, Bahia? Gente, acione o Ministério Público da Bahia, o Ministério Público Federal, a Assembléia Legislativa da Bahia, o Raimundo Varela, os jornais comunitários. Tudo, menos a Rádio Metrópole de Mário Kertèsz, porque é "171".

Vamos acabar com essa pouca vergonha dos ônibus de Salvador ficarem na maioria com o visual fantasmagórico do "branquinho básico". Isso, repito, é um desrespeito ao passageiro de ônibus baiano, obrigado em média a pagar R$ 132,00 por mês para os empresários de ônibus baianos, que se escondem no sindicato patronal com sigla esquisita (SETPS) e pronúncia mais esquisita ainda ("Setépis" - socorro, Pasquale!!).

E os "líderes de opinião" de Salvador, frouxos, nem estão aí para reclamar. Se comportam como meros aluninhos aplicados da mídia gordinha. Devem estar olhando para o coqueiro para ver se cai dali uma morena bem bonita, sem se dar conta que mulher interessante e solteira, em Salvador, está se tornando cada vez mais raro de haver.

Comparem então o ônibus branco da Transportes Verdemar, de Salvador (Bahia), com os dois da Transportes Blanco, de Nova Iguaçu (RJ), da Baixada Fluminense. E olha que a Baixada Fluminense tem uma estrutura urbana que lembra as regiões de São Caetano, Pirajá, Cajazeiras e Paripe da capital baiana.

Mas o pessoal da Baixada Fluminense pelo menos tem ônibus de verdade.

ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO: VERDADEIROS "ONE HIT WONDER"



Mediocridade musical é isso aí.

Em entrevista recente, Zezé Di Camargo, o cara que aparece aqui esbanjando os cafoníssimos mullets, se queixou de ser reconhecido apenas pela música "É o amor", hit do cancioneiro brega que teve a sorte de aparecer em antologias de MPB feitas por pesquisadores de olho talvez em algum lugar na grande mídia, seja como colunista de O Globo ou, pelo menos, como um jurado do Fausto Silva ou como um entrevistado de sábado do Jornal Hoje.

É certo que Zezé Di Camargo foi responsável até pelos sucessos da dupla Leandro & Leonardo, mas "É o amor" lhe assombra, assim como assombra o seu parceiro Luciano - na verdade Zezé e Luciano se chamam Mirosmar & Welson - , e por mais que haja outros "sucessos" da dupla goiana, eles não passam de meras músicas de trabalho das rádios de MCB - Música de Cabresto Brasileira, que são emissoras como Nativa FM (SP/RJ), Transcontinental (SP), Piatã (BA), 102 (MG), Mania FM (MG/GO/RJ), entre tantas outras.

Nos últimos anos, a dupla estava desesperada em manter o sucesso comercial ajudado pela estrutura coronelista que envolve rádios, TVs e gravadoras, além das redes de supermercados e de lojas de eletrodomésticos que apoiam esses ídolos popularescos, investidos através de fortunas despejadas por fazendeiros e políticos de direita.

Desde 2004, Zezé Di Camargo & Luciano encomendaram uma biografia cinematográfica narrada em tom de dramalhão, que valeu aos dois irmãos seus "quinze minutos de fama" ao lado de cineastas e até de medalhões da MPB. A trilha foi de um pretensiosismo sem tamanho, onde cantores de MPB foram chamados para duetar ou gravar músicas, enquanto Zezé Di Camargo & Luciano e Chitãozinho & Xororó representavam a ala brega, posando de reis da cocada preta.

Depois a dupla goiana, que não era grande coisa no seu repertório - "É o amor" é o tipo de música que tenta ser tudo e nada consegue ser, não sendo bolero, nem moda de viola, nem guarânia, nem country, nem seresta, nem mariachi e muito menos MPB e só valeu porque foi gravada por Maria Bethania - , piorou o que havia de ruim na sua música.

Nos álbuns recentes, Zezé Di Camargo & Luciano partiram para um ecletismo sem pé nem cabeça, adotando uma atitude "urbana" (simbolizada sobretudo pelas camisas "havaianas" que Zezé costuma exibir nas fotos) e partindo para investidas idiotas como acordes de reggae e até parodiar o estilo de Zeca Baleiro, como em "Meu país". Não chegaram ainda ao flerte dos compadres Chitãozinho & Xororó com o emo, vide uma apresentação especial junto ao Fresno, mas igualam-se no pretensiosismo dos amigos paranaenses.

Cá para nós, a dupla goiana vai ficar marcada apenas por "É o amor". É sua sina. Zezé Di Camargo & Luciano são os verdadeiros one hit wonders, intérpretes de um sucesso só. E isso porque Maria Bethania gravou essa música. Se não fosse a irmã do Caetano Veloso, nem "É o amor" sobraria. Se bem que o breganejo, como um todo, está longe de sobreviver à posteridade.

ESTÁ TUDO ERRADO



Tinha que se chamar "Está tudo errado" o novo sucessinho da dupla MC Júnior & MC Leonardo, os "gênios" do "funk" panfletário.

Agora o MC Leonardo está muito em cartaz na mídia gorda, a mesma mídia gorda que ele, ingrato, crucifica, quando foi ela que o livrou do (merecido) esquecimento. O G1 e o Segundo Caderno de O Globo já divulgaram notas sobre MC Leonardo, nenhuma falando mal dele, nenhuma chamando ele de "comunista da mídia nanica".

Da mesma forma, a mídia gorda sempre foi gentil com Mr. Catra, o "tutor" da Mulher Filé. Catra, ingrato, posa de "injustiçado", "alternativo", "discriminado pela mídia", mas falta muito pouco para a revista Caras fazer uma reportagem só com ele, posando diante de uma casa chique bem mobiliada. Falta muito pouco, e muito pouco mesmo.

É por estar o Brasil todo errado que tem gente que dá valor a essa mediocridade funkeira que irrita os sensatos e engana os ingênuos.

Ainda sobre o reacionário Olavo Bruno



Observando as "pérolas" do irado (não é gíria) Olavo Bruno, mistura de Diogo Mainardi com Paulo César Araújo:

"mpb vai sair do chão há, há, há!"

"victor e léo é o furação da música sertaneja."

"Todo Mundo fala que o Benito De Paula é brega, mas quando o Roberto Carlos gravou a música quero ver voce de perto de 1974 é cultura é chique quanta bobagem."

A primeira frase faz elogios implícitos à axé-music. Os ídolos baianos da axé-music estão em turnê pelo Sudeste brasileiro.

A segunda frase evoca uma dupla emergente do breganejo brasileiro, divulgada maciçamente pelas rádios (com ajuda dos "coronéis" e empresários do agronegócio), e que está na trilha de uma novela corrente da Rede Globo.

A terceira frase evoca um cantor de brega, algo como um arremedo piegas do Wilson Simonal. Esse cantor brega lança no momento um DVD com seus grandes sucessos.

Já vimos que, com essas três frases, Olavo Bruno falou de intérpretes que no momento investem de qualquer forma no sucesso momentâneo na grande mídia.

Não será coincidência demais uma pessoa "comum" falar de intérpretes com o mesmo tipo de campanha publicitária na grande mídia (e justo ele que acredita que Maria Rita Mariano é "produto de marketing")?

Com tudo isso, podemos inferir que Olavo Bruno pode ser, muito provavelmente, algum funcionário a serviço dos homens da grande mídia brasileira. Produtor do Faustão? Assessor do Gugu Liberato? RP da Central do Carnaval? Redator da Contigo? Estagiário de Caras? Webmaster do portal Fuxico?

As apostas estão lançadas, pessoal!!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Folga



Pois é, meu pequeno computador será em breve formatado e, por isso, ficarei uns dias ausente deste blog. Serão alguns dias de folga.

Boa sorte a todos!! Abraços.

