terça-feira, 9 de junho de 2009

SISTEMA DE 'POOL' EM ÔNIBUS TEM QUE SER PROVISÓRIO


Eu até gostei dos novos carros da Cidade do Aço e Costeira para o serviço Baixada Fluminense - Barra da Tijuca de ônibus fluminenses, assim como gostei, por exemplo, dos da Auto Lotação Ingá junto à Tinguá Transportadora. Mas não vejo com bons olhos o serviço de 'pool' nos ônibus, que sempre é carregado de tendenciosismo e oportunismo.

Ainda vou falar melhor sobre o sistema de 'pool', medida paliativa de transporte coletivo que surgiu, como fórmula "permanente", a partir do governo de Fernando Collor.

Essa medida consiste em colocar algumas linhas de ônibus para serem operadas, cada uma, por mais de uma empresa, a pretexto de custos, aumento de frota e outras desculpas. Por debaixo dos panos, existem interesses eleitoreiros de empresários de ônibus (que se aliam a certos grupos políticos), que jogam seus colaboradores, dos filhos mais novos aos estagiários de suas empresas, para, disfarçados de "busólogos comuns", convencerem as massas de que linha de ônibus é melhor quando operada por mais de uma empresa.

A realidade mostra que isso não é verdade, e, quando muito, o 'pool' deveria ser apenas uma medida emergencial, diante de falência de empresas de ônibus, não de uma forma "definitiva", como se durasse até o fim dos tempos.

O 'pool' tem mais desvantagens que vantagens. Disfarça a precariedade do serviço de uma linha, ao invés de resolvê-la. Faz as autoridades ficarem mais tolerantes com as empresas ineficientes, porque basta botar outra para operar junto que o problema logo se disfarça e o usuário nem percebe.

A operação Baixada-Barra é operada quase toda em 'pool'. Os busólogos acham que a organização e distribuição de linhas é definitiva. Mas, apesar da licitação de 15 anos - muito longa para operações que envolvem 'pool' - , tudo pode mudar, e nada impede que mesmo linhas em 'pool' possam ser operadas, antes do fim do prazo, por apenas uma empresa. Até lá, poderão ser redefinidos ramais, itinerários, e mesmo as empresas envolvidas verão o quanto operar uma linha pela metade é desvantajosa e não menos onerosa.

Ao longo deste blog irei falar mais sobre o assunto.

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