quarta-feira, 3 de junho de 2009

TIM LOPES


Há sete anos, no dia 02 de junho de 2002, Tim Lopes foi covardemente detido e morto por um grupo de traficantes (dos quais dois também estão falecidos), da Vila Cruzeiro, região da Penha, no Rio de Janeiro.

Era um jornalista sem pretensões heróicas mas que punha na prática a função social tão atribuída em tese aos jornalistas, servindo a sociedade com mais presteza do que muito colunista político bem engravatado, que só faz falar em prol da sociedade.

Sabemos da história de sua tragédia, mas ela conta com um ingrediente mais vergonhoso, vindo, ironicamente, da mesma emissora de televisão que o contratou, a Rede Globo.

Sabemos que a Rede Globo é patrocinadora e mentora do mais novo modismo do "funk carioca", e nos últimos dias a emissora mudou o discurso quando relembra da morte de Tim Lopes.

Antes, noticiava-se que Tim foi detido pelos traficantes quando investigava a prostituição infantil em "bailes funk". Hoje, limita-se a dizer que ele investigava a prostituição infantil em "bailes do subúrbio" ou em "bailes do Rio".

Enquanto isso, a prostituição infantil rola solta nos "bailes funk", sob as bênçãos da mídia gorda, e, tal qual uma tradução do fenômeno do É O Tchan, mostra também suas dançarinas popozudas peidando na cara de crianças inocentes, sob os aplausos de pais embasbacados. E o MC Leonardo tentando criar um discurso "social" do "funk", como se o "pancadão" não fizesse parte da "mídia gorda". Fala sério!!

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