NÃO LIGA, NÃO, MARIA RITA


Não liga, não, Maria Rita, para os comentários caluniosos contra você.
Você não é Maria Irrita. Você é tranquila. Você é linda.
Você é uma simpatia, é meiga, doce, graciosa.
Você é muito linda, você é benvinda.

Você é talentosa no que faz,
Você não teve qualquer pretensão,
Você simplesmente veio para cantar,
Tomou gosto pela coisa,
Foi por sua vocação.

Muitos falam mal de você
Porque você é filha de outra cantora,
Porque você desbanca outras cantoras
De um sucesso bem maior que você,
Mas sem o talento natural
Que você pôde desenvolver.

E você nem odeia essas outras cantoras,
Você fica na sua, elas na delas,
Você apenas faz o seu trabalho,
Deixando suas marcas belas.

Os verdadeiros invejosos
É que, na defesa dessas outras cantoras,
Atacam você e o que você faz,
Não aguentam ver seu belo rosto no palco,
Lhe maltratam demais.

Mas você se sobressai
Sem ódios, rancores ou ressentimentos,
Você leva seu caminho pela frente,
Sua humidade vai se sobressair,
E você brilhará naturalmente.

Você é linda, é maravilhosa,
Você, Maria Rita Mariano,
Aprendeu boas lições musicais,
Você provou que sabe fazer,
E provará aos outros,
Que fará de melhor muito mais.

Muitas felicidades, Maria Rita,
Bela e fera da nova MPB.

INVEJA



Os medíocres chamam os outros de invejosos para manter seus privilégios.

Usam de todo seu reacionarismo para censurar o senso crítico dos outros.

Os medíocres sentem inveja de quem realmente faz,

Os medíocres mentem e transferem suas próprias "qualidades" nos outros.

Invejosos, acusam os outros de sentirem inveja.

Reacionários, acusam os outros de reacionarismo.


Hipócritas, acusam os outros de hipocrisia.

Autoritários, se dizem democráticos, e para reprimir o direito de benefício dos outros, alegam que só querem ter direito a seus benefícios.

Direitistas ao extremo, vestem o capuz vermelho da pseudo-esquerda, para difarçar no máximo o seu reacionarismo.

Partem para frases e palavras chulas, sem a menor inteligência, cantando vitórias falsas para políticos fisiológicos, cantores de axé-music, breganejo e "funk", ou para pessoas fúteis em geral.

Por trás desses medíocres invejosos, há gente que enriquece por trás, que detém o poder, conquistado com muito beija-mão, e que não quer perder seu privilégio.

São pessoas assim que fizeram ser instituído o AI-5, triste instrumento de censura, que custou muitas vidas. São pessoas assim que servem ao imperialismo, ao coronelismo, ao poder da mídia grande, aos grandes grupos econômicos. Servem diretamente, como colaboradores, ou indiretamente, como a claque a aplaudir os tiranos, os tótens da alienação, da dominação sobre o povo.

Mas um dia essa inveja se volta para o invejoso, como num efeito bumerangue. Não haverá, para ele, vitória. Sua inveja enrustida - inveja que ele prefere atribuir aos outros que não pensam como ele - esboça sua derrota, pois o nervosismo é claro.

Deus faça com que esse invejoso tenha humildade, sinta tristeza ao invés do ódio. Que ele tenha tempo de reconhecer que nem todos pensam como ele, e que, se ele gosta da mediocridade dominante na nossa mídia, que ele curta sozinho ou com seus amigos. E que, quando essa mediocridade for criticada, que ele prefira ficar em silêncio, porque os melhores fãs são aqueles que se preocupam em curtir os seus ídolos, ao invés de atacar quem não gosta dele.

REACIONÁRIO INVEJOSO ESPINAFRA MPB E ATACA O KYLOCYCLO


A bela cantora Maria Rita Mariano, filha de Elis Regina, admitiu que não é exatamente uma sambista, daí serem injustas os ataques a seu disco mais recente, Samba Meu.

REACIONÁRIO SENTE INVEJA DA ABORDAGEM CRÍTICA ORIGINAL DE O KYLOCYCLO SOBRE A MÚSICA BRASILEIRA E PARTE PARA OFENSAS

Carinhas assim devem trabalhar por algum figurão da mídia gorda, tamanho o reacionarismo odioso e de muito mau gosto, com jeito de pretenso revanchismo. Na Internet, é muito fácil estagiário de fã-clube, assessor de cantores popularescos, produtor de rádio e TV, se passar por "cidadão comum" e atacar, com calúnias e grosserias, alguém que expressa algum senso crítico.

Trabalhando para ídolos comerciais da música, essas pessoas, tomadas do mais absoluto fundamentalismo brega, se fantasiam de pessoas comuns e não se satisfazem em serem fãs desses ídolos, patrulhando, de forma difamatória, aqueles que simplesmente criticam tais ídolos porque suas músicas são medíocres.

Que essas pessoas apreciem a mediocridade musical dominante em nosso país, tudo bem. Têm até o direito de gostar. Mas elas impedirem que outros reprovem essa mediocridade, isso é expressão do mais puro reacionarismo. É gente que sente inveja daqueles cujo senso crítico vai contra o que essa gente pensa ou acredita. É gente que, desesperada, parte para o ataque porque não aceita a hipótese de que a unanimidade de seus ídolos é impossível.

Segue aqui um texto infeliz sobre uma das melhores cantoras da MPB surgidas nos últimos anos, a bela Maria Rita Mariano, tirado do blog Mondo Pop, e as mensagens reacionárias e fascistas de um tal de Olavo Bruno, exemplo dos reacionários acima citados, atacando até mesmo o presente blog, em mensagens desesperadamente sucessivas, que demonstram a reação rancorosa, paranóica e pseudo-revanchista dele (que afirma que o brega está "em alta"). Muito provavelmente, ele deve trabalhar pela mídia gorda ou para algum desses ídolos popularescos.

Curiosamente, Olavo é o prenome do (mais do que) provável mestre desse infeliz, o jornalista ultradireitista Olavo de Carvalho. Será esse Olavo Bruno filho de Olavo de Carvalho?

Segue o texto infeliz sobre a maravilhosa Maria Rita:

Samba de Maria Rita é sem alma

A carreira de Maria Rita tem como grande marca a utilização ostensiva do marketing. Desde o início, a filha de Elis Regina e César Camargo Mariano é vendida como a nova grande cantora, a legítima sucessora da Pimentinha, a nova diva da canção brasileira. Em 2003, quando do lançamento de seu primeiro CD, auto-intitulado, a Warner usou como slogan “a cantora que todos esperavam”. E aí, tivemos o quê? Um trabalho de alto profissionalismo, totalmente formatado para agradar aos fãs de MPB nos moldes dos anos 60/70, com uma intérprete tecnicamente bem dotada, mas sem o que de fato importa: alma. Mas a propaganda massiva rendeu boas vendas, shows lotados etc.

Segundo, o “originalmente” intitulado trabalho que deu seqüência à carreira da moça em 2005, veio na linha “mais do mesmo”, só que com um repertório inferior, e vendeu bem menos, embora tenha mantido a moça nas manchetes. E, agora, chega a vez de Samba Meu, dedicado ao mais brasileiro dos ritmos.

Bem, para cantar samba de forma convincente, é preciso ginga, swing, jogo de cintura. Ou seja, tudo que Maria Rita não apresenta em momento algum. Lógico que isso não poderia dar certo. E a agora trintona intérprete, para piorar ainda mais as coisas, escolheu mal o repertório, com seis músicas de safra não muito inspirada do bom sambista Arlindo Cruz. Tá Perdoado, a faixa de trabalho, chega a ser constrangedora, de tão banal, mesmo caso de Corpitcho. Os arranjos são refinados, mas pouco ajudam a dourar essa pílula sem graça. O Homem Falou, de Gonzaguinha, é um dos momentos menos inofensivos, ao lado de Maria do Socorro.

