quarta-feira, 3 de junho de 2009

BAND NEWS FLUMINENSE TEM FRACA AUDIÊNCIA



A Band News Fluminense, a um ano do término do seu primeiro contrato de transmissão, está causando problemas, nos bastidores do Grupo Fluminense de Comunicação, tirando o sono do empresário Alexandre Torres Amora, vice-presidente do GFC.

A rádio noticiosa não consegue sair da média de audiência alcançada pela Rádio Fluminense FM entre 1991 e 1994. Quando muito, a rádio só consegue alcançar índices entre a 15ª e 16ª colocações no ranking de FM, mas há desempenhos piores na audiência da emissora.

Vale lembrar que, com essa performance nos índices de audiência, a antiga "Maldita", há quinze anos atrás, saiu do ar, e já fazem exatos quinze anos que o projeto rock da Flu FM começou a ruir pela primeira vez, com o início das negociações com o grupo Jovem Pan Sat.

Virando Jovem Pan Rio nos 94,9 mhz, a performance na audiência também não foi das mais felizes, tendo sido necessário negociar a saída de concorrentes do segmento dance music - Rádio Cidade, Transamérica e RPC - para a JP2 tentar, pelo menos, fazer seu nome no mercado pop dançante do Grande Rio. Apesar disso, não deu certo. Mais tarde, a JP2 teve melhor sorte nos 102,1 mhz, pouco antes de sair do dial carioca. Recentemente, a rede, como um todo, está caquética, pois aderiu ao mesmo formato "AeMão" da Rede Transamérica (rede cuja decadência atinge níveis galopantes que nem seus fanáticos conseguem conter).

Apesar de ser uma rede "só FM", todos nós sabemos, eu, você, Marcelo Delfino, a opinião realmente pública e o mundo mineral que raciocina melhor que muito "líder de opinião" que faz superblogs ultrabadalados, que a Band News usa a fórmula "rádio AM" de programação. E que, apesar de meus pais ouvirem a rádio e eu ser jornalista, acho programação de FM all news um saco. Sou jornalista, mas não sou fanático por jornalismo. Entre viver, amar e sentir prazer e ficar só consumindo notícia, eu prefiro viver, amar e sentir prazer.

Voltando ao Ibope anoréxico da Band News Fluminense, em comparação ao da Fluminense FM de 1991-1994 - que já não fazia juz aos tempos de "Maldita" - , o mais grave disso tudo é que a Band News conta com os principais astros da grande mídia paulista, e que, no conjunto de sua equipe, a Rede Band News FM é uma mistura de TV Bandeirantes com Folha de São Paulo (e aí, "líder de opinião", você continua achando que a Band News não é mídia gorda?).

A Fluminense FM de 1991-1994 só tinha pessoas conhecidas de um público mais específico, o público de rock: Monika Venerabile, Tom Leão, Carlos Albuquerque (Calbuque), Rodrigo Lariú e José Roberto Mahr. Fora eles, apenas radialistas conhecidos por gente mais restrita ainda, o pessoal que ouve rádio, curte rock e mora no Grande Rio.

A Band News tem de José Simão a Bóris Casoy, de Ricardo Boechat a Ruy Castro, entre tantos outros, mas sofre a mesma audiência apática daquela Fluminense FM que nem Luiz Antônio Mello aguentava mais ouvir falar, enquanto Maurício Valladares, a exemplo do Confuso (a pequena moto do grupo de vilões do seriado "Carangos e Motocas" da Hanna-Barbera), deveria ter dito "Eu te disse, eu te disse", diante da intransigência "roqueira" da Flu FM (eu pessoalmente não concordo com a abordagem do Mal Val, que queria ver a Flu FM como rádio de black music, mas isso eu escrevo noutra oportunidade).

Nem aquela série de anúncios yuppies da Band News, que mostrava seus profissionais posando feito modelos de grife de moda adulta num cenário glacial diante da escultura de vidro com o número da frequência de uma afiliada da Rede Band News, conseguiu salvar a situação, ao menos no Rio de Janeiro.

E depois falam que o mercado de fazer "rádio AM" em FM está em alta. Não está, mesmo, a não ser na imaginação esquizofrênica dos "fanáticos modulados", dos colunistas de rádio e dos "líderes de opinião".

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