sábado, 6 de junho de 2009

AS CONTRADIÇÕES DE TOM LEÃO


Na sua defesa desesperada pela Infra Rádio Tupi e até pela criação de uma clone da Rádio Globo AM em FM, Tom Leão falou que "o rádio mudou para não morrer".

Só que ele cita, entre as "vantagens" de ouvir a "Super" Rádio Tupi em FM, a de poder sintonizá-la no telefone celular, que só pega emissoras FM.

Só que telefone celular não é rádio, e tal apologia acaba contribuindo, isso sim, com a morte do rádio como um todo. E nós sabemos que a possível morte do rádio AM representará, a médio prazo, a morte do rádio FM, seja pela paranóia dos mesmos tecnocratas que quiseram matar os discos de vinil em nome do CD e hoje falam em "morte do CD", seja pelo desgaste que as FMs "Aemizadas" encontrarão pelo caminho. Sim, porque chegará um dia em que ouvir a "Super" Rádio Tupi em FM será um pé no saco, como ouvir Band News hoje é um porre.

RIO FRANZINO

Tom Leão já não sente mais saudades da Fluminense FM e aceita naturalmente a existência de uma Band News.

Ele não fala mal da rádio Nativa FM.

Não parece ter muita sensibilidade com a realidade profissional do rádio carioca, com muita gente ameaçada de ir para o olho da rua, apesar de admitir, em tese, o alto risco disso tudo.

Ele dá ênfase a um programa humorístico-policial como principal atração da Infra Rádio Tupi.

É certo que ele já causava estranheza quando elogiava a programação de uma 89 FM de São Paulo, mas estava dentro de seu contexto e seu universo. Afinal, era compreensível, ele deve ter ouvido a 89 de noite, quando a programação é mais "flexível" diante do rigor "irrit-pareide" da rádio e tocava os ídolos do jornalista, como Nine Inch Nails e White Zombie.

Quanto a defender a Aemização das FMs citando um programa policial ("Patrulha da Cidade"), Tom no entanto segue o raciocínio dos mais "descolados" defensores da Aemização das FMs, que adotam a visão pragmática de "informação e entretenimento", defendendo a trinca noticias-esportes-humor.

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