No geral, Samba Meu é mais uma prova de que produto de marketing bem vendido e bem embalado, mas sem conteúdo consistente, tende a ser rejeitado por quem pensa ser arte mais do que apenas brilho e badalação. Sem tanto marketing dando suporte, é o tipo do disco que passaria batido, assim como os dois anteriores também teriam.

6 Responses to “Samba de Maria Rita é sem alma”

  1. Comment from olavo bruno:

    mpb vai sair do chão há, há, há!

  2. Comment from olavo bruno:

    a casa vai cair pro o kylocyclo.

  3. Comment from olavo bruno:

    victor e léo é o furação da música sertaneja.

  4. Comment from olavo bruno:

    eu concordo com voce a carreira da Maria Rita é muito duvidoso para mpb, há a casa vai cair pro jornalista alexandre figueiredo pereira.

  5. Comment from olavo bruno:

    Todo Mundo fala que o Benito De Paula é brega, mas quando o Roberto Carlos gravou a música quero ver voce de perto de 1974 é cultura é chique quanta bobagem.

  6. Comment from olavo bruno:

    lulu santos, chico césar e editor do preserve rádio am são tres hipócritas.,


Francamente, a casa vai cair mesmo para esse tal de Olavo Bruno, filhote mimado do AI-5. Quanta inveja por parte dele a aqueles que têm senso crítico.

MINHA RESPOSTA AO REACIONARISMO DE OLAVO BRUNO:

Olavo Bruno, você é filho do Olavo de Carvalho? Parece tão reacionário quanto o pai.

Você deve ser funcionário da Rede Globo disfarçado, deve ser produtor do Domingão do Faustão. Ou então, é estagiário ou assessor desses artistas bregas que aparecem na TV aberta. Sem dúvida alguma, você quer atirar pedras no escuro, disfarçado de cidadão comum.

Sua inveja contra o que O Kylocyclo e Preserve o Rádio AM divulgam tira-lhe o sono, essa inveja verdadeira, rancorosa, essa inveja que quer proteger os medíocres cantores que fazem sucesso às custas de um bom pistolão na grande mídia.

Você, Olavo Bruno, é que verá sua casa cair, e você irá negar até que o último escombro dessa casa desabe. Você não se satisfaz em gostar dos “artistinhas” bregas, não aguenta ver comentários contrários.

Você, Olavo Bruno, está de mau com a vida, deve ter levado um fora da mulher, deve ter levado muito chifre para agir assim dessa forma rancorosa. Tenho pena de você, seu reacionário. Você é que é hipócrita. Você é que está de mal com a vida. Infelizmente você se dará mal, e não sou eu que rogo, porque tenho pena de pessoas infelizes como você. É você que, com esse rancor todo, que determinará o preço de seu reacionarismo.

Em todo caso, eu lhe dou um conselho em seu benefício: corra pros braços de Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, do seu “pai” e xará Olavo de Carvalho, que eles lhe protegerão diante da próxima tempestade. E não fique dizendo depois que é “esquerdista” porque essa mentira não cola não. Tá na cara que você é reacionário, da pior espécie.


segunda-feira, 20 de julho de 2009

ÚNICA FÁBRICA DE DISCOS DE VINIL BRASILEIRA VOLTARÁ A FUNCIONAR


Dono de uma loja de discos de São Paulo mostra um antigo vinil da WEA.

Do portla G1 / 20.07.2009

Única fábrica de discos de vinil brasileira voltará a funcionar este ano

Polysom, em Belford Roxo, poderá produzir cerca de 40 mil LPs por mês.
Álbum de estreia da Nação Zumbi faz 15 anos e ganha reedição em vinil.

O disco de vinil vai bombar no Brasil. A previsão é de João Augusto, novo dono da Polysom, única fábrica de LPs da América Latina. Localizada em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, ela ficou desativada até ser comprada pelo presidente da Deckdisc, no início deste ano. Prestes a voltar a funcionar, a empresa não tem vínculos com a gravadora e deve produzir 40 mil peças por mês, segundo ele contou ao G1.

“A Polysom é uma companhia inteiramente independente que vai atender a todas as gravadoras. A Deckdisc vai ser tão cliente dela quanto as outras gravadoras e os artistas independentes. Há uma gama muito grande de independentes que tem essa demanda por vinil”, diz João Augusto.

Na era do MP3, disco de vinil recupera espaço entre os fãs de música

A data da conclusão da reforma, que começou em maio, depende de diversos fatores, mas a Polysom deve reabrir suas portas “ainda este ano, com certeza”. De acordo com o proprietário, a capacidade de produção será de 40 mil discos por mês. “Isso só no começo, depois pode aumentar. Acredito numa demanda alta porque já tem muitos interessados.”

Como não se fabrica mais maquinário para prensar discos de vinil, todo o equipamento da Polysom é reaproveitado. “Tudo está sendo recuperado, desde a mesa de corte até as prensas. A gente desmonta e troca várias peças, mas a carcaça é a mesma de décadas atrás.”

A Polysom vai vender o produto semi-acabado. Caberá às gravadoras colocar a capa, embalar e vender. O preço final também vai depender delas. “No que diz respeito ao custo de fabricação do vinil aqui, estou tentando fazer com que o preço seja duas vezes e meia menor do que lá fora”, diz João Augusto. “Vou conseguir fazer aqui um produto muito mais barato do que o que vem de fora. O problema do Brasil é que as taxas são muito altas.”

Nos Estados Unidos, as vendas de discos de vinil aumentaram 50% em relação ao ano passado, de acordo com dados divulgados pela Soundscan. Segundo a empresa, a estimativa é que sejam vendidos 2,8 milhões de LPs no país até o final do ano – esta é a marca mais alta desde que a Soundscan passou a acompanhar o setor, em 1991.

‘Da lama ao caos’ completa 15 anos e ganha reedição em vinil

A gravadora Sony acaba de lançar a série “Meu Primeiro Disco”, que traz de volta ao mercado álbuns históricos num formato de luxo em edição limitada. Cada exemplar contém o LP original com áudio remasterizado fabricado nos EUA e um CD.

A primeira edição do projeto reúne os trabalhos de estreia de Chico Science & Nação Zumbi, Vinícius Cantuária, Engenheiros do Hawaii, Inimigos do Rei e João Bosco. Serão 30 títulos ao todo, incluindo álbuns do Skank, Zé Ramalho, Sérgio Dias e Maria Bethânia. Cada disco custa em torno de R$ 150.

“‘Da lama ao caos’ é o primeiro e mais importante disco de nossa carreira”, diz Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi. “Ali estão as ideias de anos de expectativa por uma consolidação profissional. Tudo aconteceu da melhor maneira possível. Não imaginávamos que um dia o álbum seria tão importante para a música brasileira. Mudamos o conceito de ‘MPB é uma m..., o negócio é imitar gringo’”, reflete o músico, que só compra vinil.

“Não sei quantos LPs eu tenho, mas minha coleção tem de tudo. A maior parte de música brasileira, depois jazz, depois Jamaica, alguns de funk (*), outros de rock, vários do Fela Kuti, Hendrix, trilhas sonoras...”

(*) funk autêntico (Nota de O Kylocyclo)

PT SAUDAÇÕES



Os antigos rivais de 20 anos atrás agora são aliados. Tudo pelo fisiologismo. Já não bastava o Lula defender a permanência de José Sarney na presidência do Congresso Nacional...

Podemos apertar a descarga sanitária?

CURIOSIDADE



Cláudia Raia fez papel de machão no humorístico TV Pirata, da Rede Globo. Agora é a vez do marido Edson Celulari fazer papel de mulher na montagem brasileira da peça Hairspray, no teatro.

Tudo pelo talento. Desejamos muito sucesso para ambos.

QUEM É QUE FINANCIA O "FUNK" NAS EXCURSÕES PELA EUROPA E PELOS EUA?


Esse aí é o novo namorado da Valesca Popozuda? Tomara que sim!

