quinta-feira, 25 de junho de 2009

Brega-Popularesco e seus padrinhos anti-populares da mídia gorda



Calcinha Preta, Alexandre Pires, Chitãozinho & Xororó, Exaltasamba, Bruno & Marrone, Chiclete Com Banana, DJ Marlboro. Todos eles são a "verdadeira MPB", não é mesmo?

ERRADO. Eles são justamente o que há de falso, de ilegítimo, de alienador na música brasileira. Não podem ser considerados verdadeira música popular porque são produtos de mídia, são apadrinhados pelos grupos econômicos anti-populares e suas músicas são muito artificiais, superficiais até mesmo para os parâmetros da verdadeira canção popular.

Ora, cair de um Donga, de um Ataulfo Alves para uma breguice como o Exaltasamba, que não sabe a diferença entre maxixe e gafieira, isso é "evolução da música popular"? E cair de um Cornélio Pires para toda uma linhagem irritante que vai do Chitãozinho & Xororó ao Victor & Leo, isso é "evolução da música popular"? E um país que já teve Agostinho dos Santos e Wilson Simonal, vai ter que se contentar com um Alexandre Pires?

Essa "música popular" que domina hoje as rádios não tem o menor valor artístico - podem chorar os relativistas e apologistas, porque a constatação aqui é mais realista - , não tem relevância cultural, pois não transmite conhecimento (até hoje um Alexandre Pires ou Daniel da vida age como se ainda estivesse pela primeira vez numa escola de música), e nem sequer é prazerosa de se ouvir. Nada de positivo se produz dessas músicas e mesmo as covers de MPB que tais intérpretes tocam chega a ser uma grande vergonha.

Mas a mídia tutela esses ídolos e quer que todos nós aturemos eles por no mínimo 40 anos, e está na cara que os grandes barões dos meios de comunicação estão por trás dessa música dita "despretensiosa" e "espontânea". Por isso mesmo é balela que esses ídolos que estão no establishment do establishment são "excluídos" ou "discriminados" pela mídia, como falam alguns intelectuais de butique. Vejamos a base de apoio de cada tendência popularesca. Não vamos citar as FMs popularescas, porque é o óbvio do óbvio. Vejamos então os casos:

AXÉ-MUSIC - No plano nacional, sua principal base de apoio, por incrível que pareça, está na Editora Abril, que publica a reacionária revista Veja, e a Folha de São Paulo, que inventou o termo "ditabranda", aqui já comentado. A Rede Globo também apoia o estilo.

BREGANEJO - O SBT, a Record e a Bandeirantes são suas bases de apoio desde o início, mas a Rede Globo também passou a apoiar decisivamente o estilo.

SAMBREGA - Sua base de apoio é a mesma do breganejo.

FORRÓ-BREGA - O SBT foi a principal rede divulgadora do ritmo, mas com a entrada da Rede Globo a partir do fenômeno Banda Calypso, a coisa tomou rumo diferente.

"FUNK CARIOCA" - Preciso dizer que o ritmo é a menina dos olhos dos filhos do Roberto Marinho? A Rede Globo normalmente corre atrás de outros veículos da mídia quando o assunto é brega-popularesco, mas aqui ocorre o contrário.

Por isso mesmo, quem disser que esses ritmos são discriminados pela mídia, deveria lavar sua boca com sabão.

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