Desde o início desta década ouvimos falar de excursões de ídolos funkeiros pelos países da Europa e pelos EUA, dando a falsa impressão que o "funk carioca" conquistou o mundo.

É claro que existirão intelectuais, artistas e turistas ingênuos que tentam "corroborar" o "sucesso mundial" do "funk", que não passa da mesma fraude que vimos com a lambada. Os ídolos funkeiros, financiados pelas elites, fazem apresentações no exterior enquanto alguns idiotas são selecionados para fazer a platéia deles, seja entre turistas brasileiros, seja entre brasileiros residentes no exterior.

Sobre quem são os investidores dessas viagens milionárias dos ídolos "funk" brasileiros para o exterior, é realmente um mistério. Mas indica o quanto tem gente rica e poderosa por trás do "funk", como esteve por trás de outros ícones do brega-popularesco que tentaram se projetar no exterior de alguma forma. E isso desmente o caráter de "música verdadeiramente popular" que essas tendências forjam através da mídia grande.

Claro que corre toda a lorota na mídia gorda e até na gordinha. Como rolou na lambada, quando se falou que o ritmo "contagiou toda a Europa e os EUA", uma grande mentira. No Brasil, trabalha-se a falsa impressão de que tais ritmos conquistaram europeus e norte-americanos, quando eles só reconhecem em tais eventos apenas armações menores de chicanos metidos. No máximo, eles vêem eventos como esse como se fossem um estranho exotismo, algo como uma exibição de porco com um olho só e galinha de três cabeças realizada pelo Instituto Vital Brasil de Niterói.

Da música produzida no Brasil, só vingam as tendências consideradas autênticas e de grande criatividade. A Música de Cabresto Brasileira tentou embarcar na cauda do cometa e se deu mal. Sandy & Júnior tentaram carreira no exterior e fracassaram, os norte-americanos viram que não passava de clones do Roxette. Alexandre Pires tentou carreira no exterior e fracassou, porque os gringos viram que ele não era mais do que um sub-clone misto de Bobby Brown com Alejandro Sanz. O É O Tchan foi se apresentar em Montreux e o evento virou uma baixaria sem tamanho, queimando para sempre a reputação do evento suíço que outrora era um dos mais relevantes e sofisticados festivais de jazz e era famoso por sua platéia comportada, conhecida por aplaudir em silêncio, sem dar palmas fortes nem dar gritos histéricos.

Até uma conhecida cantora baiana, que preferimos não dizer o nome para não atrair seus fanáticos fãs pela busca do Google, mandou assessores para chamar Bono Vox, líder do U2, para um dueto com ela, depois que ele apareceu diante do trio da cantora para cantar uma "salsa". O agente de Bono disse que o irlandês estava ocupado demais, mas, cá para nós, ele não leva a cantora baiana muito a sério. E olha que ele é bastante altruísta, mas desta vez não tem conversa: axé-music não deve ser levada a sério. Aliás, a tal cantora disse recentemente que quando estava em Madri ela dançava na rua para chamar atenção das pessoas. Urgh!

No exterior, é a música de qualidade que prevalece. Nada de popularesco metido a "vítima de preconceito". A Bossa Nova conquistou o exterior porque, em que pese a acusação de José Ramos Tinhorão de ser uma clonagem do jazz, conseguiu de fato adaptar o jazz e os standards norte-americanos à brasilidade carioca, ainda que fosse uma releitura do samba feito por jovens de classe média alta. O rock alternativo, de nomes como Fellini (do apresentador do SESC TV Cadão Volpato e do jornalista da BBC Brasil Thomas Pappon) e do grupo carioca Second Come, conquistaram a mídia britânica porque eram realmente bons. O falecido John Peel tocou Fellini em seu programa, uma vez. E Everett True, o inglês que irritou a crítica norte-americana por ter reportado o grunge antes de todo mundo, disse que o Second Come chegava a ser melhor do que Jesus & Mary Chain, que ele mesmo assim gostava.

Há outros exemplos, como o thrash metal do Sepultura e a cena punk brasileira, sobretudo do Ratos do Porão, que geraram até um cenário curioso na Finlândia, onde existem bandas punk influenciadas pelos brasileiros e que tocam e gravam até em português!

Por isso não dá para dizer que o brega-popularesco faz o mesmo sucesso no exterior que a música de qualidade. Da mesma forma que não dá para dizer que o brega-populareso é a "nova música de qualidade". Deixem de ser imbecis, ora!! Música popular de verdade não é aquela que está em vaquejadas, micaretas e "bailes funk" ou que lota platéias com facilidade. Música popular de verdade é aquela que não trata o povo feito otário, feito gado da mídia gorda.

ATENÇÃO, CAROS AMIGOS, URGENTE!! JOSÉ ARBEX JR. REPROVA O "FUNK CARIOCA"!!


Enquanto a revista Caros Amigos, de julho de 2009, publica uma reportagem favorável ao "funk carioca", aderindo ao canto-de-sereia "socializante" do referido ritmo, publicamos aqui um artigo de um dos principais jornalistas da mesma revista, publicado noutra publicação, a também revista Pangea, de 07 de abril de 2001.

Esta constatação é MUITO GRAVE, pois o recente apoio da Caros Amigos ao "funk" contradiz seriamente o que escreveu, no texto que reproduzimos a seguir, um dos principais jornalistas da publicação esquerdista, que escreveu livros pela editora Casa Amarela, dentre eles Showrnalismo: a mídia como espetáculo.

Segue o texto "O funk e a crítica" e nossa análise a seguir:

O funk e a crítica - José Arbex Jr.

A “nova onda” funk, amplamente explorada por programas de televisão, é marcada por letras que de músicas que fazem alusões explícitas ao ato sexual, e portadores de estímulos a atitudes que poderiam ser consideradas agressivas. Eis alguns exemplos, colhidos ao acaso:

Dói, um tapinha não dói, tapinha não dói
Só um tapinha

Máquina de sexo, eu transo igual a um animal
A Chatuba de Mesquita do bonde do sexo anal
Chatuba come cu e depois come xereca
Ranca cabaço, é o bonde dos careca

Me chama de cachorra, que eu faço au-au
Me chama de gatinha, que eu faço miau
Goza na cara, goza na boca
Goza onde quiser.

Exagero? Pornografia? Lixo cultural? Vulgaridade? Nada disso, responde um dos grandes expoentes da onda funk, um certo “Tigrão”, em entrevistas dadas a apresentadores de programas de televisão e a revistas. “Tigrão” diz que “as pessoas gostam desse erotismo”. Diz que as letras “nem são tão pesadas”, que têm “duplo sentido”, e que o público infantil ouve funk

Os argumentos contra e a favor se multiplicam. De fato, a onda funk provocou dois tipos antagônicos de reação, ambos equivocados. O primeiro é moralista; condena o uso de “palavras obscenas” e “gestos lascivos”, como faz, por exemplo, a edição 1.693 da revista Veja, de 28 de março (p. 83 a 86). Com base em argumentos exclusivamente morais, teríamos que crucificar uma ampla linhagem de autores, alguns “malditos” até hoje, passando por Gregório de Matos, Bocage, Plínio Marcos e um certo Carlos Drummond de Andrade, para citar só os mais conhecidos de língua portuguesa.

No outro extremo, estão aqueles que acham que “tudo pode”, e identificam no funk uma manifestação “popular”. A confusão, aqui, é facilmente identificável: considera-se “popular” aquilo que “o povo fala”, a linguagem das ruas, o que escapa à norma culta. Trata-se, na verdade, de uma concepção caricatural de “povo” e de “cultura popular”. Esse raciocínio, no limite, teria que considerar Ratinho como uma expressão da “cultura popular”, ao passo que Karl Marx seria um típico representante da “elite”. Não é o caso, aqui, de estender o debate. Basta assinalar que “povo” e “elite” não se definem em relação ao uso da norma culta e respeito aos “bons costumes”, mas sim em relação ao seu lugar social na produção e lugar político no projeto nacional.

O problema do funk não é o funk. A moda vai passar, como já passou a onda da “boquinha da garrafa” e outras bobagens semelhantes. O problema é que cada uma dessas novas “ondas” contribui para depreciar um pouco mais a relação do ser humano com seu próprio corpo, para banalizar a relação sexual, para industrializar o erotismo e criar comportamentos de massa que são, de fato, a negação da sexualidade naquilo que ela tem de mais singular e individual. É a operação inversa à da alta cultura ou mesmo da cultura popular e folclórica: ao invés de criar novas possibilidades para o espírito, cria comportamentos condicionados; no lugar do pluralismo, o sempre igual, a rotina, o mesmo: gestos, ritmos, versos padronizados, produzidos em série para um público condicionado a não pensar.

Como não há limite para o desejo sexual e para as pulsões, é apenas razoável supor que a próxima “onda” vá ser ainda mais explícita, mais violenta, mais agressiva do que a atual (como o funk é mais explícito que a garrafa, e esta mais do que a lambada e assim por diante). Mas este é, precisamente, o fundamento da sociedade de consumo: o gozo está sempre além, e preciso sempre mais. César entendia isso muito bem, ao oferecer como espetáculo a entrega dos cristãos aos leões. A televisão, em nossa época, substituiu o circo romano; a carne que se mostra é a do sexo, das cachorras e dos tigrões. O sangue fica para o suposto “jornalismo verdade” das chacinas em favelas e cenários urbanos. E a classe média, lobotomizada entre dois pólos – sexo e violência, Eros e Tanatos –, entrega-se, impotente, à razão cínica do salve-se quem puder.

A crítica moralista do funk só serve para ocultar a indústria da carne e do sangue, tanto quanto a sua aceitação populista e demagógica.

Embora José Arbex Jr. condene a pregação moralista contra o "funk carioca", de pessoas que vêem o ritmo como ruim apenas porque tem palavrão e insinuações eróticas, ele não aprova, da mesma forma, todo o apoio dado ao ritmo como "manifestação popular". O artigo dele diz que a aceitação populista do "funk" é demagógica, e aqui vamos destacar, copiando um parágrafo do mesmo texto acima publicado para acabar com todas as dúvidas:

O problema do funk não é o funk. A moda vai passar, como já passou a onda da “boquinha da garrafa” e outras bobagens semelhantes. O problema é que cada uma dessas novas “ondas” contribui para depreciar um pouco mais a relação do ser humano com seu próprio corpo, para banalizar a relação sexual, para industrializar o erotismo e criar comportamentos de massa que são, de fato, a negação da sexualidade naquilo que ela tem de mais singular e individual. É a operação inversa à da alta cultura ou mesmo da cultura popular e folclórica: ao invés de criar novas possibilidades para o espírito, cria comportamentos condicionados; no lugar do pluralismo, o sempre igual, a rotina, o mesmo: gestos, ritmos, versos padronizados, produzidos em série para um público condicionado a não pensar.

Numa interpretação resumida deste parágrafo, Arbex quer dizer que o "funk", assim como o fenômeno É O Tchan e similares, transforma o sexo numa bobagem de mau gosto, além de criar, como todo ritmo da Música de Cabresto Brasileira (termo desconhecido ainda da maioria das pessoas, até da equipe de Caros Amigos), comportamentos de massa inversos aos da alta cultura ou mesmo da cultura folclórica, pois, ao invés de acrescentar novas experiências para o espírito humano, padroniza um tipo de comportamento grotesco.

NÃO HÁ DIVERSIDADE NO "FUNK"

Mas no final do parágrafo José Arbex é contundente. Desmente, de forma severa, aquilo que vemos na reportagem sobre o "funk" na Caros Amigos mais recente. Ele quer dizer que não existe diversidade no "funk", o que podemos concluir, com toda a segurança, que não existe a menor diferença entre o "funk milionário" de DJ Marlboro e Rômulo Costa, o "funk panfletário" de MC Leonardo e afins e o "funk bandido" dos "proibidões" ligados ao tráfico.

O "funk" é uma coisa só, seja para dizer "Eu quero é ser feliz", "Sou cachorra e sou gatinha, sou o que você quiser" e "Tá tudo dominado". O mesmo ritmo, a mesma baixa qualidade musical, que não pode ser considerada como "virtude", do contrário que certos intelectuais comprados pela mídia pregam. Arbex Jr. afirma que o "funk" representa "o sempre igual, a rotina, o mesmo: gestos, ritmos, versos padronizados, produzidos em série para um público condicionado a NÃO PENSAR (grifo meu)".

Então, por que Caros Amigos, hoje, atenta para a "diferença fundamental" entre o "funk milionário" de DJ Marlboro e afins e o "funk panfletário" de MC Leonardo e seu pessoal da APAFUNK (Associação de Profissionais e Amigos do Funk)? É tudo a mesma porcaria!! Além disso, o "engajado" Mr. Catra não passa de um "rival" do MC Créu, criou até a Mulher Filé!! E a Valesca Popozuda faz o mesmo discurso "engajado" do MC Leonardo!! Que diferença é essa? Nenhuma, é claro!!

O texto de José Arbex Jr. deveria ser relido pelos próprios jornalistas de Caros Amigos. É bom eles reverem sua atual situação, antes que levem um xeque-mate dos direitistas de Veja, ansiosos em ver algum tropeço na mídia de esquerda.

domingo, 19 de julho de 2009

OLHA O MOBRAL



Título de notícia sobre festas julinas publicada no jornal O São Gonçalo, que, pelo nome, é da cidade de São Gonçalo (RJ), vizinha a Niterói:

ARRAIÁS AGITAM NITERÓI E SÃO GONÇALO

E olha que se trata de um jornal do mesmo dono da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), rede de faculdades sediada em Niterói e que tem até filial em Salvador (Bahia), neste caso instalada na antiga sede do Banco Econômico, defronte à Av. ACM, entre o Itaigara e Iguatemi.

É claro que uma instituição particular de ensino superior não possui o mesmo compromisso social das universidades públicas, mas seria preciso um mínimo de correção linguística, devendo-se, no caso, escrever ARRAIAL ao invés de ARRAIÁ, e ARRAIAIS ao invés de ARRAIÁS. Bancar o caipira engraçadinho pode até vender jornal, mas ofende a reputação do bom jornalismo.

Já não bastou a UNIVERSO, por claros interesses financeiros, ter assassinado a Venenosa FM para dar lugar à horripilante rádio Mania FM, uma rádio que deveria cair no esquecimento mais absoluto?

EVERLY BROTHERS E ISLEY BROTHERS



Não preciso ouvir música breganeja. Para que ouvir arremedos de country se é bem melhor ir na fonte, os Everly Brothers?

Não preciso ouvir sambrega. Paraque ouvir arremedos de black music se é bem melhor ir na fonte, os Isley Brothers?

Tanto os irmãos Everly quanto os irmãos Isley deram valiosas contribuições para a música mundial. São músicas de excelente criação melódica, em seus respectivos estilos.

Até o pessoal do classic rock se lembrou de ambos: a música "Man with the money", dos Everly Brothers, foi gravada pelo grupo The Who. Já os Isley Brothers chegaram a ter Jimi Hendrix como músico acompanhante.

Walter Cronkite 1916-2009


Ele não queria mudar o mundo, mas deixou sua marca por querer fazer um bom trabalho, com honestidade e simplicidade. Ele foi um dos jornalistas e locutores de maior prestígio nos EUA, considerado o de maior credibilidade da história da imprensa dos Estados Unidos. Um dos que personificaram com fidelidade o hoje banalizado e mal-compreendido termo anchorman.

CARA FEIA



Um excelente grupo que mistura o psicodelismo dos anos 60 com a sonoridade alternativa do rock britânico safra 1984-1992, o Crystal Stilts foi vítima de um vídeo de muito mau gosto que o You Tube deveria por bem tirar do ar.

Trata-se da música "Sugar Baby", onde supostamente aparece uma aula de dança.

O link é http://www.youtube.com/watch?v=bhXE08weWSc.

As dançarinas em questão mais parecem estar dançando uma música do É O Tchan, Psirico ou do MC Créu, e no entanto o fundo musical, para horror nosso, é de um excelente rock alternativo.

Isso quando vemos, em contrapartida, atrizes belíssimas como Rachel Bilson, Kristen Bell e Eliza Dushku volta e meia serem "homenageadas" por vídeos cuja trilha sonora varia da mais debilóide house music ao mais grosseiro gangsta rap.

Como se vê, é uma verdadeira falta de respeito ao grupo Crystal Stilts, uma das boas novidades dos últimos anos, colocar como vídeo a horripilante "dança do bumbum". Vá botar outro fundo musical, um gangsta rap talvez caísse melhor.

HIT-PARADE + NOTÍCIA = AGENDA SETTING



Essa ninguém percebeu. Nem os intelectuais apocalípticos, nem os intelectuais integrados, muito menos os "primos-pobres" destes, os "líderes de opinião.

Ninguém percebeu que o conceito de agenda setting é exatamente o mesmo que o do hit-parade, só que num âmbito mais amplo, o do noticiário em geral.

O "líder de opinião" até se irrita com essa comparação. "Que infantilidade", diz ele, irado (não é gíria). "Comparar o nobilíssimo agenda setting, meio de nossa heróica mídia conduzir o debate público, com uma tolice que só seleciona sucessos comerciais da música?", completará o nosso badalado astro da "opinião pública" privada.

Mas o agenda setting é o hit-parade da informação. Por quê?

Com base nos estudos de Maxwell McCombs e Donald Shaw, que formularam o conceito, a hipótese do agenda setting é um tipo de efeito social da mídia que compreende a seleção, disposição e incidência de notícias sobre os temas que o público falará e discutirá. Em outras palavras, é a maneira de como a mídia influencia na seleção de temas feita pelo grande público.

Com isso, temas supostamente tidos como "mais importantes" são lançados à evidência, enquanto outros aparentemente menos relevantes são jogados ao esquecimento. É o jogo da mídia: um repertório relativamente limitado de temas é divulgado pela mídia, que oculta outros temas que "não tem serventia". Motivos que variam desde a estrutura organizacional dos veículos de mídia até mesmo o tendenciosismo a partir de interesses particulares suspeitos fazem com que a mídia trabalhe apenas com uma seleção restrita de temas.

Por exemplo. Fala-se muito do futebol brasileiro, das bolsas de Nova York, do governo dos EUA. Mas, e do movimento estudantil na Bolívia, por exemplo? Raramente, só quando há uma ocorrência séria. E do desconforto dos bancos de plástico nos ônibus de Salvador, Curitiba e Fortaleza? E das artes plásticas do povo do interior do Nordeste? Raramente isso acontece.

O noticiário tem um repertório restrito de temas, que pouco variam de um veículo para outro. Isso é hit-parade. O hit-parade também é uma seleção de temas, no caso as canções, onde os supostamente mais importantes são poucos mas ofuscam uma porção de temas (canções) que aparentemente "não têm relevância".

Os critérios de ênfase nos temas, tanto no agenda setting quanto no hit-parade, é duvidoso. Com a grande mídia caminhando cada vez mais para o showrnalismo - processo que no Brasil aumentará de forma mais acelerada com a entrada do mercado de novos "jornalistas" sem diploma - , cada vez mais o supérfluo pode dominar os noticiários. Barack Obama matando uma mosca na entrevista dá uma cobertura tremenda, mais do que uma simples reunião com o mesmo presidente dos EUA para resolver os problemas mundiais do meio ambiente.

Portanto, para quem imagina que noticiário não tem hit-parade, sobretudo os "fanáticos modulados" que equivocadamente tratam as "rádios AM em FM" como se fossem emissoras alternativas, é bom tirar o burrico do temporal. Se no hit-parade temos a rainha do pop, a princesinha do pop e o cantor encrenqueiro do momento, no agenda setting temos o presidente dos EUA, o presidente do Brasil e o maior craque de futebol do momento. A lógica é a mesma, o sentido é o mesmo, só diferem os contextos.

Cat Power está no Brasil



Adoro esta música. E adoro esta mulher, Chan Marshall.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pudim de Leite Condensado


Continuando nossa sessão de receitas, já que Gilmar Mendes chamou os jornalistas de "cozinheiros", vamos a mais uma deliciosa receita culinária.

Originalmente enviada por Nilvania Lima para o site Tudo Gostoso
Texto adaptado para este site.

50min - 10 porções

Ingredientes

3 ovos
1 lata de leite condensado
1 medida da lata de leite condensado
3 colheres de açúcar

Modo de Preparo

Ligue o forno pra aquecer por 10 minutos fogo baixo.
Bata no liquidificador os ovos, o leite moça e o leite por 3 minutos.
Faça uma calda com o açúcar, deixe esfriar um pouco.
Coloque a calda numa forma com furo no meio, coloque o pudim sobre a calda.
Leve ao forno, não precisa ser em banho maria, espere ficar moreninho em cima, em torno de 40 minutos.
Aguarde esfriar e leve a geladeira.
É bom fazer de um dia para o outro.

Michael Jackson e Galeria do Rock: Em 1985 a história seria outra



Vamos citar um hipotético caso ambientado em 1985, que certamente poderia ter ocorrido realmente naquela época, sobre a possibilidade de colocar uma estátua de Michael Jackson na Galeria do Rock, em São Paulo.

Digamos que um adolescente menos informado das coisas, ao entrar na Galeria do Rock, de São Paulo, encontre algum diretor do prédio para fazer o seu pedido de fã do cantor Michael Jackson:

Diz o adolescente, de forma tímida, a esse diretor:

- O senhor... o senhor poderia me fazer um favor?

- Sim, o que você quer?

- Eu quero fazer um pedido, mas é meio embaraçoso fazer esse pedido, não é?

- Faz o pedido então, ora!

- Queria que você colocasse uma estátua em homenagem ao meu ídolo, Michael Jackson. Sabe como é, aquela música "Beat it", tem a participação do Eddie Van Halen, um guitarrista bem popular entre a "galera" do rock'n'roll, sabe?

- Humm.

- Dá para você colocar uma estatua do Michael aí?

O diretor fica pensativo, mas depois dá logo uma risada. Então ele diz:

- Garoto, em que planeta você vive? Não é por mal, não, mas não vamos botar, de jeito nenhum, uma estátua ligada ao mega-astro da música pop. Além disso, no conjunto da obra Michael Jackson não é um nome do rock, ele está associado a um tipo de música que é incompatível com o estado de espírito de nossa Galeria.

- Não entendi. - disse o garoto.

- Olha, Michael Jackson é igual aqueles artistas que, apesar de incluírem algum elemento de rock no seu som, não são por isso mesmo roqueiros. Se a gente colocar fulano ou sicrano como estátua na Galeria do Rock só por causa de uma guitarra elétrica aqui e ali, por um visual tresloucado ou currículo de escândalos, vai virar uma bagunça. Daqui a pouco vamos botar até estátua do Padre Zezinho.

- Ah, agora entendi. - disse o garoto, a princípio desapontado, mas depois conformado com a situação.

Mas hoje em dia, quando o senso crítico está fora de moda, vemos a atual administração da Galeria do Rock colocar uma estátua do Michael Jackson por motivos sem importância. Seria mais adequado que a estátua fosse colocada no Shopping Eldorado. Ainda há tempo para transferir a estátua para lá.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A FARSA DO BREGA "UNIVERSITÁRIO"



Uma das maiores farsas mercadológicas dos últimos anos é o chamado "brega universitário". "Sertanejo universitário", "pagode universitário", deve haver depois o "funk universitário" e o "forró-brega universitário" (diferente do honesto e não-brega "forró universitário"). Isso não deve ser confundido com outros grupos "universitários" surgidos há mais tempo, como Batifun e Falamansa, que são musicalmente autênticos, sem fazer parte do universo popularesco, são apenas grupos pouco criativos, mas honestos.

O que queremos falar é de nomes como Vítor & Léo, Sorriso Maroto, João Bosco & Vinícius, Don & Juan, Jeito Moleque, entre outros. São grupos que se inspiram na atitude pedante de fenômenos mais recentes do sambrega e do breganejo, como Exaltasamba, Grupo Revelação e Bruno & Marrone. E que só são considerados "universitários" num país onde o festival de besteiras sobreviveu à documentação do saudoso Sérgio Porto (1923-1968), mais de 40 anos depois. Um festival de besteiras onde o líder-maior do Legislativo, José Sarney, gasta ninharias com dinheiro público e pratica nepotismo, Michael Jackson ganha estátua na Galeria do Rock, as desejadíssimas (não por mim) dançarinas de pagode e "funk" insistem num celibato inútil e ex-políticos corruptos ganham aura de "honestos" quando viram dublês de jornalistas em rádio FM.

Em outros tempos, o termo "universitário" se relacionava a um público mais intelectualizado, que teve atuação importante na revolta contra os abusos da ditadura militar. Para entendermos esse problema, vamos recuar um pouco no tempo.

CPC'S DA UNE

Depois de uma breve experiência sob o comando de jovens ligados à UDN (União Democrática Nacional - primeiro nome do partido DEM - DEMOCRATAS), a União Nacional dos Estudantes deu início a uma fase de muita mobilização e idealismo.

Era o período de Juscelino Kubitschek como presidente da República, e muitos sonhos, esperanças e até iniciativas eram feitos para tirar o Brasil da situação de país sub-desenvolvido. Havia até um instituto empenhado para pensar os projetos políticos e econômicos para o país, o Instituto Brasileiro de Estudos Superiores, cujos principais membros eram Roland Corbisier, Hélio Jaguaribe e Nelson Werneck Sodré.

Alguns estudantes, ligados ao ISEB, e outros, integrantes de vários movimentos culturais, formaram então um grupo na União Nacional dos Estudantes para pensar o mesmo projeto do ISEB aplicado à cultura popular e ao engajamento social de trabalhadores, camponeses e estudantes.

O poeta concretista Ferreira Gullar, o ator, diretor de teatro e dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho, o cineasta Cacá Diegues, o militante estudantil Carlos Estevam Martins e o músico e compositor Carlos Lyra foram alguns dos membros que estavam nas primeiras discussões e atividades dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC- UNE).

A ciração dos CPC's coincidiu com as primeiras manifestações estudantis que marcaram a década de 1960. Era o ano de 1961 e pode-se dizer seguramente que 1968 começou em 1961. Na França, Inglaterra, EUA e América do Sul, já haviam manifestações estudantis no começo dos anos 60, e é memorável o protesto de um grupo de estudantes negros nos EUA, que permaneceram tranquilamente sentados às mesas de um restaurante até que alguém decidisse atendê-los (os funcionários, por racismo, se recusaram a servi-los).

A partir dessa atuação, os estudantes, principalmente os universitários, começaram a desenhar um novo perfil de Universidade, pois o mito positivo que temos do ensino superior vem dessa época. Antes dele, a Universidade era um antro de sisudez e de um rigor acadêmico cuja serventia social era inexpressiva, salvo honrosas exceções.

A geração que fez as revoltas estudantis dos anos 60 era apenas parte de extratos sociais que transformaram os anos 60. Com eles, vieram novos conceitos de ciências sociais, cultura, política, arte, mobilização social, altruísmo etc.. No âmbito musical, eles contestavam a máquina do hit-parade, dominante então no mundo e novidade no Brasil, e defendiam uma cultura musical de qualidade. Como se vê, ser universitário estava associado aos valores inteligentes e sensatos da humanidade.



No entanto, o Brasil havia optado pelo golpe militar que gerou uma ditadura que, a princípio, prometia apenas reparar as falhas mais graves que os conservadores viram no governo João Goulart. Mas depois a ditadura tornou-se efetiva, iniciando uma reviravolta nos valores sociais do Brasil cujo auge se deu nos governos Collor e FHC que completaram, sob o pretexto aparentemente democrático, o mesmo projeto "liberal" proposto pelos militares.

Na ditadura militar, o Ministro da Educação, Flávio Suplicy de Lacerda (foto), que havia sido reitor da Universidade Federal do Paraná, criou um plano que tanto previa punições para quem realizasse manifestações estudantis como desenvolveu uma parceria com a United States Agency for International Development, conhecida como acordo MEC/USAID, que pretendeu transformar o ensino superior num processo puramente tecnocrático, numa "indústria de novos profissionais", dentro dos padrões rijos do FMI. Revoltas estudantis reagiram a esse projeto, e vários jovens morreram. O principal deles nem foi manifestante estudantil, e muito menos era universitário, mas o secundarista Edson Luís de Lima Souto, funcionário do restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, morreu baleado enquanto almoçava, durante o confronto entre outros estudantes e a polícia militar.

Veio o AI-5 e a ditadura militar representou um retrocesso na vida brasileira. A redemocratização foi conduzida pelas mesmas forças civis que comandaram, junto às Forças Armadas, a ditadura. O "fantasma" da privatização das universidades públicas, federais ou estaduais, previsto no acordo MEC/USAID, perseguiu os estudantes brasileiros durante vários anos, até o governo Fernando Henrique Cardoso, impossibilitado de levar adiante essa ameaça, devido ao intenso protesto de entidades estudantis, resolveu partir para uma alternativa sutil: liberou a implantação de universidades e faculdades particulares.

Não vamos detalhar esse fenômeno. Mas a verdade é que isso representou uma queda no nível de aprendizado de nossos jovens. A cultura de qualidade não era mais uma bandeira de luta, mas meramente uma conversa para boi dormir. Se minha geração curtia drogas como Menudo e Dr. Silvana & Cia. mas os abandonava assim que chegasse aos 15, 16 anos, os "universitários" dos anos 2000, pelo contrário, mantinham o mesmo gosto musical retardado da adolescência num período de degradação da mídia no país.

A Internet não resolveu o problema desses jovens, que com sua formação confusa passaram a consumir e até a fazer estilos musicais meramente comerciais, apesar da pose (arrogante ao extremo) de "defensores da boa cultura".

Com uma formação acadêmica deficiente, que só veio a complementar a péssima formação sócio-moral da infância e a péssima formação cultural pela mídia, os jovens que curtem brega-popularesco viraram uma demanda potencial para o chamado "brega universitário", a mentira que fariam os técnicos do acordo MEC/USAID sorrirem feito pais orgulhosos.

Afinal esses dois ritmos que puxam o "brega universitário", como o "pagode universitário" e o "sertanejo universitário", não há inteligência alguma. Os músicos é que são domesticados pelos empresários, produtores e arranjadores que estão por trás, tudo para dar a eles uma roupagem "bonitinha", tal qual o fazem com os veteranos pedantes do neo-brega (Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Zezé Di Camargo & Luciano, Harmonia do Samba, Belo).

Além disso, eles não apresentam surpresa alguma. Só são novos produtos da grande mídia, apenas consumidores da "country music" caricata, que eles traduzem logo na "moda de viola" caricata, ou de "soul music" caricata, que traduzem logo no "samba" caricato. Nada que Exaltasamba e Bruno & Marrone não haviam feito há cinco anos, Só Pra Contrariar e Zezé Di Camargo & Luciano há quinze e Chitãozinho & Xororó e Raça Negra há vinte. Tudo o mesmo lixo brega que deprecia e maltrata o verdadeiro samba e a verdadeira música caipira que são deixados para trás por esses usurpadores e diluidores.

UNIVERSOTÁRIOS

Pena que agora essa nova geração seja considerada "universitária", apenas porque é bem mais "arrumadinha" que as anteriores. Mas, quem diria, o grupo João Penca & Seus Miquinhos acabou entrando na antologia visionária quando escreveu "Universotário", em 1986, sem perceber que cantava uma realidade que se tornou atual hoje em dia, com estudantes universitários até promovendo eventos horrorosos que incluem até pagodão pornográfico (do É O Tchan aos sucessores do Psirico) e o mais grotesco "funk carioca" (os sucessores do MC Créu). E ainda ficam posando de "sábios" e "perfeitos" nas comunidades do Orkut e vivem a patrulhar quem não gosta do lixo sonoro que eles consomem.

Pois veja essa letra, de deixar os orkuteiros do mal roendo de inveja se souberem que a letra diz muito da vida deles. Não foi possível obter os créditos originais de quais integrantes compuseram a música. Vejamos a letra:

UNIVERSOTÁRIO

É impossível não reparar
Que maluco o estudante vai ficar
De tanto estudar pro vestibular
Ele vai se transformar
Num babacão (bocó, bocó)
Num babacão (bocó, bocó)

Não sai nem pra pegar um cinema
É do tipo de garoto que não dá problema
Não serve, nem sabe nem mesmo namorar
Porque ele é um babacão (bocó, bocó)
Um babacão (bocó, bocó)

Crescendo vai virar universotário
Revoltas vão constar do seu diário
Só que nada disso nunca vai dar pé
Porque ele é um babacão (bocó, bocó)
Um babacão (bocó, bocó)

Um belo dia vai se apaixonar
E com uma virgem burra vai querer se casar
E o filho obrigar a estudar
Pra se transformar num babacão (bocó, bocó)
Um babacão (bocó, bocó)

Mas o filho que não vai ser bobo
Vai querer correr o mundo todo
Mesmo só pra ver, só pra ver qual é
Ele não quer ser um babacão (bocó, bocó)
Um babacão (bocó, bocó)
Um babacão (bocó, bocó)
Um babacão (bocó, bocó)

Ele era um babacão

- Quem, eu é?

- Palhaço...

JOÃO BOSCO - O AUTÊNTICO, DA MPB TAMBÉM AUTÊNTICA, LANÇA NOVO DISCO



Essa é para um almofadinha que mandou um comentário para O Kylocyclo falando que as músicas da dupla breganeja "João Bosco & Vinícius" são "maravilhosas". Esse rapazinho deveria ficar ouvindo os discos da dupla ao invés de ficar patrulhando quem não gosta dela. Vá mandar tais mensagens para o Fausto Silva e para de nos amolar!! Vale lembrar que a mensagem dele teve sua publicação vetada.

Espera-se que o João Bosco, o autêntico, não dependa de trilhas de sonora de novelas da Rede Globo para divulgar seu trabalho. Embora eu não seja um grande fã do cantor, apoio o seu trabalho e fico triste ao vê-lo ofuscado por um homônimo que integra a tal dupla breganeja.

A volta de Bosco com Blanc
Parceria histórica é retomada em refinado álbum de inéditas de tonalidade cool, calcada no violão
João Bosco canta versos de seu filho no samba "Tanto Faz"

Mauro Ferreira - revista Isto É Gente - 20 de julho de 2009

FORAM SETE ANOS sem um álbum de inéditas de João Bosco, mas a espera valeu a pena. Não Vou pro Céu, mas Já Não Vivo no Chão nasce histórico pelo fato de sacramentar a retomada da parceria de Bosco com Aldir Blanc, iniciada nos anos 70 e desativada nos anos 80 por desentendimento de caráter pessoal. Retomada em 2006, com a composição do samba que dá título ao humorístico televisivo Toma Lá, Dá Cá, a dupla volta em grande forma em quatro das 13 músicas do álbum. Um dos destaques é o samba "Sonho de Caramujo".

A ausência do tema maroto de Toma Lá, Dá Cá no repertório é justificada. Calcado nos violões tocados por Bosco e por Ricardo Silveira, o disco ostenta refinada atmosfera cool pela qual foram filtrados sambas como "Navalha" e "Tanto Faz", parceria de Bosco com seu filho, o poeta Francisco Bosco.

Aliás, os versos dos demais parceiros - Francisco Bosco, Nei Lopes e Carlos Rennó - exibem o mesmo alto nível das letras de Blanc. Entre canção que celebra Dorival Caymmi ("Desnortes", com vocais em falsete de Bosco) e samba-canção que cita Tito Madi ("Mentiras de Verdade"), o disco se revela sedutor em sua economia. É como se Bosco reverenciasse outro João, Gilberto, mestre do essencial.

USUÁRIOS PODEM PROCESSAR EMPRESAS DE ÔNIBUS DE SALVADOR PELO VISUAL "BRANQUELO"





Raimundo Varela deveria denunciar a pouca vergonha dos ônibus esbranquiçados de Salvador, Bahia, que só ficam com "alguma cor" durante as chuvas, com a "ajudinha" das lamas das ruas alagadas. Mas cadê o Varela para enfrentar os empresários de ônibus que se reúnem no sindicato "Setépis", leitura risível da complicada sigla SETPS que confunde os analfabetos e até os alfabetizados?

Essa humilhação que são os ônibus brancos - isso com uma passagem convencional que na capital baiana é a mesma de Niterói e Rio de Janeiro, R$ 2,20 - deveria acabar completamente. Os passageiros têm até instrumentos legais para banir a pintura branca, mesmo diante de desculpas dadas por empresários e autoridades: as desculpas variam desde a economia de tintas até um suposto padrão visual dos ônibus soteropolitanos, isso numa cidade famosa por sua cultura multicor.

Os passageiros podem reclamar em massa para o telefone (71) 3371-1580, mas tem que reclamar em massa, chamando o papai, a mamãe, o vovô, a vovó, o filhinho, a filhinha, a empregada, o porteiro, o chofer, os titios e titias, todo mundo, porque se for um e outro reclamar, a burocrática funcionária da Secretaria de Transporte Público, mais robótica que a Rosie, a empregada eletrônica dos Jetsons, só vai anotar a queixa maquinalmente, isso depois de se comportar como "secretária eletrônica" (estou falando do aparelho): "Número de ordem do veículo, horário e dia da ocorrência?". Por isso tem que ser todo mundo, para as autoridades verem que o problema é sério.

Mas se isso não adiantar, o pessoal pode mover o Ministério Público. A atitude de várias empresas de ônibus em pintar (?) os ônibus com um "branquinho básico" é CONTRA o interesse público e por isso um processo contra o "Setépis" e, se for o caso, contra a Prefeitura de Salvador por consentimento a essa irregularidade, é uma solução viável.

Quem não tem dinheiro para pagar um advogado pode arrumar um defensor público, para que ele conduza um processo contra as empresas de ônibus que "pintam" suas frotas de branco e das autoridades que contribuírem para a manutenção dessa irregularidade. Há um posto do Ministério Público da Bahia, no bairro de Nazaré, em Salvador, nas proximidades da Fonte Nova, mas na Rua Joana Angélica.

Outra solução é encaminhar um abaixo-assinado para a Câmara Municipal de Salvador, localizada na Rua Chile, próximo ao Elevador Lacerda na Cidade Alta, para que os parlamentares adotem medidas legais para punir os empresários de ônibus soteropolitanos que investem nestas frotas branquelas.

Democracia não é ficar de braços cruzados enchendo a cara e olhando para o céu feito um bobão. Democracia serve para o pessoal lutar pelos seus direitos, e a própria lei permite as oportunidades e os meios de conquistar estes direitos. Defender por seus direitos é um dever do cidadão consciente.